Passada e euforia e o deslumbramento em torno do iPhone da Apple, é hora de avaliar os produto com os pés no chão. A seguir, minha opinião pessoal sobre o novo dispositivo.
Análise técnica
A menina dos olhos de Steve Jobs, sob o ponto de vista técnico, não é um produto inovador. O iPhone não faz nada que os melhores smartphones existentes no mercado já não façam: e-mails com tecnologia Push, navegação, VoIP, aplicações de escritório, bancos de dados, música, vídeos, streaming.
Por definição, um smartphone seria um celular com funções de PDA, rodando um sistema operacional que permite personalização e instalação de programas. Sob essa definição, o iPhone não é um smartphone, mas um celular turbinado com multimídia.
O iPhone rodará o OS X, mas ninguém sabe ainda quais as possibilidades e limitações do sistema operacional, uma vez que não é o mesmo OS X dos Macs.
O mais legal do celular da Apple é, sem dúvida, o teclado virtual. Porém, assistindo ao keynote, ele ainda pareceu pouco eficiente, com demora na reposta e problemas de calibragem. Os engenheiros precisarão voltar à prancheta e melhorar isso. Mas a ausência de um teclado tradicional segue piamente o princípio-mor da empresa, que é a beleza estética. O iPhone é bonito, clean, leve e fininho. E isso será o motivo número 1 para o entusiasmo do público, seja os já fãs e usuários como os prováveis novos clientes.
Do meu ponto de vista, porém, acho que a falta mais sentida é a ausência do 3G. As redes de altíssima velocidade estão em franca expansão nos EUA e Europa. Planos de dados estão batendo recordes de venda, provando que as pessoas estão descobrindo as maravilhas da internet móvel. A Apple está em tempo ainda de reverter isso, embora eu ache difícil. Será que os usuários do iPhone necessitariam de tanta velocidade? Nesses casos, será que o wi-fi já não seria suficiente?
Enfim, o iPhone não é uma ameaça aos Blackberries, Windows Mobile e Symbians. O profissional móvel não é o público-alvo da Apple.
Análise social
Quem é o público alvo do iPhone? São os usuários de iPod e celular. Muitos usuários de iPod são fãs do aparelho, ouvem (ou assistem) muito conteúdo ao longo do dia e o carregam o tempo todo com eles, junto com o celular. Assim, com a comvergência, o usuário não precisará mais carregar os dois dispositivos. Além disso, o iPhone trará os benefícios mais comuns que se pode usufruir a partir da conexão de dados das operadoras: e-mail e navegação, mas tudo de uma maneira bem básica. O caráter multimídia do aparelho, contudo, não irá usufrir dessa conectividade. Música e vídeo não poderão ser baixados de forma remota, tampouco compartilhados. Pelo menos por enquanto. Como a Apple não fornece informações mais aprofundadas sobre essas funções do iPhone, é impossível atestar isso com certeza.
E quem são os usuários de iPod e celular, hoje? Basicamente o público jovem, ávido por entretenimento móvel e comunicação. As redes de relacionamento, tão populares na web hoje, comprovam a necessidade desse público de se relacionar com sua “tribo”, tanto no mundo real quanto no virtual. Os jovens hoje são viciados em música e vídeos. E celular, para voz, SMS e fotos. O iPhone acerta em cheio nesse sentido. Sem dúvida houve um estudo muito bem feito para que o produto fosse focado 100% em seu público alvo. O iPhone poderia muito bem se chamado de iTeen…
E quanto às aplicações de escritório, banco de dados e VoIP? E as redes 3G, de altíssima velocidade? Possivelmente ficariam subutilizadas no iPhone. O celular da Apple é voltado para o entretenimento, e não para a produtividade. Para e-mails e navegação, 3G não é crucial.
Reforça-se esse perfil do aparelho analisando a estratégia de investimento em conteúdo multimídia sob demanda. A iTunes Store se transformou numa grande loja de conteúdo audiovisual. O reflexo disso se vê, de cara, na mudança de nome da empresa: Apple Computer se transformou em Apple Inc. As parcerias com gravadoras, emissoras de TV e estúdios de cinema só tendem a aumentar. A RIAA tem que agradecer todos os dias por a Apple existir, senão todas as gravadoras já estariam mortas e enterradas.
