Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Domingo último assisti esse filme, um drama excepcionalemente bom com o Jim Carrey. O roteiro é brilhante e a direção interessante, mas alguns personagens são totalmente descartáveis. Um deles é Elijah Wood (o Frodo do Senhor dos Anéis), que está mais perdido que cachorro que caiu da mudança. Mas é um filme muito bom, na média. Para quem achou o nome esquisito, ele é um trecho de um poema de Alexander Pope:
“Feliz é o destino do inocente,
Esquecido pelo mundo que ele esqueceu
Brilho eterno de uma mente sem lembranças!”

Há um outro verso poético no filme, desta vez de Nietzsche: “Abençoados os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos.”
Ambas as citações são ditas por uma das personagens no filme.
Se eu tivesse a opção de poder esquecer fatos do passado, ainda assim não o faria, por mais doloridos que estivessem cravados na minha memória. De nada me arrependo nessa vida. Prefiro me arrepender do que não fiz ao invés do que já foi feito. Afinal, é com as experiências (boas e ruins) que aprendemos e crescemos. E apagá-las da memória seria correr o risco de repetir erros.
postado via palm, indo trabalhar

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