O leitor Vinícius Julianelli, de Niterói-RJ, escreveu para contar sua experiência envolvendo tecnologia móvel, apagão e Twitter.
Quando ocorreu a falta de luz, eu estava no notebook navegando na net. Ao ver as luzes piscarem a primeira coisa que eu fiz vou tirar tudo da tomada. No escuro, tirei o smartphone do bolso, um Samsung Omnia, e acendi o flash da câmera. Ajudei as pessoas da casa a pegar velas, procurar lanternas e remover das tomadas os aparelho elétricos.
Eu e minha familia nos reunimos na sala e ficamos jogando conversa fora, esperando a luz retornar. Nesse momento me ocorreu que minha internet 3G poderia estar funcionando. Prontamente iniciei a conexão e, para minha surpresa, estava tudo funcionando!
Minha primeira tentativa de obter informações foi o Google, sem sucesso. A segunda alternativa foi entrar no Twitter, apesar de não ter uma conta lá, para ver se alguém sabia de alguma coisa. O site se adequou perfeitamente ao navegador Opera, e fui à busca do termo “apagão em Niterói”. Na hora já havia uma grande quantidade de resultados, com gente contando que a cidade toda estava sem luz. Logo em seguida fiquei sabendo que o problema era quase em todo o país e até que a origem foi em Itaipu!
Adorei ver como um smartphone e o Twitter foram mais velozes na disseminação da informação que a mídia convencional. Até alguns amigos, sabendo que eu tinha internet móvel, me ligaram pedindo notícias.
Seria legal perguntar no blog o que as outras pessoas fizeram com seus smartphones durante o apagão. Vi no Twitter um caso de gente que estava enviando mensagens de dentro de elevadores…
Vinícius, não é a primeira vez que as pessoas recorrem aos seus dispositivos móveis em busca de notícias sobre fatos que estão ocorrendo em tempo real. Foi assim também com o terremoto em SP e o recente confronto no RJ onde traficantes derrubaram um helicóptero da polícia.
Desde que o Twitter surgiu acreditei que seria a mídia social perfeita para dispositivos móveis, por compartilharem características comuns no acesso e disseminação de informações: rapidez e ubiquidade. Foi exatamente o que aconteceu com você. E foi sorte você ter feito a busca logo no início, pois o incidente afetou também as ERBs (estações radio-base, ou as antenas das empresas de telefonia), que deixaram de funcionar por falta de energia. Muita gente se queixou que ficou sem sinal de celular.
Esses dias o jornalista Joelmir Beting comentou: “antigamente, a mídia era feita para as massas; agora, as massas fazem a mídia”. Bingo! Mesmo você não estando inscrito no Twitter, recorreu a ele para buscar informações.
Quanto a mim, confesso que só soube direito o que houve na tarde do dia seguinte, pois a queda de energia não afetou minha região. Meu marido e meu pai falaram comigo sobre um blecaute, mas achei que fosse um pequeno problema localizado. Na verdade, eu estava envolvida no meu próprio “apagão” – resolvendo problemas na migração do servidor do site – e entretida lendo um colossal whitepaper sobre celulares e câncer. Mergulhada no trabalho, passei longe tanto da web quanto da mídia convencional.
Contudo, deixo sua pergunta aos leitores do blog, mas de forma mais ampla: já aconteceu da tecnologia móvel salvar vocês numa situação de apuros?









Sabe o que fiz com minha tecnologia móvel, por incrível que pareça? Deixei no rádio FM ligado, para ouvir as notícias sobre o apagão. Comonão tenho rádio em casa, deixei o N95 no viva-voz, e todo mundo em casa ficou escutando…
[...] This post was mentioned on Twitter by Bia Kunze and Fabricio Buzeto, Efetividade.net. Efetividade.net said: RT @garotasemfio: Já aconteceu da tecnologia móvel salvar vc numa situação de apuros? http://bit.ly/crd3U [...]
No apagão não sei, mas estava no meio de uma fazenda e precisava baixar novamente o software de controle de um trator John Deere. Acredite, esse trator não funciona sem software. Mas a cidade mais próxima ficava cerca de 200km de distância. Saquei meu celular e o usei como modem para fazer conexão pelo notebook. Sorte que eu sempre ando com o cabo USB a mão.
Paulo, eu costumo brincar que o grande pioneiro em tecnologia móvel na minha família foi meu pai, nos anos 50… com seu radinho de pilha!
