Queria aproveitar o gancho de terça-feira, explicando o que levei em conta ao escolher o Nokia E75, para narrar fatos envolvendo algumas consultorias que dei recentemente a profissionais liberais, acerca da escolha de seus smartphones.
Um dos meus clientes me chamou para ajudá-lo a ser mais produtivo no dia-a-dia, incorporando ferramentas de organização e workflow, e adaptando-as à uma rotina móvel. Ele tinha acabado de comprar seu primeiro smartphone, um top de linha lançado há pouco tempo, e estava feliz da vida.
Percebi que teria um problemão pela frente ao avaliar sua rotina de trabalho, suas necessidades e usos de ferramentas do desktop. O aparelho que ele comprou não conseguiria fazer tudo o que ele queria. E algumas dessas coisas, só da maneira mais complicada, por gambiarras e comprando softwares de terceiros. Foi duro explicar para ele que seu super-gadget continuaria sendo um ótimo aparelho para entretenimento, mas para trabalho, o buraco era mais embaixo.
Comecei do zero, avaliando as ferramentas e recursos indispensáveis para seu trabalho, as apenas desejáveis e as não necessárias. Fizemos uma lista e, a partir do resultado, descobrimos que tudo o que ele precisava aparelhos mais baratos faziam muito bem, e de forma automática, sem stress. Ele ficou estupefato ao ver que as 5 opções que apresentei custavam entre R$ 500 e R$ 900. São R$ 1000 a menos do que ele pagou no seu super smartphone novinho em folha!
Não vou citar qual é o aparelho para não gerar interpretações erradas aqui, pois esse dispositivo topo de linha é excelente. Só não era adequado às necessidades do usuário. Ele havia decidido comprar o aparelho primeiro, e só depois começar o treinamento e incorporar as ferramentas. Tinha certeza que, comprando um topo de linha com mil recursos, seria possível até lavar, cozinhar, fazer massagem e passar cafezinho…
Também já tive que resolver pepinos no outro extremo. Comprar um aparelho de R$ 500 que as operadoras oferecem para desovar seus estoques, mas que ficam devendo em funcionalidades que seriam importantes, é tão frustrante quanto descobrir que um aparelho de R$ 2000 não entregará aquilo que você queria. E, igualmente, constatar que o seu celular “canivete suíço”, caríssimo e cheio de recursos, é subutilizado para 2 ou 3 coisas, que às vezes qualquer celularzinho básico faz.
Tem também a história de um cidadão cuja operadora, com o maior canto de sereia, ofereceu um smartphone (que na verdade não é smartphone) e um super pacote de dados 3G, mas o aparelho não tinha nem browser decente, só um “wap” tosco! Contornei o problema instalando o Opera Mini, mas no 3G não tem jeito. Não é de dar ódio pagar por um pacote de dados EDGE o mesmo que paga-se por 3G? E não tem conversa com a operadora, o preço é o mesmo e ponto final.
Muita gente só precisa de um smartphone para navegar e ler emails, e nem sonha que um aparelho de R$ 400, desbloqueado, fará isso primorosamente. Minha mãe é um exemplo. Ela já passou pela situação de comprar aparelhos caríssimos e não usar metade dos recursos. Ela tem um Nokia N90, comprado logo que saiu, e que era o ó-do-borogodó na época. Mas até hoje, os recursos mais avançados que ela usou foram o calendário e a câmera fotográfica…
Más escolhas custam caro!
Vocês nem imaginam a quantidade de gente que me procura pedindo ajuda com seus aparelhos inadequados para suas atividades. É por isso que, nesse fim-de-ano, darei um presente aos meus leitores e ouvintes. Um curso online, ao vivo, “como escolher seu smartphone”, junto com um guia para download e, posteriormente, um eBook gratuito aprofundando o tema, baseando-me em todas as dúvidas que recebo.
Assim que agendar a data (final deste mês), avisarei no blog, no Twitter e no podcast. Aliás, o podcast volta assim que instalar a memória extra que comprei para meu Macbook. Adiei o retorno pois estava penando para decupar entrevistas e editar o material…









Quando escolhi o meu smartphone, o E71, pesquisei bastante se os softwares disponíveis no aparelho e de terceiros iriam suprir minha necessidade.
Hoje, quase 1 ano depois, somente o que me frusta é a velocidade do EDGE da Vivo em Tubarão/SC. A minha sorte foi que não acreditei na história do “3G chega em 2 meses” da Vivo e optei pelo plano mínimo de dados 50Mb (o que não consigo gastar nem metade).
