Meu novo smartphone

Depois de 3 anos de serviços muito bem prestados, chegou a hora de substituir meu HTC Touch. Eu vinha resistindo há cerca de um ano por causa da excelente bateria e por rodar muito bem todas as ferramentas essenciais para meu dia-a-dia de profissional móvel. A ausência do 3G começou a incomodar, e quando migrei da Claro para a Vivo, simplesmente não pude mais usá-lo, pois não suporta a frequência.

Por causa disso, o iPhone foi promovido a meu smartphone primário, e passei a usá-lo para minhas tarefas básicas de email, navegação e PIM (MobileMe). O HTC ficou com meu chip pré (uso 2 linhas, uma de Curitiba e outra de SP), relegado às tarefas offline. Mas essa combinação estava complicada. Meu arsenal tecnológico diário passou a ser o iPhone, o Asus EEE e o aparelho que estivesse com o chip pré, que passou a frequentar todos os smartphones que pego para testar.

O iPhone melhorou muito com o OS 3, mas acredito que ainda está longe de ser uma ferramenta de trabalho completa. Sinto muita falta do ambiente multitarefa, pois não me habituei ao push esquisito da Apple e acho uma afronta que aplicativos de tarefas não contem com alarme nativo. Também faz falta uma suíte Office digna e flexível e, principalmente de um teclado bluetooth.

Estou habituada a esses teclados desde meu primeiro Palm, lá no início de década. Ao longo dos anos eu ia trocando de PDA e de smartphone, mas sempre contei com o auxílio dos ótimos teclados sem fio da Palm e da iGo. O teclado iGo foi descontinuado na versão 5 do Windows Mobile, e desde então ficamos sem driver. Consegui usar por um tempo com o HTC Touch, graças a um desenvolvedor independente, mas a acentuação não funcionava. Como escrevo muito, apelar para um netbook foi minha última saída.

Quem disse que me acostumei? Os tecladinhos sem fio, dobráveis, estavam sempre disponíveis num cantinho da bolsa. Mas o Eee, por menor que seja, é um trambolho. No início eu o levava sempre comigo, nas bolsas que cabiam. Só que passei a deixá-lo em casa nos dias que acharia que não iria usar. Claro que era justamente nesses dias que aparecia alguma coisa que exigia a presença dele…

Sei que bolsas femininas grandes estão na moda, mas eu as odeio. Uso bolsas pequenas ou médias, e só levo o essencial comigo – carteira, óculos, os smartphones, o fone bluetooth e uma pequena necessáire feminina básica. Já tenho que carregar comigo muita tralha odontológica, com muitos detalhes para me preocupar. Além disso, bolsas femininas grandes são chamarizes de ladrões.

Seleção

Nesse último ano, tivemos muitas novidades em termos de smartphones – Blackberry com 3G, Symbian com touchscreen, Windows Mobile com telas maiores e de ótima resolução, e até sistemas operacionais novos – webOS e Android. Isso só serviu para eu postergar ainda mais meu upgrade. Até o dia em que fiquei com um Nokia N810 por um mês, junto com um tecladinho bluetooth da Nokia. Bateu uma imensa saudade da época dos tecladinhos dobráveis, e decidi que meu próximo smartphone seria Symbian. Mas qual, dentre aquela infinidade de Nokias no mercado?

Como não queria gastar os tubos com um topo de linha, já que ele ficaria subutilizado, tampouco me arriscar na novidade touchscreen (os aplicativos ainda estão se adaptando), fiz uma lista das funcionalidades mandatórias no meu novo dispositivo:

  • Funcionar com o teclado bluetooth da Nokia (SU-8W)
  • Ter wifi, já que só usarei o 3G em situações muito específicas (meu plano de dados está no iPhone)
  • Ter um Office que me permita ao menos visualizar e editar documentos, bem como fazer o que quiser com eles – abrir e enviar anexos, salvar no cartão de memória, enviar e receber por bluetooth, etc.
  • Uma câmera decente. Não precisa ser zilhões de megapixels, basta autofoco e macro, já que precisarei fotografar bilhetes, recibos e páginas de livros para salvar no Evernote. Desisti de fazer isso pelo iPhone, com aquela câmera vergonhosa.
  • Permitir o uso do Skype e IMs em background, sem push e sem restrições de rede (wifi e 3G).

Itens como GPS, teclado QWERTY, câmera frontal, tipo de conector para fone de ouvido e carregador não eram importantes.

Nokia E75 Semana passada recebi os aparelhos E63 e E75 para testes e uma luz se acendeu. Amei o E75! Poucos dias depois, encomendei um para mim. Além de bonito, elegante e discreto, esse aparelho traz o melhor custo-benefício no cumprimento das minhas exigências. Como meu uso primário é trabalho e não multimídia, nada melhor que um Nokia da família E com uma câmera com “ares” de série N – 3,2 MP com um bendito autofoco.

As tarefas que o iPhone não dava conta já foram delegadas para o novo aparelho e hoje, no primeira dia útil dele, com muito trabalho itinerante, a avaliação foi positiva. Só preciso resolver alguns aspectos acerca de sincronismo. Fiz o update do iSync no Mac, para poder sincronizar contatos e calendário, mas o que precisarei mesmo é uma maneira bem prática de sincronizar o material que edito no QuickOffice.

Voltarei a falar dele aqui no blog, dando as especificações completas e como ele está se saindo no batente do dia-a-dia.

Nokia E75 + teclado

Uma dúvida: qual o critério da Nokia na escolha dos acompanhamentos que vêm na caixa? O E63, mais barato que o E75 e possui muitas coisas a menos, acompanha um carregador veicular e o E75 não. Também não entendo como a Nokia seleciona quais aparelhos da série N virão com cabo de vídeo – ausente na caixa do N97 mas presente na do 5800!

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