Sob o ponto de vista social, portanto, o iPhone significa sim, uma revolução. E acho que esse é o ponto mais importante do aparelho, o responsável pela euforia que a mídia viveu na última semana, desde o seu anúncio. O iPhone já é um sucesso antes mesmo de entrar na linha de produção.
Pesquise preços de: smartphones Blackberry iPod
postado via wi-fi









Pra mim a grande “inovação” é somente o lance do touchscreen total. A vantagem disso é que sobra mais espaço pra rodar um vídeo, já que o espaço que era ocupado pelo teclado, faz parte da tela.
O resto é só firula. Não tem messenger, não tem office, não tem nenhum programa realmente interessante nele. Só multimídia tradicional que qualquer smartphone com symbian, palmOs ou windows mobile já tem a séculos.
Mas que é bonitinho é …
Nós, geeks, somos bem práticos, Glacial… você tem razão. O público-alvo é outro. O iPhone devia mesmo se chamar iTeen
Mas eu continuo querendo um, hahahaha…
Bonitinho, mas o hardware é razoavel.
Me chamaram a atenção:
*Touchscreen
*Design
O modo de destravar o iPhone também me pareceu muito eficiente. Mas é cedo pra dizer se quero um. Vamos esperar o lançamento da versão final, pra ver se a Apple adiciona alguma nova função ao telefone.
Belo Pre-review, Bia.
Uma coisa eu acho que vai acontecer em breve: iPod com tela “multi-touch” widescreen.
Acho que ele poderá vender mais que o iPhone…
Mas isso fica para minha “futurologia”.
[]’s
O iPhone é inovador na forma como o usuário interage com os recursos disponíveis. Assisti ao video do keynote do Jobs e tb aquele video da CBS (Glacial) e achei fantástica a forma como as informações são apresentadas e manipuladas. Concordo que o foco do aparelho não são os profissionais móveis, pois estes geralmente estão dispostos a aprender e “sofrer” utilizando as UI atualmente oferecidas.
Este aparelho é voltado a o usuário comum (americano, europeu…) que deseja ter uma ferramenta de mídia e comunicação móvel que permita ouvir musicas, assistir videos, falar, enviar SMS, imagens, gerenciar emails e navegar num browser decente, de uma forma fácil e intuitiva.
Pra mim tá perfeito! Se eu precisasse abrir e editar arquivos do Office e push email eu pensaria duas vezes antes de comprar.
Bia,
E isso de não se poder instalar aplicativos que não os da Apple realmente tira qualquer sentido do dito cujo.
Concordo com sua análise! Mas não consigo ver como o iPhone está destinado aos teens. O preço, mesmo nos EUA, é salgado para o público mais jovem que, inclusive, é avesso aos contratos pós-pagos. E o iPhone te prende à Cingular por 2 longos anos…
Aquele teclado virtual, pra mim, tira qualquer pretensão do iPhone em virar smartphone, a não ser que seja eficiente – mas nunca vi teclado virtual ser eficiente…
Enfim, apesar da beleza, pra mim o iPhone não passa de um iPod mais bonito que tem telefone. E tinha tudo para ser um ótimo device, mas não vai substituir os iPods de quem usa os modelos mais parrudos, e nem vai fazer ninguém largar seu smartphone, a menos que surja a possibilidade de se colocar apps mais legais, como leitores de Office. É apenas um celular lindo, mas a Nokia, hoje, se não tem modelos tão lindos, tem modelos tão capazes quanto, mais baratos e bem mais funcionais.
Independente da onda de críticas que iPhone está recebendo e ainda vai receber, precisamos reconhecer que o lead time de evolução do ipod para iphone foi espantoso… companheiros lembrem-se do tempo decorrido entre o lançamento do primeiro pocket PC e do Pocket PC Phone Edition (PPC PE)… nesta escala eu não ficaria em nada surpreso se até o final do ano a Apple lançar um iGeeks voltado para o público “mutante”… quem viver verá!!!