Diversas vezes meu celular salvou muita dor de cabeça, principalmente pelo 3G. O evento mais marcante foi mesmo o apagão dessa semana. O banho foi a luz do iPhone e descobrir que metade do país estava sem luz foi pelo 3G do Nokia N95, da Vivo, que funcionou perfeitamente. O sinal da Oi (iPhone) estava 100%, apesar de várias pessoas terem reclamado desta operadora durante o apagão. No momento tentei falar com amigos que usam Claro e, se eu conseguia uma ligação, era bem ruim e mal consegui conversar.
Quando visitei o G1 e fiquei sabendo do blecaute gigantesco liguei para minha família (Jaú, interior de SP) para dar a notícia, já que eles (mesmo tendo um pacote 3G) não foram atrás da informação pensando ser um problema local, como todo mundo pensou a princípio.
O resto da noite foi dando risada no Twitter já que piadas sobre o assunto não faltaram. Na verdade o que eu senti falta mesmo naquele momento foi do meu laptop (que não estava comigo naquele dia) para assistir novos episódios de seriados pois todos que estavam no iPhone eu já tinha assistido. Fora esses pequenos detalhes do banho e dos seriados, o apagão realmente não me prejudicou em nada. Meus celulares tinham bateria por sorte, mas caso eu precisasse, por sorte também, tem uma tomada no corredor do meu andar que está ligada ao gerador de energia do elevador de serviço, que seriviria para uma carga extra no laptop ou celular, se fosse necessário. E esse gerador é uma grande ajuda, já que moro no 21º andar.
Eu estava no RJ, um dos locais mais atingidos. Estava no quarto do hotel utilizando o laptop quando acabou a luz, depois de instantes voltou com pouca força. Como a bateria não aguenta nem 10 minutos, desliguei tudo. Até então, não sabia se era problema do hotel, da região, etc… Meu HTC com chip da Vivo estava sem sinal, então 3G, sem chances. No mesmo dia, eu tinha recebido um celular da empresa, com chip da Claro. Um modelo simples da Samsung. Lembro que quando peguei, até brinquei, falando que ele não tinha recurso algum. Paguei com a língua, ele estava com sinal e passei a noite inteira na cama ouvindo a rádio por ele (Aliás, primeiro aparelho que tenho onde a antena não fica no fone de ouvido) e ouvindo as notícias. Em poucos instantes, soube do tamanho do problema. Ainda utilizei sua função “lanterna” para encontrar as coisas no quarto e para ligar para a casa dos meus pais no Sul para saber se lá também tinha ficado sem energia, mas estava tudo normal. Resumindo, meu todo poderoso smartphone ficou de lado, mesmo pq estava quase sem bateria e não podia usá-lo e nem carregá-lo. Vou ter que rever a prioridade de comprar aquele carregador de emergência para gadgets.
Abs
Certa vez estava meio perdido em goiânia, procurando uma gráfica. estacionei o carro, peguei uma rede wi-fi aberta de um prédio e consegui o telefone desta gráfica na internet. liguei lá e eles me explicaram direitinho que e já estava longe de onde queria chegar.
Fiquei muito triste quando descobri que durante e após o apagão eu não tinha 3G, a Claro e seu Gestor Online que a própria não admitiu que teve problemas assim como o governo nunca assume nada. O Gestor Online parou desde o momento do apagão até as 22:00hs do outro dia. Diversas empresas ou pessoas que possuem o serviço para controlar os gastos ficaram sem telefone.
Acho que o rádio ainda foi mais útil desta vez. A internet móvel é uma tecnologia para poucos.
Aqui em São Paulo as linhas de telefonia móvel ficaram temporariamente fora de serviço, e depois de forma intermitente, e o mesmo com a internet via celular.
Enquanto tentava conectar, abrir navegador, acessar algum site, o rádio já tinha informado toda a gravidade do apagão. As estações estavam conectadas com o Brasil inteiro, e até com outras rádios do Paraguai.
Uma coisa é certa: se não fosse a telefonia celular, a sensação de “voltamos várias décadas para trás” teria sido mais forte.
A vista da cidade de São Paulo no meio do apagão era assustadora.
Eu fiquei ajudando o pessoal no twitter passando e trocando informações enquanto escutava a radio CBN, tudo pelo N97. ainda usava ele como lanterna para andar pela casa. ainda bem que ele tem uma boa bateria e resistiu ao apagão.
