O oba-oba do laptop de U$ 100

Nosso ministro-cantor está empolgado com o laptop de U$ 100, mas eu particularmente acho esse projeto uma perda de tempo.
postado via pocket pc


Creio que o governo não sabe o significado da palavra “prioridade”. Primeiro criam cotas para negros nas universidades mas esquecem de colocar um ensino fundamental de qualidade para todos. Agora essa presepada do laptop para as crianças. Será que não é melhor equipar as escolas antes? Ou melhorar a merenda? E o que dizer de nossos professores, esquecidos, mal-remunerados e desmotivados? O governo até agora não falou de nenhum projeto para eles…
E não é só isso. Conhecendo o país onde vivemos, alguém duvida que logo surja um mercado negro desses aparelhos por aí?
Pode soar suspeito por eu ser defensora dos PDAs, mas por que não começar com palmtops a inclusão digital escolar? Já há cases bem sucedidos nos EUA desde os tempos do Palm III. E já há idéias bacanas por aqui mesmo, segundo ouvi no podcast Sala de Bate-Papo, a respeito de mobilidade e educação, dentro da nossa realidade.
Enquanto isso, projetos de lei que visam destinar mais fundos ao ensino básico são empurrados com a barriga. Lógico, o laptop de U$ 100 repercute mais e ano que vem teremos (re)eleição…
Que bizarro! Breve veremos criancinhas de laptop, mas sem merenda decente e tendo aulas com professores que ganham salário mínimo… Dá para acreditar?

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16 Comentários

  • Em 2005.12.12 22:00, jerriany disse:

    boa noite,gostaria muito de saber como eu faço pra desbloquear meu aparelho que e da claro(simens)queria colocar outro chip de outra operadora,obrigada

    • Em 2005.12.12 22:45, DriScully disse:

      Uma coisa eu sei, que eu terei um, por mamys ser professora, mas te garanto que chegará a algumas escolas e outras não!

      • Em 2005.12.13 07:28, Ricardo disse:

        O Brasil é um país metido a besta, sempre queremos estar no meio dos grandes… mas, pra brincar com eles tem de gastar igual, a coisa vai ser interessante “Crianças passam fome, mas fazem a lição de casa em um laptop.”.
        Que país é esse?

        • Em 2005.12.13 10:44, daniel disse:

          Alguns comentarios na Academia (pelo menos do pessoal de computacao e engenharia) dao conta que o Notebook de $100 nao passa de um belo vaporware: nao existe. A ideia eh converncer os paises que a coisa eh viavel, pegar o dinheiro e, ai, pagar a P&D da tecnologia. Tudo bem que tem gente muito boa no projeto — Negroponte, Alan Kay e Seymour Papert, por exemplo — mas sei nao…
          Um comentario meio off-topic: essa ideia do notebook, nao com notebook, eh do Alan Kay… E faz muuuiiito tempo: 1972! O nome original eh Dynabook (ideia geral em http://www.honco.net/os/kay.html), e a ideia seria permitir que os aprendizes pudessem usar um caderno digital para fazer tudo o que faziam no papel, e mais algumas coisas, como executar simulacoes. Para isso, o Kay criou a Squeak, uma simplificacao da Smalltalk (a primeira linguagem de programacao orientada a objetos). Fim do comentario :)
          Se eu nao estou enganado, mesmo na demonstracao feita no WSIS, nao apresentaram “O” notebook, e sim um prototipo nao funcional. Alem disso, a grande sacada (eh quase um pre-requisito, dado que o laptop soh tem 1Gb de armazenamento) eh permitir a por Wi-Fi: sera que la na area rural ou nos bairros mais pobres, o governo vai instalar /hot spots/ comunitarios? Ou entao as escolas terao /hot spots/ para os alunos?
          Acho que, nessa linha, o projeto dos Tele Centros em Sao Paulo, funciona melhor: la, qualquer um pode ter acesso a um computador e aa internet. O mesmo acontece nos Poupatempo (tambem SP)…
          Sei la, apenas comentarios…

          • Em 2005.12.13 14:00, oculos disse:

            Eu, sinceramente, não vejo a coisa por esse ângulo não. Acho que a inclusão digital é, e me perdoem se isso parece insensibilidade, tão importante quanto as outras demandas. Sabemos que a superação do subdesenvolvimento não vem das medidas paliativas, mas de uma formação de massa crítica na área de educação. A Coréia investiu pesadamente em educação e inclusão digital, e está bem à nossa frente.
            Claro, é importante sim atender às necessidades básicas. Mas as competências são distintas. Educação fundamental é de competência primordial dos Estados, e não da União. Se determinada escolinha vai mal, a culpa não é só da União. Tanto é que em alguns estados a coisa funciona mil vezes melhor do que em outros.
            Sei que problemas poderão surgir, mercado negro também, mas ou se faz um esforço para incluir parte da população na era digital, ou baubau, o fosso só vai se alargar. Acho que isso também deve ser prioridade. E acho também que, se o governo não tivesse interesse no projeto, muita gente iria dizer: “puxa, mas a china, a india, e o caraio estão nisso, por que não nós?”
            Essa nossa desigualdade é que nos faz pensar que as crianças do Brasil precisam só de esmolas. Não, precisam de respeito, de cidadania. E desconheço forma melhor de cidadania hoje em dia do que o acesso à inclusão digital. “A gente não quer só comida…”
            E quando hoje vejo parte da população que não tinha acesso a nada comprar um computador, celular, ter acesso à internet, percebo que novos talentos brotam, e que as coisas poderão ser diferentes um dia. Ou não.

            • Em 2005.12.13 18:28, Bia Kunze disse:

              Não sou contra a inclusão digital… Logo eu? :)
              Sou contra o governo usar isso para se promover e fazer propaganda, ainda mais em época pré-eleitoral, enquanto não temos o básico!!!

              • Em 2005.12.13 18:31, Ricardo Macari disse:

                Ola Bia,
                Eu tenho a mesma visão do Xará Ricardo aí, temos que priorizar a Inclusão Digital, e esse laptop que será somente utilizado na rede pública de ensino é o primeiro passo para que mais pessoas nesse país, tenham acesso a coisas que pra nós são banais mas que pra eles são especiais, como ober informação não somente da Globo. Portanto eu digo SIM ao Laptop do MIT (100 Dolares).
                Claro que existem diversos problemas no Brasil, mas não se pode negar ao povo o direito de acesso a livre informação e a real democracia, que inclusive o podcast está proporcionando e somente com a Incluão Digital é que veremos isso acontecer.
                Abraços! :)

                • Em 2005.12.13 18:35, oculos disse:

                  Nunca sequer me passou pela cabeça que fosse… ;)
                  Mas eu não vejo como coisas que se excluem, saca? Sim, você pode até me dizer que poderiam pegar o dinheiro disso e usar naquilo, mas não sei sinceramente se as coisas funcionam assim.
                  De qualquer maneira, sou meio ingênuo mesmo, e de repente não se trata de nada além de propaganda… Mas… o Brasil precisa urgente de uma forma de melhor dotar a sua população, ou nunca vamos superar esse fosso digital. Já perdemos a era da eletrônica, e não podemos perder agora outros bondes, seja o dos super condutores, seja o da sociedade da informação, seja o da nanotecnologia, etc…
                  Beijim…

                  • Em 2005.12.13 18:37, oculos disse:

                    Ah, lembrando que 225 reais por criança, até que alguém me mostre o contrário, é muito menos do que se gasta com as crianças no período de um ano… isso, quando se gasta alguma coisa, claro.

                    • Em 2005.12.13 19:48, cardoso disse:

                      Enquanto isso as escolas dão aula sem merenda. Sugiro que falem com alguma professora de escola pública. Vão ver que a última coisa que elas querem é laptop de $100, preferem giz e comida pras crianças.
                      É muito fácil falar de inclusão digital do alto de nossas torres de puro dourado, vendo o mundo lá embaixo, tão pequeno que temos que idealizar o que não conseguimos discernir.
                      A verdadeira inclusão digital acontece de cima para baixo. Naturalmente. A população que hoje compra celular a R$90 em 12x e movimenta a economia, fazendo serviços, atendendo mais clientes e conseguindo trabalho com ele, não o fez por nenhum subsídio mágico de governo. A classe média baixa hoje está comprando o SEGUNDO computador. Graças ao barateamento natural da tecnologia, não a nenhuma Reserva de Mercado ou programa de MicroPopular.
                      Ninguém falou de esmola. Dar merenda não é dar esmola, é às vezes a única refeição do dia que essa criança vai ter, e o maior incentivo para que ela vá pra escola.
                      Quanto ao laptop de $100, garanto que vai custar muito mais que isso, pois há o frete, armazenagem, logística, manutenção, treinamento e tudo mais que envolve qualquer tipo de implantação de tecnologia.
                      O Bob’s estava com um projeto de colocar hotspots WIFI em todas as suas lojas, 391. O custo divulgado foi de R$6 mil por loja. Imagine em um projeto do Governo Federal, bancado por dinheiro da caixinha demagógica? Eu quero esse contrato. R$10 mil com hardware incluído, não se fala mais nisso.

                      • Em 2005.12.13 21:27, Bia Kunze disse:

                        Ricardo e Oculos…
                        Eu adoraria saber que o governo está realmente preocupado com o futuro das crianças. Mas não, ano que vem tem eleição, e um projeto de inclusão digital é excelente para autopromoção.
                        Ninguém dá bola para os professores ou libera mais verba para o ensino fundamental… porque NÃO DÁ VOTO!
                        Leiam isso:
                        http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult508u273.shtml

                        • Em 2005.12.14 00:06, sergio lima disse:

                          Olá Bia e leitores da Bia, vou ter que discordar de algumas conclusões de vocês:
                          1 – O projeto do notebook de U$100,00 é muuuuuito mais que o hardware. Está por trás uma mudança de paradigma. Está, por trás um educador super antenado chamado Paper (dá uma procurada no google). É projeto de inclusão digital, mas mais que isso é projeto de transforma a escola de espaço de ensino para espaço de aprendizagens…
                          2 – O que o Brasil hoje gasta com compra de livros didáticos é mais caro do que se vai gastar com o notebooks e treinamento… com impacto muito mais radical na educação que se faz hoje no Brasil. Leiam além das aparências…
                          3 – Falar que o governo tem que gastar com merenda..não vou nem comentar. Merenda não é atividade fim da escola… O problema das desiguldades sociais não se resolve com merenda. Inclusão digital impacta mais na economia local que merenda. Leiam, pesquisem, please!!!
                          4 – Bia..pda em escolas, você tá brincando né?!?! Qual PDA de U$100,00 você terá com rede ponto-a-ponto tornando as aprendizagens em redes de colaboração (Vygotsky) viáveis? E que possam ser usadas por crianças do semi-árido do nordeste, ou no interior do Brasil profundo? Que possam ser customizadas para vários pefis locais (software livre é autonomia intelectual) Qual pda chega perto das possibilidades pedagógicas por U$100,00.
                          5 – Pda em Educação, funciona pra classe média, pois *É NECESSÁRIO UM DESKTOP* pra suportar o pda. Aterriza Bia! Estamos falando de educação para a população que as vezes não tem lápis nem caderno! livro só na biblioteca, como o note a biblioteca vai pra casa da criança e impacta na vida dos pais!
                          6 – Ricardo, dá uma olhada no sítio br-linux e veja o protótipo funcionando. Não força a barra. O problema hoje é só de logística, como lembrado pelo Cardoso. As pessoas envolvidas no projeto, não começaram em informática semana passada. São pessoas que fazem as coisas acontecerem nas suas áreas…Um mínimo de busca e você verá que vaporware é qualquer projeto de inclusão digital ser baseado em tecnlogia com patente (software ou hardware).
                          7 – Eu percebo que muitas falas estão impregnadas de ignorância do projeto dos Notebooks de U$100,00 (no sentido literal do termo – ignorar seus pressupostos, parceiros e desenvolvedores)). Não, não é esmola. É tecnologia! Tem uma tecnologia de rede – deculpem o termo chulo – muito foda que liga os note em pequenas redes ponto a ponto de curto alcance (computação sensata em estado puro!). É fonte de alimentação alternativa, é software e gestão de conhecimento sendo desenvolvidos… Gente existe um monte de coisa por trás daquele hardware!!!
                          8 – Propaganda eleitoral, Bia? faz uma busca no google e veja desde quanto este governo, com os seus vários erros, vem optando por política industrial e de gestão centrada nas TICS. Este governo hoje faz pregão eletrônico para comprar, com economia que não tá em nenhuma campanha pré -eleitoral!!!
                          9 – Desculpem se parece que estou pegando pesado, mas é muito desinformação sendo propagada e era necessário mostrar um pouco dos fatos!
                          beijocas (TM Bia) pra Bia e abraço pros rapazes!