Ninguém sabe se terá office, messenger e outras apps até sabermos mais sobre o SO… Pode ser que seja tudo travado ou que seja uma maravilha e possamos instalar tudo!
Bia, me diga uma coisa…
A operação do iPhone é com os dedos, certo? Não há uma possibilidade de em pouco tempo a tela do aparelho já ficar toda riscada ou manchada por conta disto? Será que amanhã ou depois não sairá no mercado umas iGloves para iPhone?
Brincadeiras a parte, quero saber sua opinião sobre isso!
Iglove não sei, mas que os china la da Brando tão virando noite, pode cre que tão!
Abrcs.
Vocês lembram como o primeiro Ipod era jurássico? E mesmo assim revolucionou o modo de ouvir música. Isso vai acontecer com o Iphone. A cada versão serão implementadas novas funções e retiradas outras. A Apple sempre fez isso.
[]’s
wise_guy
Baumart e Lamp,
Sem dúvida, toda tela touchscreen precisa de proteção. Películas são indispensáveis, com certeza surgirão produtos para protegê-lo.
Meu iPod, apesar de não ser touchscreen tem película na frente e no verso. Nesse caso, a idéia seria proteger dos riscos, mas não adiantou nada, quando comprei a película ele já estava bem riscadinho. E olha que eu sou cuidadosa…
Bom que a nova geração dos nanos não têm esse problema.
Acredito que o iPhone irá produzir influência no visual de muitos aparelhos que estão por vir…
A forma de encontrar informações e seleciona-las, etc.
Bia, acho que você não levou em conta umas entrevistas feitas com um engenheiro da philips, que cursou MIT.
A Apple é ponta nesse quesito comentado por ele: facilidade. A Apple quer trazer o usuario não avançado para campos que ele não avançava antes.
O iPhone não é um telefone de ponta, é um telefone simples e fácil, por isso será um sucesso.
Se fosse chutar para “aonde vai dar pau”, eu chutaria na tela como única fonte de operação, por causa dos problemas da LG com o Chocolate.
Abraços!
Passado o choque do lançamento, agora o pessoal já começou a fazer uma análise mais fria.. De vender a mãe, já estão pensando em alugar.
É um aparelho lindo? Com certeza!
Tem aparelhos melhores com custo mais interessante? Com certeza! Exemplo: HTC P-3300.
Muito boa a análise, Bia. Li tamém o texto no blog da Época. Minha dúvida é só se o mercado jovem será suficiente para fazer do iPhone um sucesso de vendas…
Bia,
esta euforia em torno do iPhone me lembra a que aconteceu a algum tempo, com o Microsoft Origami.
Lembra dele? O alto custo e a realidade pratica (pouca bateria, dificuldades com o teclado virtual, entre outras), praticamente limitaram o publico alvo. Acho que algo parecido pode acontecer com o iPhone também. A concorrencia não vai ficar sentada esperando, mesmo ainda nao conseguindo bater o ipod, estão todos correndo…
Achei uma matéria interessante de alguém que ficou com o iPhone por 45 min.
http://www.suntimes.com/technology/ihnatko/215441,CST-FIN-Andy18.article
Lá ele explica muita coisa e tira algumas dúvidas, mas está claro que 6 meses é muito tempo para a Apple trabalhar no iPhone e não adianta dizer que “com certeza isso” ou “com certeza aquilo…” …não adianta, é esperar pra mexer. Quem aqui não ficou encantado ao mexer pela primeira vez num iPod? Não tem como ter noção só vendo por fotos ou vídeos…tem que mexer.
Oi Bia,
Só confirmando o que eu disse a respeito da evolução do iPhone, nesse vídeo você pode ver algumas das funcionalidades futuras do “aparelhinho” hehehe
http://www.youtube.com/watch?v=hriAMxCinhg
Bjos
wise_guy