Enfim, depois de adiado várias vezes, sai o anúncio do PC popular. E o governo só financiará se rodar software livre. Isso é bom, mas ainda faltam algumas coisas importantes.
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Para dar condições dessa meta de preço ser atingida, o governo definiu que haverá isenção da cobrança de PIS e Confins na venda ao consumidor, o que representaria uma diminuição de 9,25% no valor de venda. O computador precisará também ser financiado em até 24 parcelas mensais de no máximo 70 reais, com juros que não ultrapassem 2,5% ao mês, e oferecer um pacote de acesso à internet de no mínimo 15 horas mensais por 7,50 reais. A isenção de impostos também será entendida a PCs com preço de até 2.500 reais, como forma de combate à pirataria e ao contrabando. Nessa categoria poderão ser incluídos PCs com softwares proprietários, com o Windows XP Starter, desde que o teto do preço seja mantido. (…) Os equipamentos que integram o programa terão preços a partir de 1.400 reais e a conexão à internet será opcional. As configurações para o equipamento subsidiado pelo BNDES incluem memória RAM de 128 Megabytes (MB), disco rígido de 40 Gigabytes (GB), fax modem de 56 Kilobits por segundo (kbps), placas de rede, som e vídeo e monitor de 15 polegadas. Fonte: Plantão Info
Agora vem o grande problema: quem vai vender o PC Conectado são os grandes varejistas “populares”. Os mesmos que têm em mente que qualquer coisa popular é sinônimo de baixa qualidade. É cultural em nosso país… se é popular, tem que ser ruim. É a calça que lava e encolhe, é o tênis não protege as articulações, são as casas construídas com areia que vem da praia, são os automóveis com peças semi-descartáveis. Por que seria diferente com o PC Conectado?
E já que falaram em isenção de impostos em máquinas de até R$ 2.500, por que o BNDES não opta por financiar também o Mac Mini? Lá fora ele custa U$ 500, aqui são R$ 3 mil graças à essa carga triburtária absurda. Ou será que inclusão digital não dá direito a máquinas de qualidade?









U$500 lá fora e R$3 mil aqui tem dedo da carga tributária, mas também, e principalmente, ganância dos importadores…
O que está por trás da escolha preferencial por software livre é política industrial. Desenvolver uma industria de software brasileira!!!
Quem viver verá.
Nos EUA, escolas usam MacOS que é estável, seguro e amigável…
Por aqui, nunca chegou em escolas públicas(federais) porque a política entreguista do FHC e companhia tinha acordo com a Microsoft… ;-(
Medo, Bia… Só isso é o que eu tenho a dizer. Dadas todas as coisas que você já citou, espero que pelo menos dessa vez a iniciativa dê certo. Mas só o tempo poderá dizer, né? Beijo pra você.
Sinceramente? Tô otimista com esse programa. Pelo pouco que a gente sabe, me parece que TODO E QUALQUER computador de até R$2.500,00 será isento do PIS/Confins. Então, qualquer um vai poder gozar de descontos, em qualquer máquina, desde que o preço final seja inferior aos R$2.500,00.
Hoje já há computador vendido a preço de banana – no Bompreço vi um de R$1.300,00, em 10x sem juros. Até gravador de CD tinha, e vinha com Linux.
Quanto ao Mac Mini, não tenho esperanças que ele seja beneficiado pelo programa. A Apple é cabeça dura – deveriam montar o bicho aqui. Mas não – importando, vêm os tais impostos de importaçào, tornando tudo caro. O Mac Mini tinha tudo pra vender como pão quente, não fosse a Apple ser tão obtusa. Lógico, os impostos são altos, mas se tantas empresas buscam soluções criativas, porque a Apple não o faz?
Já o financiamento, deveria ser maior mesmo, mas, pensando bem, se a idéia é inclusão digital, o valor da prestação é tudo, e desde que todo mundo possa comprar um (e pagando R$60,00 por mês dá pra incluir MUITA gente mesmo). a medida parece benigna. Valor superior iria beneficiar classes mais “remediadas”, e não acho que essa era a idéia (claro, isso numa ótica de racionalização – o ideal é como na Coréia, onde o governo subsidia até banda larga supersônica).
