Quando o pouco é muito


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Para um profissional que passa boa parte de seu tempo na frente de um desktop, não existe nada melhor para sua produtividade que uma boa interface em seus softwares de trabalho. Em especial em aplicativos de escritório, que é o que os profissionais de todas áreas mais usam.


Ao mesmo tempo em que é preciso haver um equilíbrio de cores e quantidade de informações na tela, é indispensável ter acesso fácil às ferramentas. Quem migrou para o Office 2007 sofreu um pouco no começo ao ver as coisas meio “fora de lugar”, mas logo compreendeu que todas as ferramentas estão dispostas de forma bem mais lógica e intuitiva. Hoje, depois alguns meses de uso, cheguei à conclusão que estou bem mais produtiva no uso do Outlook, o meu canivete-suíço do dia-a-dia. Na clínica, entre um atendimento e outro, escrevo e-mails com maior agilidade, e, ainda que esteja no telefone, estou sempre com um olho na agenda de clientes e nas tarefas prioritárias. Multitarefa total, 100% de rendimento.
Para o profissional móvel que usa PDAs ou smartphones, uma interface confortável de usar é aquela pouco poluída, com pouca informação na tela. Afinal, a tela é minúscula e o profissional não precisa de ferramentas de alto grau de complexidade. O objetivo do Office móvel – as versões portáteis do Word e Excel presentes nos Palms, Pocket PCs e Symbians – não é criar coisas complexas, mas gerenciar e modificar em trânsito um trabalho já existente. Por isso que a versão móvel do Word, por exemplo, se limita a edição de fontes, parágrafos, marcadores e formatos de arquivo – doc, txt, rtf. Sabe-se que 99% dos usuários não usam nem isso naquelas telinhas diminutas!
Definitivamente, num dispositivo móvel, menos sempre significa mais. Um computador de mão não é um PC em miniatura. É uma extensão do seu desktop de trabalho, seu braço direito quando se está longe do escritório.
Não há como negar que os smartphones são o presente e o futuro, e nunca estiveram nesse ritmo atual de ascensão. Mas se existe um momento em que sinto falta dos bons e velhos PDAs, é na hora de editar documentos do Office. Com um teclado externo, infravermelho ou bluetooth, mais um PDA com uma tela enorme e com alta resolução, a sensação que se tem é quase igual à que se tem em seu notebook. Para editar planilhas, então nem se fala. Faz falta aqueles Palms com belas telonas, como o TX e o LifeDrive, ou o Dell x50v / x51v. Confesso que é um pouco sofrido para meus olhos inserir números em pequenas células usando um smartphone QVGA. Que bom que não uso quase nada de planilhas…
Quando migrei para a plataforma Windows Mobile, passei a usar o Outlook 2002 meio que forçada. Estava habituadíssima com o Palm Desktop. O 2003 era melhorzinho, mas nada tão significativo. Foram a beleza visual, a facilidade de uso e o acesso rápido a ferramentas da versão 2007 que me fizeram adotá-lo de bom grado e em definitivo. Agora deixo aberto sempre que estou usando meu notebook. Aqui há um review com minhas impressões do aplicativo, mais detalhadamente.
Ok, ok, eu gostei bastante da nova interface do Office 2007, mas não a ponto do vídeo abaixo, que faz parte da campanha de divulgação da empresa. E mesmo que ficasse assim, não contaria aqui para vocês. Já pensou se o pessoal da TV Record fica sabendo? Huahuahua…

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