Acácias

Por Adélia Prado
Minha alma quer ver a Deus.
Eu não quero morrer.
Quero amar sem limites
E perdoar a ponto de esquecer-me
Radical, quer dizer pela raiz
O perdão radical gera alegria
Exorciza doenças, mata o medo
Dá poder sobre feras e demônios
Falo. E falo é também membro viril,
Todo léxico é pobre,
Idiomas são pecados;
Poemas, culpas antecipadamente perdoadas
Eis, esta acácia florida gera angústia
Para livrar-me, empenho-me
Em esgotar-lhe a beleza
Beleza importuna,
Magnífica insuficiência,
Porque ainda convoca
O poema perfeito.

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3 Comentários

  • Em 2005.05.15 09:13, cardoso disse:

    “He piled upon the white whale’s hump the sum of all the general rage and hate felt by his whole race from Adam down; and then, as if his chest had been a mortar, he burst his hot heart’s shell upon it.”
    Não quero isso. Cansei. Abaixei o arpão. A baleia branca só existe por causa do caçador. Às vezes, para vencer, é preciso parar de lutar. Queimem as redes, quebrem os arpões. Esqueçam Moby Dick. revertam curso, 180 graus. segunda estrela à direita, siga em frente até amanhecer. Há espaço no oceano para nós dois.

    • Em 2005.05.15 11:24, Liliana disse:

      Oi Bia, finalmente consegui te ver na Silvia Popovic ontem. Gostei de sua participação, parabéns!
      Anteontem eu era um cavalo selvagem correndo desembestadamente, ontem o cavalo dormiu o dia inteiro…rs.
      Flores pra você, querida amiga!

      • Em 2005.05.15 16:31, Flavio Prada disse:

        Voce tem um blog dos que me agradam. O que me chamou a atenção é teu perfil. Voce é dentista e trabalha sem fio. Dá pra fazer obturação wireless?

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