
Em dezembro próximo, completaremos 15 anos de telefonia celular no Brasil. Em 30 de dezembro de 1990, a comunicação móvel começou a funcionar no Rio de Janeiro, com capacidade para 10 mil terminais. O modelo MicroTAC, da Motorola, foi o maior sucesso. Considerado o mais leve da categoria, pesava 290 gramas e sua bateria durava 90 minutos em uso e 15 horas em stand by.
Mas o *meu* primeiro tijolar, ops, celular, foi adquirido em fins de 1997. E era o MicroTAC Lite II – como a própria denominação diz, o sucessor era mais leve que o original. Não sei em quantas gramas, mas certamente um valor que hoje nos faria rir.
Celular, naquela época, só se conseguia após uma longa fila de espera. A Brasil Telecom se chamava Telepar Celular e era estatal. A habilitação custava uma fortuna, e pagava-se, além da assinatura mensal, tanto as chamadas recebidas como as realizadas. Ainda assim, o investimento valeria mais a pena do que contratar uma secretária: eu era recém-formada em odonto, trabalhava meio período em consultório e meio período no Colégio Militar. Sim, eu fui militar, por 1 ano, para pagar a especialização em periodontia que iniciei em janeiro de 1998. A cada 15 dias, viajava para Ponta Grossa.
Ter celular era sinônimo de status. Mas para mim, foi um excelente auxílio nos tempos das vacas magras de todo início de carreira. Sem dúvida nenhuma foi um diferencial para outros recém-formados – ao invés de deixar o consultório vazio, atendia meus clientes onde quer que eu estivesse – seja no exército, seja na especialização. Aonde ia a Bia, lá estava o celular junto.
E agora, 8 anos depois, atendo 3 vezes por semana no consultório fixo, tenho consultório móvel, faço consultoria e faculdade de comunicação. E para minha surpresa, o celular continua tão indispensável quanto em início de carreira. O serviço “siga-me” direciona as chamadas para meu celular quando não estou no consultório fixo, leio sms, e-mails, msn, icq, navego na web e ainda agendo todos meus clientes e compromissos direto nele.
E pensar que *só* se passaram 15 anos… o que é a tecnologia!
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Bia Kunze é dentista homecare, consultora em tecnologia móvel e comentarista da rádio CBN.
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Eu tive um LiteII também, adquirido junto à Telerj Celular(ptu!) em março de 1997. Era inacreditável: 5 modos de campainha (ou 7, sei lá), memória para 100 entradas de agenda, e bateria que durava inacreditáveis 6 horas !!!!
Nenhuma saudade, só nostalgia mesmo…
O meu primeiro celular foi um Nokia, em 96. E era alugado!
Como naquela época havia muita demora para se comprar o celular fui obrigado a alugá-lo de uns picaretas.
Recém tinha terminado a faculdade e o celular era fundamental para o meu trabalho.
E não era só isso: como o sinal era uma porcaria, eu tinha que ter um pager, para que se não conseguissem me ligar, me avisassem que estavam me procurando.
Tempos difíceis!
Um abraço.
E com certeza muita coisa vai acontecer nos proximos 15 anos.. Quem tiver um tempinho, leia a entrevista do Ray Kurzweil a respeito da “Singularity” (tema de seu ultimo livro)… http://instapundit.com/archives/025289.php
O celular faz isso tudo e não recebe uma chamada do namorado
?
Dra. Beatriz, gostaria de te parabenizar pela iniciativa de mostrar como se usa a tecnologia realmente para o bem!!! do jeito que as coisas andam, alguem que usa a tecnologia para o bem comum torna-se eztremamente interessante.
Também sou um viciado em “brinquedinhos high-tech” e estou sempre a procura de melhorar, Por isso me identifiquei com essa paixão que vc também tem!!!
Gostaria de manter contato com vc e aumentar essa rede digital.
Eu tive um Motorola Elite. Na época paguei 3000 reais na linha e 900 no aparelho! Depois de anos descobri que estava usando a linha de outra pessoa e nunca consegui transferir para o meu nome…
Até que o aparelho era legal, não provocou nenhum problema na minha coluna. rs.
JP
Que saudades desse tempo!! Um mundo sem celular. Enfim…
Não peguei a primeira onda: celulares analógicos.
Comprei um Gradiente(Nokia similar) da ATL(hoje Claro) que inovou com o conceito de pré-pago forçando a então Telefônica(hoje Vivo) a baixar os preços(que inicialmente eram muito altos).
Curioso é que só comprei o Gradiente depois que um amigo comprou e recomendou. O meu sonho era um StarTac da Motorola com o tal flip, mas sempre estava em falta porque a procura era grande. O pior que naquela época(acho que 98) ainda não tinha a linha. Só dois meses depois iria ser habilitado, mas funcionaria de graça por algumas semanas. Fui mudando de celular, passando por Nokia, Sony Erikson e Nokia novamente. Nunca mais pensei em Motorola nem em celulares com flip.
Vi meu pai pagar algo como R$ 6.000,00 para poder comprar uma linha logo no começo e achei um absurdo!!! Eu só me rendi ao celular quando voltei pro Brasil com minha filha Bia e ela começou a ir pra escola, coisas de mãe… Era um startac da motorola e durou muitos anos!!! Bjos Bia.
Meu primeiro celular não tem muito tempo (comparado a alguns aqui) foi um daqueles motorolas brancos com capas emborrachadas que a ATL vendia, o aparelho era até legalzinho. Pena que um dia perdi no ônibus.