É Bia, as vezes as pessoas compram pelo preço ou por ser o top de linha, mas quando vêem, esse top de linha abre um arquivo .doc por exemplo, mas não edita, e a pessoa precisava disso, enquanto um outro modelo pela metade do preço, o faz.
Parabéns pelo post, está muito bom. Acho que as pessoas tem que criar o hábito de dar uma avaliada em suas necessidades antes de comprar o aparelho, porque como sabemos a operadora adora empurrar as pessoas para roubadas!
Abs
Concordo plenamente com o escrito aí. Estou para trocar meu velho N76 e estudando várias opções disponíveis no mercado e pela minah utilização, basta o novo aparelho entregar o mesmo que tenho no N76+wif-fi e já está bom.
Nem sempre o mais caro é o melhor, pois tem muito aparelho top que tem bluetooth capado ou falta um gerenciador de tarefas que até celulares básicos entregam.
Por isso devemos conhecer bem antes de comprar
Flávio, além disso, tem outra coisa que esqueci de comentar no post: estamos numa era de consumo desenfreado, e na internet é hábito a gente babar com as últimas novidades do momento. Somado a isso, somos bombardedos por propaganda de uma forma insana, seja nos meios de comunicação como na rua e nos estabelecimentos comerciais. E isso vale para qualquer coisa, nã só produtos high-tech. Daria para escrever uma dissertação aqui sobre psicologia e consumo, mas não vou me estender…
Nunca tive a intenção de usar o GSF como um “blog de gadgtes”, tanto que vocês devem ter notado que dou menos destaque às novidades do momento. Priorizo ferramentas, serviços e dicas de produtividade, e agora nessa nova fase do site, vou investir mais ainda nesse tipo de conteúdo.
E para quem está com o 13º em mãos, tranque ele no cofre com um escorpião dentro e espere meu especial “como escolher seu smartphone”!! Ainda que você já tenha o seu, vou falar lá também de como tirar melhor proveito do seu sistema operacional. Tenho certeza que vai ajudar muita gente!
Bia,
Você leu meus pensamentos. Vou precisar comprar um smartphone, daqui a poucos meses, para trabalho e entretenimento. E estou muito indeciso para por qual aparelho optar na hora da compra. Já recorri a sites que fazem comparações e fóruns, estou esperando vc escrever exatamente sobre este assunto.
Olá Bia!
Realmente, nem sempre o modelo mais caro e cheio de recursos vai ter os recursos que a gente *realmente* vai usar no dia-a-dia.
É preciso saber primeiro o que você quer fazer pra depois adquirir um modelo que atenda às suas necessidades.
Estou aguardando o “presente” de fim-de-ano…
Abraços
Olá Bia! Quando começar a distribuição de senhas, conte comigo. Inclusive, se houver alguma forma na qual eu puder ajudar, sou super voluntário, ok? Sucesso!
Trabalhei 3 anos vendendo planos empresariais de uma operadora, e o que percebi que quando se lança um produto, alguns clientes optam pelo status, e que nem sempre vem acompanhado de funcionalidade. Às vezes eu explicava que um modelo mais barato teria a funcionalidade que ele desejava, mas eles queriam o status, depois ligavam reclamando que o aparelho não era bem o que precisavam. Caros leitores deste post, antes de comprar, se possível criem uma lista do que você precisa em um aparelho, e na hora da compra vá perguntado e analisando os pontos positivos e negativos, depois se decida, sabemos que dinheiro não dá em árvore.
Bia, muito legal o post e o assunto está cada vez mais relevante. Tem muita gente também que entra no tal “aparelho grátis”, com fidelização e não se dá conta da nota preta que paga para a operadora neste período. Quando eu fiz isso, fiz consciente. Além disso, tem n sites como o gsm arena em que você pode comparar aparelhos.
E olha que há 2 anos atrás não tínhamos tanta diversidade. Hoje está uma loucura até para nós que nos informamos, imagine para quem não lê.
Parabéns pela escolha do seu novo smart, eu fiquei bem interessado nele por causa do teclado qwerty. Mas aí tem o Hero, com o sense, o Iphone 3gs, o Ipaq voice messenger…
O problema é quando o quesito design entra na conta. O E63 supre o que preciso, mas o E71 é muito mais bonito (pra mim) e tem um acabamento melhor. A mão coça, mas sendo racional o melhor é abrir mão da estética por um preço mais baixo, ou gastar um pouco mais e ganhar durabilidade (carcaça de plástico X carcaça metálica).