Em suma: financiamento de máquinas até 1400,00, e a extensão da isenção para máquinas até 2.500, acho que isso vai dar praia… Ou serei eu o Policarpo Quaresma de plantão?
Adorei a idéia do mac mini! Se a gente pensar bem seria melhor o governo descolar um financiamento de 2.500 e nós mesmos escolhermos a máquina não é? Mais justo .. Eu faria um senhor upgrade na Arthemis
A Dell já vende computadores na faixa de R$1500, Dell é garantia de qualidade e suporte, muito melhor que comprar esse computadores populares que são vendidos por alguns supermercados, são montados com peças de péssima qualidade, e que depois dão muita dor de cabeça.
Bia, eu considero essa iniciativa como uma mera “propaganda política” pelos seguintes motivos: 1. Se você procurar em lojas especializadas, pode encontrar um PC a um preço mais acessível que este, definido pelo governo – não falo de máquinas de última geração, mas creio que máquinas mais “modestas”, como um PC de 1.2GHZ por exemplo, atenderiam perfeitamente às necessidades do público-alvo desta iniciativa; 2. O fato de os equipamentos virem com softwares livres instalados não garante, necessariamente, a inclusão desses novos “incluídos digitais” no mercado de trabalho, afinal, num mercado onde os softwares livres são minoria – a Microsoft, por exemplo, detém a maior fatia (Sistemas Operacional, Softwares de Apoio (Office) e de Desenvolvimento (Plataforma .NET), continuará sendo bastante complicado a eles ingressar nesse mercado; 3. Inclusão digital, na minha opinião, não é apenas aprender a “manusear o mouse e abrir algumas janelinhas”. Além de um PC, é necessário que seja disponibilizada a esse público uma mínima infra-estrutura (como treinamentos básicos, acesso à internet), o que implica, no contexto atual, em novas despesas. Considerando que boa parte desse público (senão todos) já possua um telefone fixo para utilizar conexão à internet via linha discada, eu poderia apostar que grande parte deles não têm noção de quanto seu orçamento mensal aumentaria com a utilização deste modelo – já pensou em quantas pessoas irão se surpreender com o excessivo aumento das suas contas telefônicas após um mês de “inclusão digital”? 4. O custo para se tornar um “incluído digital” não é só o custo do PC conectado… tem-se que considerar também, como já mencionei, o aumento da conta telefônica, o custo de um provedor de acesso à internet, o de alguns softwares e periféricos e/ou de material de apoio, CDs, disquetes, etc. É complicado reservar, no mínimo, 23% do orçamento de um chefe de família que recebe R$ 300,00 para financiar essa inclusão digital, mas nem todo mundo ainda se deu conta disso – ou o públic-alvo desta iniciativa seria outro, que não as classes D e E? Por essas e outras – que dariam uma discussão interessante -, acredito que o melhor modelo seria criar centros de treinamento para este mesmo público, onde seriam ensinados conceitos básicos de utilização dos equipamentos, bem como de seus softwares relevantes, além de ensiná-los a utilizar a internet de maneira produtiva (principalmente). O custo, para eles, seria consideravelmente menor, e o benefício consideravelmente maior: experiência e competência para (re)ingressar no mercado de trabalho, num menor tempo de aprendizagem e a um custo subsidiado pelo governo ou, por que não, pela iniciativa privada.
