Retrospectiva: os Palms que tive em 10 anos


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Os Palms completam essa semana uma década de existência. Não aderi desde o início, só no ano 2000, mas desde então tive 6 Palms. Analisei cada um deles para saber qual foi o melhor. Minha conclusão foi surpreendente.
E na sua opinião, qual foi o melhor Palm fabricado até hoje, considerando as inovações e características técnicas da época do lançamento?


Palm m100 (2000)
Meu primeiro Palm realmente foi uma revolução em minha vida. Eu o ganhei logo após seu lançamento, e era um modelo de entrada com características “fashion” – ganhei junto uma faceplate azul. Logo no 1o dia, cometi uma gafe histórica: virei a caixa de ponta cabeça procurando a tal da canetinha, sem saber da existência do slot próprio para stylus… É, ao menos dá para perceber que melhorei bastante de lá para cá, não? Bem, logo nos primeiros meses virei heavy user. Já tinha criado até banco de dados dos meus pacientes. Precisei fazer um upgrade na memória, de 2 MB para 8 MB. Na época, tais upgrades eram relativamente comuns.
Palm m505 (2001)
Economizei uns caraminguás para comprar o m505, que prometia ser o sonho de consumo do mundinho palm. Vendi o m100 para um colega e comprei o m505 na semana de lançamento, indo buscá-lo em SP durante a participação de um “big encontro” da comunidade palm-br. Design da aclamada série V, tela colorida e expansão de memória eram uma revolução. Meu primeiro cartão foi de 32 MB. Comprei ainda um dongle IR e um Palm Portable Keyboard, que era um espetáculo. Logo tive que comprar um cartão de 128 MB, pois a farra das fotos digitais on-the-go era enorme.
Palm m515 (2002)
Comprei o Presenter-To-Go e troquei minha câmera fotográfica digital que usava memória flash SmartMedia por uma que usava SD. Logo tive que trocar o m505, com 8 MB internos, por um m515, com 16 MB e tela mais brilhante. Não foi um upgrade lá muito revolucionário, mas a memória interna fez toda uma diferença. Explica-se: o Presenter-To-Go ocupava o slot SDIO e as apresentações, sempre cheias de fotos de casos clínicos, geravam arquivos grandes. Na época comecei também com minhas primeiras conexões wireless, alinhando a porta IR do m515 com a do finado Nokia 3320, TDMA. Brincadeira cara, era muito esporádica, já que se navegava a 9600 kbps e a tarifação era por minuto. Preferi um modem portátil IR da Psion, que me deu boa mobilidade e velocidade, já que usava linha discada. Os palm-modems, que usavam o tal conector universal, também fizeram sucesso na época. Foi o melhor Palm que tive em todos os tempos, fui muito feliz com ele. Estava tão satisfeita que nem os Sony Cliés – objetos de desejo na época – me seduziram. Tinha um monte de acessórios que usavam o padrão SD, não queria mudar para Memory Stick de jeito nenhum.
Palm Tungsten T (2002)
Nova revolução, e o bolso coçou de novo! Um mês após o lançamento do Tungsten T, vendi o m515. Estava fascinada com o novo Palm OS 5, que pela primeira vez trazia tela em alta resolução e bluetooth. Comprei um dongle bluetooth (o mesmo que tenho hoje) e adorava fazer hotsync remoto e compartilhar a conexão web do meu PC na clínica. Foi aí que começou minha dependência do wireless: matei o sincronismo de e-mails e passei a baixá-los apenas direto no Palm. Só não foi o melhor Palm de todos até hoje porque os bugs e resets eram constantes. Um OS com mudanças grandes normalmente acaba enfrentando muitos problemas de compatibilidade no início. Mesmo assim foi o modelo que fiquei por mais tempo.
Palm Tungsten T3 (2003)
Mais um modelo de Palm que virou o queridinho da comunidade. Aderi logo no começo também, após um mês de lançamento. Na época ainda adquiri meu primeiro celular GSM, um Sony Ericsson T68i, e o GPRS passou a ser uma presença constante na minha vida. Encostei o Psion. A telona retrátil hi-res+ me animou a, pela 1a vez, assistir filminhos num Palm. O T3 prometia ser o melhor Palm de todos os tempos, e realmente foi… por exatos 10 meses. Aí começou a MDS e o sonho virou pesadelo. E que pesadelo. Prefiro esquecer. O trauma foi tão grande que prometi a mim mesma nunca mais comprar nada fabricado pela Palm. Como nenhuma outra empresa tinha equipamentos com Palm OS (a Sony saiu do mercado), fui para os Pockets.
Palm Zire (o espartano) (2003)
Comprado logo depois do T3, para minha secretária. Ficou até hoje. E quebra o maior galhão lá na clínica, gerenciando apenas agenda, notas e alguma coisa no SmartList To Go. Como modelinho básico, só pecava pela ausência do backlight.
O futuro…
Palm, nunca mais. Palm OS foi descontinuado. ALP? Quem sabe, um dia. Desde que não seja fabricado pela Palm, é claro! ;)
Confira a galeria completa de todos os Palms na CNet. Fotos de todos os Palms e acessórios que eu tive estão no Flickr.
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