Estou satisfeito com meu HTC Diamond Touch o unico inconveniente é sua bateria. Ah depois que conheci o Pocket Informant (aqui pelo GSF) achei o calendário fraquinho… Só preciso avaliar direitinho se posso usar grande parte dos recursos do programa.
No entanto, quando comprei não fiz uma grande pesquisa, um amigo tinha o Touch e me recomendou.
Com certeza esse é um defeito encontrado em várias pessoas, comprar pelo que se vê, pelo que a mídia está falando. Normalmente, elas nunca pesquisam para ver se o aparelho realmente vai suprir as necessidades, se ele tem as funções que a pessoa deseja, se o mesmo vai ser útil ao invés de só tomar tempo. Muitas vezes, as pessoas só compram um aparelho top de linha por causa de “STATUS” e infelizmente elas mal sabem que um smartphone pode ser útil no seu dia-a-dia, poupando-os de muita coisa.
Também trabalho com consultoria na área de tecnologia móvel e vi esse mesmo defeito em vários clientes, com isso pode ter certeza irei divulgar nos meios de comunicação que eu utilizo esse seu curso on-line de “Como escolher seu smartphone”, principalmente entre meus clientes. Fico feliz por essa iniciativa e se precisar de alguma coisa só falar que terei prazer em ajudar. Desde já parabéns pelo ótimo post.
Ola Bia
Ótimo Post, conheço poucas pessoas que sabem e utilizam tudo que o super smartphone pode oferecer, a grande maioria só usa câmera e coloca trocentos toques pra nos torturar mostrando…
Bia,
Sou mais um que está aguardando a data do curso. O que vemos muito hoje é a pessoa compra “o melhor aparelho” sem saber exatamente o que ela vai precisar, com isso morre na praia com um elefante branco no colo.
Além do dinheiro perdido, muitas vezes vem a frustração de não ter as suas reais necessidades atendidas.
Só uma perguntinha: qual seria um celular de baixo custo mas com grande potencial?
Oi Bia, gostei desse post e já retuitei! Essa questão dos megarecursos para resolver miniproblemas sempre me interessou, desde que começaram a sair aqueles controles remotos com 101 teclas das quais a gente usava apenas umas cinco ou seis. Todos os meus amigos têm smartphones; a maioria só usa pra telefonar ou tirar fotos. Eu gosto de gadgets, mas só compro aqueles que realmente utilizo. Então, depois de namorar muito com um iPhone, resolvi, em vez dele, comprar um leitor de e-books (vou comprar o da Sony, depois de ler n artigos sobre todas as marcas). Nao trabalho fora de casa; sou escritora, nao tenho horários, não tenho emprego formal, pois sou aposentada. Então para que danado eu quero um smartphone? Para fazer pose nas mesas de restaurante, onde todo mundo põe o seu junto do talher? (hahahaha) Pois é: um leitor de e-books é muito mais interessante para a leitora inveterada que eu sou. E como estava sem assunto para o post de hoje do meu blog, respondendo este seu, vejo que já arranjei assunto. Lá eu vou blogar. Beijão pra vc, garota-Sem-Fio: sou sua fã.
Por isso sempre é bom esperar um pouco e pesquisar, ano passado comprei meu primeiro smartphone, super basicão que só me deu problemas. Escolhi ficar com um celular comum, um ano depois, uma super promoção chega, e hoje tenho um smartphone multimídia e que me ajuda bastante na escola, e com um detalhe o smart que tenho hoje tem apenas 100 reais de diferença do problemático e sem função.
AÊÊ, esse é justamente o curso q eu preciso.
Venho adiando a compra de um smartphone há MUITO tempo, a vontade é grande, mas o medo de SF sempre foi maior.
Além do meu $ ñ dar em árvore, na verdade ñ preciso de um smartphone para trabalho, sou dentista como vc, e acho SUPER interessante os seus relatos desse lado do seu trabalho do home care e tudo mais, mas ñ tenho pretensões de me aventurar nessa seara. Ao menos enquanto vc ñ fizer um curso disso, hehe.
Torço para q o curso seja indicado também para os q querem um smartphone para lazer também, como música, twitter, vídeos e navegação (vai ter um módulo orientando a escolha do plano de dados também?)
Dsclp o texto longo e pidão, mas obrigado de verdade pelo curso.
Já estou ansioso pelo material que vc vai postar. Parabéns pelo blog, venho acompanhando pelo feed e twitter.