Bia, eu considero essa iniciativa como uma mera “propaganda política” pelos seguintes motivos: 1. Se você procurar em lojas especializadas, pode encontrar um PC a um preço mais acessível que este, definido pelo governo – não falo de máquinas de última geração, mas creio que máquinas mais “modestas”, como um PC de 1.2GHZ por exemplo, atenderiam perfeitamente às necessidades do público-alvo desta iniciativa; 2. O fato de os equipamentos virem com softwares livres instalados não garante, necessariamente, a inclusão desses novos “incluídos digitais” no mercado de trabalho, afinal, num mercado onde os softwares livres são minoria – a Microsoft, por exemplo, detém a maior fatia (Sistemas Operacional, Softwares de Apoio (Office) e de Desenvolvimento (Plataforma .NET), continuará sendo bastante complicado a eles ingressar nesse mercado; 3. Inclusão digital, na minha opinião, não é apenas aprender a “manusear o mouse e abrir algumas janelinhas”. Além de um PC, é necessário que seja disponibilizada a esse público uma mínima infra-estrutura (como treinamentos básicos, acesso à internet), o que implica, no contexto atual, em novas despesas. Considerando que boa parte desse público (senão todos) já possua um telefone fixo para utilizar conexão à internet via linha discada, eu poderia apostar que grande parte deles não têm noção de quanto seu orçamento mensal aumentaria com a utilização deste modelo – já pensou em quantas pessoas irão se surpreender com o excessivo aumento das suas contas telefônicas após um mês de “inclusão digital”? 4. O custo para se tornar um “incluído digital” não é só o custo do PC conectado… tem-se que considerar também, como já mencionei, o aumento da conta telefônica, o custo de um provedor de acesso à internet, o de alguns softwares e periféricos e/ou de material de apoio, CDs, disquetes, etc. É complicado reservar, no mínimo, 23% do orçamento de um chefe de família que recebe R$ 300,00 para financiar essa inclusão digital, mas nem todo mundo ainda se deu conta disso – ou o públic-alvo desta iniciativa seria outro, que não as classes D e E? Por essas e outras – que dariam uma discussão interessante -, acredito que o melhor modelo seria criar centros de treinamento para este mesmo público, onde seriam ensinados conceitos básicos de utilização dos equipamentos, bem como de seus softwares relevantes, além de ensiná-los a utilizar a internet de maneira produtiva (principalmente). O custo, para eles, seria consideravelmente menor, e o benefício consideravelmente maior: experiência e competência para (re)ingressar no mercado de trabalho, num menor tempo de aprendizagem e a um custo subsidiado pelo governo ou, por que não, pela iniciativa privada.
Bia, eu considero essa iniciativa como uma mera ´propaganda política´ pelos seguintes motivos:
1. Se você procurar em lojas especializadas, pode encontrar um PC a um preço mais acessível que este, definido pelo governo – não falo de máquinas de última geração, mas creio que máquinas mais ´modestas´, como um PC de 1.2GHZ por exemplo, atenderiam perfeitamente às necessidades do público-alvo desta iniciativa;
2. O fato de os equipamentos virem com softwares livres instalados não garante, necessariamente, a inclusão desses novos ´incluídos digitais´ no mercado de trabalho, afinal, num mercado onde os softwares livres são minoria – a Microsoft, por exemplo, detém a maior fatia (Sistemas Operacional, Softwares de Apoio (Office) e de Desenvolvimento (Plataforma .NET), continuará sendo bastante complicado a eles ingressar nesse mercado;
Desculpe pela repetição das mensagens… não estavam aparecendo aqui, então achei que não estavam sendo incluídas…
Eu concordaria com o José Eduardo em alguns pontos, mas alguns eu tenho que discordar:
Entendo que inclusão digital é muito mais do que acessar à internet ou a saber usar as ferramentas do Microsoft Office para estar melhor qualificado no mercado de trabalho. Inclusão digital, na minha ótica, é saber lidar com as novas ferramentas, é ter contato com o computador e utilizá-lo para obter dele algum benefício. Portanto, com todos os problemas, acho a iniciativa válida. E tento ser otimista: se já há computadores ruins na faixa de R$1.400,00, não acho que o programa irá piorar isso.
Acho, sim, que vai ser produtivo um estudante de baixa renda poder fazer seus trabalhos escolares em um computador. Também acredito que vai ser bacana a intimidade que esses jovens terão com as máquinas, podendo surgir futuros desenvolvedores (é assim que acontece nos países mais desenvolvidos). E acho imprescindível o caráter doutrinário do software livre como imposição, já que não se pode tornar toda uma população doutrinada em Windows só por uma questão mercadológica – seria o mesmo que substituir leite por coca-cola.
Quanto à internet, vejo coisa boa à frente: as linhas telefônicas de baixo custo já estiveram em consulta pública pela Anatel, se não me falha a memória. São linhas para a população de baixa renda, com quantidade fixa de pulsos ou outro modelo. Combinando isso com a internet, poderemos ver, no futuro, uma revolução silenciosa. Aliás, o mercado que poderá surgir como fruto disso, bem como o comércio (desenvolvedores, digitadores de trabalho, arrumadores de computador), também poderá vir a ser interessante. Não sei, mas só em ver o Governo pensar no assunto (e não creio que seja mera propaganda política, embora sempre haverá uso político de coisas como essas) já me deixa mais tranquilo.