                          • Em 2005.12.14 12:10, Bia Kunze disse:

                            Respondendo alguns tópicos do Sérgio
                            Sobre a merenda – Se não tiver comida na escola, AS CRIANÇAS NÃO VÃO PARA A ESCOLA. Não é essa a função da escola, mas é fato. Os pequenos não tem noção da importância da escola, a realidade delas é outra. Não tem comida em casa e pronto. Isso eu mesma vi, cuidei de muitas boquinhas dessas quando estava na faculdade e fiz pessoalmente levantamento epidemiológico, cruzando dados como índice de cárie e a dieta de cada uma delas. A imensa maioria das crianças de periferia SÓ TEM ACESSO À COMIDA SE FOR AQUELA QUE A ESCOLA FORNECE. Como só posso falar do que conheço, as escolas municipais de Curitiba alimentam MUITO BEM as crianças, com comida saudável e balanceada, e nisso dou meus parabéns à Prefeitura.
                            Sérgio, no Brasil, o papel da escola vai muito além de ensinar. Para não ficarmos só na merenda, veja em SP como os índices de violência na periferia diminuíram após abrirem as escolas no fim de semana com atividades para toda a comunidade.
                            Semana que vem vou numa dessas escolas, como faço todo ano perto do Natal, e eu adoraria levar BRINQUEDOS para as crianças. Mas existem prioridades, e infelizmente tenho que levar COMIDA e ESCOVA DE DENTES porque é o que mais faz falta.
                            Quanto aos PDAs nas escolas, não viajei na maionese não. Minha amiga Liz Kimura (que você conhece também) viu isso pessoalmente quando morou nos EUA, e eu até ganhei dela revistas com cases sobre palms e educação. Isso foi em 1999, heim!
                            Se o PDA for considerado um brinquedo, bem, o laptop de U$ 100 não é muito diferente, pois suas características são semelhantes. Eu ainda acho melhor equipar AS ESCOLAS com computadores e incentivar mais os professores. Você, como professor, sabe muito bem do que estou falando.
                            Quanto à propaganda eleitoral… me desculpe, Sérgio, mas não vou defender esse governo, o mais DEMAGÓGICO que já vi na minha (curta) vida. O Lula mesmo tanto fala em não dar o peixe, e sim ensinar a pescar… mas o que vale mesmo é o “faça o que eu digo mais não faça o que eu faço”. Por que não incentiva a criação de empregos? Cadê os milhõõõõões de empregos prometidos? Cadê os incentivos para os empresários contratarem mais pessoas? O que eu vejo é o CONTRÁRIO, empresas adotando políticas para contratar cada vez MENOS.
                            Eu sou uma! Meu caso é mais simples, mas válido. Já tive 2 funcionárias e um monte de dentistas trabalhando comigo. Hoje invisto em tecnologia e otimização do meu trabalho para EVITAR ter que contratar alguém. Não quero me matar de trabalhar todo mês para o governo, pagando tributos absurdos! Hoje trabalho MENOS que antes, atendo MENOS pacientes, mas com mais qualidade… e o que fica para mim no fim do mês é o mesmo que antes!