Murilo, há vários! Só preciso pegar informações atualizadas de preços para o Natal, aí poderei marcar uma data para a aula… Aguarde
Zé, estou com o E63 aqui. No momento, ele está passando pelo “teste de mãe”. Achei ele um smart muito interessante para quem a coordenação motora com smartphones é ruim. Minha mãe não enxerga bem de perto, o ideal seria uma telona como a do iPhone, mas ela não se deu bem com ele por causa do teclado touchscreen. O corpo emborrachado do E63 é mais interessante que o metálico para melhor empunhadura.
Até essas pequenas coisas temos que considerar na escolha. Um “test-drive” é muito importante, por isso recomendo ir a uma loja e mexer, emprestar de amigos, etc.
Bem interessante o artigo Bia,
Eu estou bastante contente com meu smartphone que custou o olho da cara, o HTC Touch Pro. E uso bastante os recursos que não são encontrados em modelos mais simples, como GPS, Wifi, teclado QWERTY, Office de verdade, etc.
Realmente tem aparelhos que são chamados de smartphones mas não passam de brinquedos. E o que você menciona no artigo, acredito ser um que até não muito tempo atrás não tinha sequer copy/paste e era chamado de smartphone.
Mas eu já fui vítima dessas sacanagens também, quando comprei meu “smartphone” Motorola A1200, que não tem nem um SDK, e portanto quase não tem aplicativos.
Tenho que me segurar muito para não comprar por impulso, como a grana anda curta ai que ando pensando mesmo. estou com muita vontade de comprar o iTouch mas será que vou usar tudo, nem sei.
Não só as operadoras têm culpa no cartório nas más escolhas de celulares. A imprensa também tem. Por exemplo, o comparativo do Iphone com outros aparelhos chega a ser engraçado porque todos os outros possuem defeito, menos ele. Nunca vi ninguém mencionar, por exemplo, a bateria “não removível” em um comparativo. Em 2005, era uma das coisas mais faladas na guerra entre MS e Palm. Falam também da disponibilidade de milhares de programas para Iphone. Quem lembra da Palm com mais de 10.000 programas em 2004? Poucos eram realmente sérios e acho que a mesma coisa acontece com ele.
Talvez um smartphone possa facilitar a minha vida em muitas coisas, mas eu estou tão por fora das potencialidades desses aparelhos hoje em dia que até fica difícil eu dizer “o que” eu preciso que um smartphone faça. Uma das coisas que eu uso muito no meu celular (que é comum) é o bloco de notas. Anoto um monte de coisinhas que eu não posso esquecer. Outro dia fui surpreendido com a mensagem que não podia criar mais notas porque a capacidade máxima de notas já havia sido alcançada… Um smartphone com um programa específico de organização (talvez o tal de Evernote?) faria maravilhas nesse quesito, não é?
recentemente um amigo meu ganhou um Celular. ele me disse: olha zaka o Celular que ganhei das minha irma, veio do usa, mais nao gostei vc quer comprar? quando vi o celular era um HTC T-Mobile. eu pirei, e ofereci a ele um Nokia N70. e ele aceitou. to feliz!
[...] tema foi disscutido ontem no blog da Bia Kunze, a Garota Sem Fio. Bia Kunze é uma figura muito interessante: dentista especializada em home-care, ela também testa [...]
Estou feliz com meu Black Jack II que custou R$400, tem GPS que eu procurava, mais conectividade 3G ao meu laptop onde realmente uso ele como modem. Tentei navegar nele mas a tela é muito pequena mesmo. O que mais uso hoje é o calendário e o contatos, que qualquer celularzinho faria, mas o faço de modo mais tradicional na interface WM6.1 que é a mesma do meu Axim.
Uso o celular para navegar na web, postar, ouvir músicas e fotografar. Há 8 meses fui comprar o N96, mas levei o N95 8gb, mais barato e praticamente idêntico, já que não usaria cartão de memória.
Mas gosto de novidades e logo troco pelo N97, mesmo preferindo usar o T9 físico para digitar. Mas a tela e o comes with music já vale o brinquedo. Minha esposa adorou o E71 por causa do teclado, beleza e portabilidade. Usa só para emails e bovespa mobile.
Estamos esperando o guia ansiosamente.
Estou quase me atirando num E75 igual ao seu.
[...] já havia levantado a bola no post “Más escolhas custam caro” – assim como é frustrante gastar num aparelho que não faz o que você queria, mais ainda é [...]