Concordo com suas considerações, Oculos, porém gostaria de deixar claro que não sou defensor nem propagandista da Microsoft – mas também não creio que a imposição do uso de software livre será a resposta a todos os problemas do mundo.
Eu vejo toda essa discussão como algo além da briga software pago vs. software livre. Sem entrar no mérito dos mecanismos utilizados pela Microsoft para atingir tamanha fatia de mercado, entendo que se o parque instalado de PCs com Windows é muito superior aos seus concorrentes, deve ter algum motivo a mais do que uma doutrinação imposta por questões mercadológicas.
O Windows, bem como outros softwares da Microsoft – e outras grandes companhias que fabricam e distrubuem softwares pagos – têm sim (muitos) méritos que justificam sua escolha. E há mais considerações a ser feitas na hora de decidir por usar este ou aquele software do que a questão dele ser ou não livre. Há casos em que o Windows me atende de uma forma que um MacOS ou um Linux não me atenderia. Há a questão de o que eu necessito fazer, e quais ferramentas me permitem fazê-lo. E há, principalmente a questão de quem paga a conta do investimento em tencologia, da análise, do desenvolvimento do produto, do suporte técnico. A imposição do uso de software livre irá sim resolver alguns problemas, mas também irá criar outros, novos.
Acho sim que deve haver iniciativas que permitam às pessoas o poder de escolher o que usar. Acho que querer doutriná-las impondo a elas o uso de software livre – em última análise – é ter a mesma atitude condenável exercida pela Microsoft, só que do outro lado.
Discordo, José Eduardo, porque acho que as pessoas devem defender aquilo que acreditam ser o correto. Se eu acredito que o Software Livre é melhor pro país, querer que ele seja implementado é justo e ético e, portanto, legítimo. Até porque defender o software livre, não um OS específico, é diferente de defender o Linux.
De qualquer forma, a não ser o valor do financiamento, a isenção de PIS Confins valerá pra todo computador até R$2.500,00. Acho mais legal que o governo financie só software livre, e não um soft de uma empresa que só irá dar prejuízo depois com suas atualizações.
Quanto ao Windows lhe servir, acontece… Talvez ele só lhe sirva porque, mercadologicamente, as soluções surgiram pra ele, e não por algum mérito intrínseco dele. E não acho que o Windows tem maior fatia do mercado por qualquer doutrinação, e sim por uma boa jogada de marketing aliada a práticas monopolistas.
Um abraço,
oculos
estamos falando a mesma língua, já escrevi dois artigos falando sobre isso…
Beijos
Isso é mais uma bobagem que o governo está fazendo para distrair o povo do verdadeiro problema. Levar computadores para todos não significa nada. Só vai facilitar para as crianças o acesso a pornografia e outras bobagens. E conectá-los a Internet só irá enriquecer as cias. telefônicas… O governo precisa dar educação e condições para que as pessoas possam ter o orgulho de comprar um bom equipamento e poder pagar por ele sem recorrer ao carnezinho das casas Bahia… Parabéns pelo Post Bia. Bastante polêmico. Continue assim.
“Só vai facilitar para as crianças o acesso a pornografia e outras bobagens.”
Overlord, Internet é um caminho sem volta. Resta-nos instruir nossas crianças a serem críticas e saber julgar corretamente o que cai nas mãos delas. Seja via internet, seja via TV, jornais, revistas…
Bloquear o acesso à informação, seja qual for, é ditatorial. Quanto à censura, bem… felizmente ainda existe o botão “on/off” no PC e na TV…
Amém
Levando em consideração que “Uncle Bill” esta querendo vender aquela “coisa” chamada Windows starter edition (quem já viu sabe do que to falando), por U$ 3,00 já imagina o tamanho do mercado que isso vai trazer, ai junta o interesse de tantos naquele pardieiro chamado congresso ai você vai ter uma idéia do porque que o nosso ilustre presidente aquela coisa desprovida de inteligência fica criando essas modas… E eu nem vou falar do PAC aqui, senão…
Prezados,
Estou para adquirir um B Berry Bold. Soube que ele só visualiza e edita planilhas recebidas por e-mail. Existe alguma forma, dica, macete, etc, de visualizá-las salvando-as na memória do celular?
Obrigado