                            • Em 2005.12.14 14:21, sergio lima disse:

                              Oi Bia, não quero parecer chato, ocupando aqui o seu espaço, mas vou fazer uma última tréplica ;-)
                              Quando você insinuou que usar a verba do projeto notebook de U$100,00 para comprar merenda, dá a entender que é o governo federal que deve garantir a merenda ( e existe uma verba específica pra isso). O que ponderei é que a verba do note de U$100,00 não sai da verba da merenda, sai da verba da compra de livros didáticos. E como você percebeu, o problema da merenda diz respeito a adminstrações locais!!!
                              Eu sei que o papel da escola vai além de ensinar, POR ISSO, o projeto do notede U$100,00 é interessante. Ele vai muito além de se ocupar as escolas no fim de semana. ELE LEVA PARTE DA ESCOLA PRA CASA DO ALUNO!
                              Eu quis dizer que qualquer projeto de uso de pdas em escola implica que já exista um micro, que não é o caso do público a quem se destina o note de U$100,00. Entendeu! Pda em educação funciona pra incluídos digitais, Note de U$100,00 é inclusão digital + educação para era da informação.
                              Logo não se pode achar que usar pda é mais barato ou mais prático que o notebook do MIT. São pressupostosa diferentes, publicos diferentes e etc… diferentes ;-)
                              É muito mais que hardware, é projeto político-pedagógico determinando o hardware e não o contrário! Acredite, o hardware do notebook do MIT foi pensado em função do projeto pedagógico e isso é inédito!
                              [flame]
                              Hoje existem financiamento do Governo para professores adquirirem computadores (começou no governo fhc e foi mantido no governo LULA. Mas não basta o micro, tem que ter treinamento e redes de produção de material, mas uma vez o governo LULA avançou…Entre no síto http://www.eproinfo.mec.gov,br e veja como o projeto proinfo de uso de informática na escola avançou no governo LULA, em relação ao mesmo projeto no governo fhc que gastou tubos de dinheiro com licenças de uso de sistemas operacionais (e não treinou nem 0,5% dos professores) com telas azuis e que implicavam upgrade (dewnecessários) de hardware. Hoje se treina muito mais com custo infintamente menor! (platafdorma baseada em php + mysql rodando em servidores Linux/bsd/unix…
                              [/flame]
                              Não se trata de defender ou bater no governo. É seu direito reclamar e opinar e eu incentivo que você sempre reclame do que achar errado. Mas é preciso ser justa. Você disse que o fato de se usar o projeto dos NOtes era propaganda eleitoral…Até é, pois o que é interessante deve ser divulgado também, mas a opção por “comprar esta idéia” vem de mais de 2 anos!!!
                              Eu vou me deter só aos itens ligados ao note de U$100,00.
                              Sobre a ineficiência da máquina pública e carga tributária massacrante é melhor discutir na mesa de bar, tomando chop…pois é papo para horas ;-)
                              Nunca é de mais dizer que discordo de algumas de suas idéias, mas é só isso. A admiração continua a mesma ;-)
                              beijocas (TM BIA) pra ti

                              • Em 2005.12.14 22:40, oculos disse:

                                Não vou repetir o que já tá dito, e muito bem dito, pelo Sérgio, com o qual concordo 100%.
                                Apenas vou explicar algo que pode ter ficado mal entendido: quando falei em esmola, me referia a soluções assistenciais, que evitavam o pior. Nesse sentido é que me referi à merenda. Merenda não é ferramenta de ensino (pode até servir como fomento, assim como a Bolsa Escola também é). Mas merenda não faz aprender. Notebook de $100, sim.
                                Não concordo com o Cardoso em quase tudo que disse, e acho que o Sérgio colocou a questão muito bem. Não acho que, por ter acesso à tecnologia, e por não fazer parte do grupo destinatário desses projetos, eu esteja desqualificado para opinar sobre eles. Pelo contrário: tenho é obrigação, pois foi para isso que o Estado Brasileiro investiu em mim (porcamente, diga-se, mas investiu).
                                A fala do Cardoso dá a entender que programas como o PC Conectado (PC para Todos, segundo a última chegagem de nome… ;) não teriam influenciado a compra de computadores por quem antes não podia. Conheço “n” pessoas que hoje compram computadores a 1100 reais e que antes não comprariam. Isso pra mim é indiscutível. O crédito ficou mais fácil (antes era sempre tudo via CDC, inacessível pra muita gente, e sempre de equipamentos “importados” – leia-se contrabandeados). Conheço gente que ganha salário mínimo comprando computador, e isso eu não via antes.

                                • Em 2006.08.03 09:52, JL disse:

                                  1- um pda colorido custa menos que 100 dolares?
                                  2- os professores ganham salario minimo? acho que isso depende de cada estado ou pefeitura…

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