Polêmica no transporte coletivo de Curitiba


A Prefetura de Curitiba anunciou a redução da tarifa de ônibus de R$ 1,90 para R$ 1,80. Não pensem que isso foi motivo de festa. Usuários revoltados, que recarregaram seus cartões magnéticos na semana anterior ao reajuste, querem seu dinheiro de volta.


A polêmica está em torno do sistema de informática usado no transporte coletivo do município. Quando o usuário compra créditos (passagens), ele paga por cada crédito o valor vigente da passagem. Mas na hora de fazer a viagem, o débito não é feito em reais, mais em “créditos de viagem”. A sacanagem disso tudo não está só nos R$ 0,10 a menos: há alguns meses a prefeitura instituiu a “tarifa domingueira” – nos domingos, a passagem de ônibus custa R$ 1. Mas quem usar o cartão tem um crédito (R$ 1,80) debitado de qualquer maneira. Aí o Procon-PR entrou na dança:

Para a advogada Cláudia Silvano, do Procon-PR, a prefeitura deveria modificar o sistema adotado, não só nas passagens durante a semana, mas também na chamada “domingueira”, que custa R$ 1. “Não é razoável que o consumidor, ao invés de pagar R$ 1, pague 80% a mais só porque o sistema não permite o desconto. A informática deve estar a serviço do homem, e não contra ele”, avalia Silvano.


A URBS se pronunciou e defendeu seu sistema. A prefeitura disse que não irá ressarcir os usuários, alegando que “quando o usuário recarrega seu cartão, ele compra viagens. A passagem não é uma moeda.”
Por que tanta briga? Não seria mais justo o sistema de créditos contar em reais, ao invés de viagens, e fim de papo? Acabaria com esse bla-bla-blá inócuo.
postado via desktop

Confira também

36 Comentários

Desenvolvido por Agência WX