Zune: as primeiras decepções

Minha nossa! Recebi uma enxurrada de e-mails e comentários de ontem pra cá só sobre o Zune. E não é que o danado empolgou o pessoal mesmo?
Bem, a fim de abrir um canal de discussões aqui no blog, estou postando as dúvidas mais freqüentes da comunidade. Corri atrás de algumas informações e, aprofundando-me nos detalhes do bichinho, já me decepcionei com MUITAS coisas. Toda aquela empolgação de ontem já era, agora ele me faz pensar que não é tão iPod killer assim. Mas ainda dá tempo dos desenvolvedores consertarem os defeitos. Vamos a eles…


1. Zune Phone
Há interesse num futuro próximo de se lançar um celular com o selo Zune. Palavras de Chris Stephenson, gerente-geral de marketing do Projeto Zune: “A Zune phone is definitely part of the future of this brand.” Fonte: Reuters. Por gentileza, alguém avise o moço que existe um tal de Windows Mobile por aí…
2. Podcasts
Sim, dizem que o Zune terá suporte a podcasts. O problema é que o pessoal de lá entende que “suporte a podcasts” é jogar manualmente um áudio de um podcast no dispositivo e ouvir. Não é bem assim, o conceito de podcasting envolve feeds, agregadores, atualizações e gerenciamento de episódios. E infelizmente, por enquanto, não há nada confirmado a respeito. E outra: será que vão mudar o nome também, como a Creative tentou fazer com os “zencasts”?
3. Bateria
Não há nada definido sobre duração de bateria. O pessoal ainda está trabalhando nela.
4. Preço e DRM
Fala-se em U$ 299 por aí, o mesmo de um iPod similar. Mas não há nada confirmado. Pode até ser que o preço seja menor: nos anúncios oficiais, fica bem evidente a intenção de lançá-lo com um preço bem competitivo para ganhar mercado mais rapidamente. Afinal, o deseja-se alavancar o Marketplace para concorrer com a iTunes Store, que hoje é a responsável, sozinha, por 44% das músicas digitais vendidas no mundo.
Quanto ao preço das músicas, deve ser o mesmo da iTunes Store, ou seja, U$ 0.99 por faixa. Mas aí ocorre um dilema: se você cria sua própria música ou baixa um podcast com livre distribuição, e passa para um outro Zune por wi-fi, a restrição de 3 audições em 3 dias é imposta da mesma maneira. Isso é um bug GRAVE e DEVE ser consertado, sob pena de enterrar de vez o que o aparelho apresenta de melhor.
5. Conectividade
Ao que tudo indica, o tipo de conexão wi-fi que o Zune permitirá será apenas ad-hoc, ou seja, ligação pura e simples com outros aparelhos. E pior, apenas com outros Zunes ou seu PC de sincronismo. Um banho de água gelada no meu sonho de baixar músicas e atualizar podcasts on-the-go. Isso também deve ser consertado rápido. Se não for, já descarto o bichinho da minha listinha para o Papai Noel.
6. Blogs
Para quem se interessou no projeto Zune, sugiro que acompanhem o blog de um “insider” do projeto. Foi de lá que retirei as respostas para todos as dúvidas dos leitores. Também recomendo o Zune Thoughts.
6. Zune em ação
Claro, só podia estar no YouTube. Vejam que tela LINDA:

Aqui tem mais, mostrando como rola a troca de música entre os dispositivos. Notem que não é um player trambolhudo e que a interface em NADA lembra um Windows ou um Pocket PC:

Definitivamente, o player da Microsoft me empolgou bastante, mas os “defeitos” que citei acima são comprometedores. Meu nano continua imbatível no quesito portabilidade, e não pretendo abandoná-lo, já que ouço música direto e me desloco muito durante o dia. Mas não é de hoje que eu gostaria de um player de vídeo com tela grande e HD generoso para carregar temporadas inteiras dos meus seriados favoritos. Vamos ver se o iPod vídeo com tela grande sai mesmo, e vamos ver se os problemas do Zune serão consertados. Aí sim, serei candidata a ter um. Só adianto por enquanto que não será o modelo marrom… :)
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