Bold: o Blackberry amadureceu

Se tem uma coisa que o Blackberry pode ser orgulhar é que, ao lado de TODOS os outros sistemas operacionais móveis, ele é o único que evoluiu sem perder nadinha do seu ponto forte original: conectividade com altíssima estabilidade.


Na “curva do tempo” da mobilidade, todas as demais plataformas sacrificaram qualidades em nome da evolução: o Windows Mobile tornou-se muito complexo, o Symbian ficou pesado e o Palm OS simplesmente parou no tempo.
Desde os primeiríssimos modelos, o Blackberry se destacou pela excelente conectividade. Mesmo conectado ao servidor direto, seja em aplicativos online, messengers ou “pushando” emails, a bateria agüentava firme por muito tempo. Mas profissionais que usavam Palms ou Windows Mobile se queixavam da falta de versatilidade do sistema da RIM: queriam mais aplicativos de terceiros, mais suporte multimídia.

Quando vieram à tona os modelos mais novos, como o Pearl e o Curve, ficou evidente que o Blackberry estava amadurecendo. Sim, executivos e viajantes precisam estar sempre em contato com o escritório, mas gostariam de poder ouvir música enquanto relaxavam no avião. Nos últimos meses, passei a ser procurada para dar consultoria a usuários (ou potenciais usuários) de Blackberry, por isso comecei a correr atrás dessa plataforma. Quero ficar tão íntima dela quanto sou de todas as demais.
Hoje dá para afirmar que o Blackberry cresceu, apareceu e amadureceu. Não deixa nada a dever em funções até então exclusivas de outras plataformas. Toca música e vídeos, tem bluetooth, wi-fi, GPS e funciona como modem para laptops. E continua com o mesmo ponto forte que o consagrou: estabilidade! Sua plataforma de comunicação é segura e confiável e seu hardware tem excelente autonomia de energia. Eu, que uso Windows Mobile há anos, não vi um aparelho sequer até hoje que dure 2 dias falando, navegando e em plena sintonia com minha conta Exchange…

Outro argumento em prol do Blackberry: seus fãs. São os mais fascinantes entre todos os de dispositivos móveis. Não usam argumentos irracionais para defender sua fanboyzice e são os mais leais. Eles até podem ceder a outras plataformas, mas logo voltam atrás. Nem o Jesusphone é páreo: já conheci 2 blackberrianos de carteirinha que compraram o smartphone da Apple. Depois de um tempo, um deles deixou seu iPhone apenas como mediaplayer de luxo e o outro, vencido pelo tecladinho virtual, deu de presente para a esposa.

Blackberry Bold
O grande responsável pela minha empolgação e todos os elogios acima é o Blackberry Bold. Hoje tive a oportunidade de participar de um evento da RIM para profissionais de saúde e gestores hospitalares… e tive meu primeiro contato com o bichinho!
Recém-lançado lá fora, onde alcançou imediato sucesso, hoje eu soube pelos executivos da RIM que o Bold estará no Brasil oficialmente dentro de 30 dias inicialmente numa parceria exclusiva com a Claro. A empresa está muito otimista e não quis perder tempo. Viu, Apple? :)

Update: a assesoria da Blackberry já corrigiu minha informação anterior – o lançamento será simultâneo nas operadoras TIM, Claro e Vivo.

Apesar de um pouco maior e mais pesado que o modelo anterior, o Curve, é impossível não cair de amores pelo Bold só ao olhar as fotos e as especificações. Mas há um adicional inédito nisso tudo: o conforto. Vocês que me acompanham aqui no blog sabem que sou fã do touchscreen e que odeio dispositivos móveis com teclados físicos. Ao digitar num Bold, pela primeira vez na vida senti conforto ao digitar textos num smartphone com botões. Ele se ajustou maravilhosamente aos meus dedos e a empunhadura não cansa as duas mãos.

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(Sort of) MobileMe

Fui em busca de mais informações sobre o Blackberry na área da saúde por questões profissionais. Minha solução de PIM (calendário, tarefas, e contatos) e email, hoje, é baseada na plataforma Exchange, que gosto muito e considero indispensável para qualquer profissional itinerante, principalmente os profissionais liberais. Já para os meus bancos de dados de clientes (clínica e homecare), uso uma espécie de mini-CRM feito por mim mesma no HandBase. Ele funciona de modo offline, sincronizando meu Windows Mobile com meu notebook. Apesar de usar BDs criptografados, sinto-me insegura em deixá-los ali no cartão de memória do smart. Além disso, numa emergência, sair atrás de backups é um padecimento. Meu sonho dourado é gerenciar tudo de qualquer máquina e de qualquer lugar, com assistentes em Curitiba e São Paulo cuidando dos meus agendamentos, prontuários, viagens, consultoria e palestras. Enquanto isso, supervisiono tudo remotamente e sincronizo de modo wireless minha vida de Dra. Bia Kunze com a de Garota Sem Fio.

Bem… Um belo dia apareceu o iPhone 2.0 e a Apple apresentou o MobileMe para o mundo. Depois, a DDHSoftware, que faz o HandBase, anunciou que trabalharia numa versão de seu aplicativo para o iPhone. Tio Istive, mais uma vez, usou seu poder de distorção do campo da realidade e convenceu-me que o “Exchange da Apple” não só salvaria minha vida como dizimaria a fome, selaria a Paz Mundial e anunciaria ao mundo o novo Messias. Mas os testes práticos mostraram que não é bem assim. O MobileMe também precisa amadurecer. Não acredito que isso seja impossível, só acho que vai demorar um pouco. Sou grande fã de tecnologia, sim, admiro (e muito!) a Apple, mas minha vida profissional de saúde é outro papo. Para que esperar mais se a solução mais confiável já existe e está consolidada?

Estou devendo para vocês as fotos que fiz do meu hands-on com o Bold, mas ainda estou na rua. Mais tarde, ao chegar em casa, posto-as no Flickr e volto aqui no blog com detalhes técnicos do aparelho.

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