Superativa sempre, supersaudável nem sempre

Há 20 dias comecei uma empreitada para me livrar de 10 kg adquiridos durante um tratamento médico de 6 meses à base de Carbolithium, Rivotril, Efexor, entre outros remédios para algo chamado transtorno bipolar.
Quem me conhece bem sabe do mal que sofro: a hiperatividade. Por um lado é bom. Sou uma dentista com especialidade em periodontia, fazendo faculdade de rádio e tv e aperfeiçoamento em pacientes especiais. Amo tecnologia, e estou engajada num projeto (leia-se site) sobre o assunto. Uma pessoa que não tem horas ociosas: estou sempre com um livro a tiracolo, ou então o Palm, com algo para ler. Senão, estou envolvida em causas das mais diversas – representante de turma, moderadora de lista de discussão, participante de grupo religioso (sou espírita) etc.
Enfim, sempre acreditei que viver intensamente é o caminho mais fácil para a felicidade. Correr atrás dos sonhos, custe o que custar.
Mas o preço de de tudo isso é alto, e eu paguei com a saúde. A insônia me levou à depressão, alternada a fases de mania. E ainda tive muitas decepções com pessoas que confiava muito, no decorrer do ano passado. Isso foi mortificante. Custei a acreditar, embora tivessem tentado me abrir os olhos, que pessoas egoístas, movidas pela inveja, pudessem ir tão longe quando querem derrubar alguém.
Acho que agora estou me controlando melhor. Parei com a medicação mas continuo dormindo pouco (5 a 6 h por noite); pelo menos o sono agora é ininterrupto.
Ao ver os quilos extras desaparecerem aos poucos, a auto-estima está voltando. Agora que a rede da clínica e o processo de transição para pessoa jurídica está quase encerrado, devo voltar à malhação. Faz mais falta do que pode parecer, pois é o melhor tratamento para a insônia o estresse.
Quem pensa que me viu derrotada terá uma desagradável surpresa. Estou mais determinada do que nunca, e cheia de planos. Vão ouvir muito falar de mim. Que tapem os ouvidos.
.: Via Desktop :.


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