E o Storm2, finalmente, deu o ar de sua graça! Disposto a superar a má fama do antecessor, o novo aparelho touchscreen da RIM melhora muitos bugs e adiciona itens que faziam falta. Também há pequenas e interessantes novidades que não constam nas especificações do produto.
Pontos fortes e fracos do primeiro Storm
Antes de falar do Storm2, preciso explicar que, quando tive o primeiro Storm em mãos, por cerca de uma semana, achava que ele era muito pior do que é na verdade, graças aos reviews que esculacharam o produto por aí. Foi de fato uma surpresa.
Fazendo justiça ao Storm, gostei muito da tela grande e brilhante e não tive problemas em usar o teclado virtual – SureType: 2 letras por tecla, com previsibilidade de palavras (foto acima) – mas o sistema operacional tinha muitos bugs. O sistema padece também daquele mal que aflige igualmente a Nokia: a transição gradual para o touchscreen. Não basta colocar uma tela sensível ao toque e aumentar o tamanho dos ícones, botões e menus. Tudo deve ser redesenhado e aprimorado. A tela que “desce e sobe” para simular a pressão de botões físicos ganhou a antipatia de muita gente. A mim não incomodou, e logo peguei o jeito. Mas esse sistema é arriscado: com o passar do tempo, os componentes podem se desgastar e poeira entrar pelas bordas, danificando o dispositivo. Mas, além de todos os probleminhas de projeto, a falta de conectividade wifi foi fatal na tentativa do Storm de agradar os fãs da tradicional RIM.
Novidades do Storm2
A ausência mais sentida, o wifi, finalmente foi corrigida no Storm2. É algo que nunca fez sentido, visto que é praticamente lei que smartphones topo de linha contem com wifi. Ainda que os planos de Blackberry permitam navegar à vontade, quem é louco de depender só do sinal da operadora para trabalhar? Quem depende de mobilidade no dia-a-dia tem que ter um estepe.
Esteticamente, os 2 Storms são parecidos. A tela não é mais no estilo sobe-e-desce; é fixa, como qualquer outro smartphone touchscreen. Para simular os botões físicos, a RIM investiu nas pesquisas para aprimorar a sensibilidade tátil da tela, que agora funciona baseada numa tecnologia chamada Piezo-elétrica. O termo não é novo para mim: os aparelhos de ultrassom usados na odontologia para remoção de tártaro funcionam da mesma maneira. A ponta do ultrassom, ao encostar em superfícies duras (o dente e o próprio tártaro, que é a placa bacteriana calcificada), vibra mais forte, quebrando e removendo os indutos. Mas ao tocar em tecidos moles (como a gengiva), o vibrar é bem mais suave. Por isso hoje em dia, ao fazer a tradicional “limpeza”, não há dor e o sangramento é mínimo.
Na tela do Storm2, essa tecnologia funciona “entendendo” os níveis de pressão aplicados. Toque suave, é seleção. Toque mais forte, é pressão. A RIM promete, com isso, uma resposta tátil rápida, como se estivesse apertando um botão físico.
O teclado virtual também é mais eclético, e mesmo com o aparelho na posição retrato pode-se escolher entre SureType ou QWERTY. No Storm anterior, o QWERTY só era ativado na posição landscape. Graças ao multitouch, pode-se apertar e segurar a tecla shift e uma letra para fazê-la maiúscula.
A câmera passa a ser de 3.2MP (parece que é o novo padrão da RIM) com autofoco. E uma espécie de detector facial reconhece quando o aparelho é encostado no ouvido, apagando a tela durante a ligação!
Se todas essas novidades farão do Storm2 um aparelho melhor, só o tempo vai dizer. Os primeiros reviews de jornalistas e especialistas são positivos. Parece que todos os erros do passado do Storm foram corrigidos. Se isso faz dele um ótimo aparelho, só direi quando eu mesma tiver um em mãos. Espero que seja logo!
Blackberry Bold 9700
Outra novidade que a RIM trouxe à tona semana passada foi o Blackberry Bold 9700, sucessor do atual Bold (o 9000).
O novo Bold é menor, mais fino e MUITO mais leve, e vem com o novo OS 5. O mediaplayer ganhou melhorias, a câmera passou a ser de 3.2MP (na minha opinião, era o ponto mais fraco do primeiro Bold) e o trackpad substituiu o trackball. Uma boa troca, já que a bolinha não é muito higiênica, quebra mais fácil e arrasta resíduos de pó para o interior do dispositivo, encurtando sua vida útil. Mas acho que a melhoria que mais agradará aos usuários é a turbinada na bateria. Ainda que os Blackberries sejam pródigos em autonomia, a incorporação de GPS, tela grande, wifi e 3G no Bold aumentou muito o gasto de energia. O novo 9700 promete voltar ao patamar dos smartphones anteriores.
Neste link há mais detalhes comparativos entre os Bolds 9000 e 9700.











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Como Usuário do Bold vejo com ótimos olhos esse upgrade do 9700. A bateria e a cãmera tosca são os tendões de aquiles do aparelho e espero imensamente terem sido corrigidos, como parece que foram.
Espero que os dois aparelhos cheguem logo ao Brasil para podermos testar.
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Bia, adoro quando você escreve sobre BBs!
=D
Ainda bem que não comprei o meu.
Vamos esperar!