Em Junho/08 tive que ir à Holanda à trabalho e após um dia numa cidade tive que ir para outra. Como ir de taxi era caro demais e os meios de transporte públicos funcionam perfeitamente, decidi ir de trem (embora estivesse carregando uma mala de uns 30Kg) para depois pegar um taxi local. Pois bem, lá fui eu e depois de un 30/40 min cheguei na estação Utrecht. Procurei um ponto de taxi e nada… sai da estação que parecia deserta (pelo mesmo lado que eu estava), andei 2 quarteirões e nada… entrei num posto de gasolina e não tinham o telefone de nenhum taxi… tinha um restaurante na esquina mas ninguém dentro… sentei num banco, tirei meu Blackberry 8700, conectei na rede EDGE e comecei a procurar no Google por taxis naquela região, mas não tive bons resultados. Depois acessei o Google Maps e procurei por taxis perto de mim… ACHEI!!. Liguei para o cara e foi me pegar. Depois me comentou que tinha colocado esse ponto no Google Maps não tinha muito tempo, e para mim foi 10.
Detalhe. Eu falei que sai da estação pelo mesmo lado que estava e que parecia deserta… se tivesse passado pelo túnel e ido do outro lado, a estação era cheia de vida, com comércios e TAXIS… mas só vi isso 2 dias depois quando retornei pela mesma estação…
Abraço,
Enrique
Tecnologia Movél sempre me salva, principalmente quando estou fora da empresa e por “x” motivos preciso acessar os servidores, Ai vale 3g Claro ou a conexão 3g através do Smartphone! Ahhh sempre usando LogMein que é um serviço show!
Bem legal isso… eu tenho muitas historias, mas a mais recente é de minha ultima viagem.
Cheguei mais cedo (muito mais cedo), do que o previsto por minha empresa em Caracas, Venezuela – minha reserva no hotel era para segunda (ou seja as 12hs), eu cheguei as 6hs da manha.
Para entrar um pouco antes teria que deixar meu cartao, que havia esquecido de habilitar para gasto no exterior e não estava passando.
Acessei pelo Blackberry o site do banco e autorizei o cartao.
Se isso fosse a alguns anos atras, certamente não entraria antes das 12 no hotel!
Olá,
O mais interessante foi que eu e minha esposa estávamos mais interessados em obter informações do que achar as velas, lanternas etc.
Nessas horas que sentimos o quanto informação é um bem extremamente valioso.
Hoje informação é mais valiosa do que a luz (sentido literal
)
Muito legal ver o meu relato aqui no blog. Bia obrigado por compartilhar meu relato e de promover uma reflexão sobre o assunto. Quanto ao 3G, o meu sinal esteve forte em todo momento ate o retorno da energia (1h30 da manhã). Nunca tive problemas com a Oi a pesar de muitos falarem mau.
A tecnologia sempre me salva. Como trabalho atendendo clientes em suas residências, sempre que preciso baixar algum arquivo da internet ou ate mesmo saber como chegar ate o endereço de meus clientes o meu smartphone esta sempre ai para ajudar.
Uma vez voltando do curso em um carro de lotação o carro quebra, isso no final da tarde. O motorista foi buscar ajuda, na hora que fiquei só liguei para minha mãe, que ligou para uma amiga que ia passar no local.
Agora vê minha sintuação, local escuro, sozinho, chuva e longe da cidade.. :s #vivaaocelular
P.S.: no tempo que esperei (mais de 30min) o motorista não voltou..
Quando a luz apagou ficou tudo num escuro so mas vimos tudo atraves dos nossos celulares com tv digital pude ver o que estava vendo na tv so que deitado na minha cama com tranquilidade estava em casa seguro e pude acompanhar as noticias pelos flashes na t v do meu celular samsung nexttv foi de grande valia.
Oi Bia,
Na minha cidade, Goiânia, não houve apagão mas a internet 3G e toda tecnologia móvel em geral já me salvou diversas vezes utilizando o google maps ou nokia maps quando eu viajo para locais que não conheço.
O meu celular não é smartphone e é pré-pago. Mas ele já veio com Ópera Mini instalado e já me salvou várias vezes para consultas rápidas de informações essenciais.
Quem salvou a noite aqui em casa não foi nem o Iphone (meu) nem o n97 (esposa) e sim dois Nokias 1661 que temos como back-ups dos smarths… foi banheiro, cozinha, noticias, tudo iluminado e com rádio dos nokiazinhos… e a bateria mau mexeu após o uso…. combinamos de não desfazer deles nunca…. vira e meche salvam a pátria….
No meu caso foi em uma prova empreendedorismo onde o professor que tinha na epoca seus 50 anos de idade passou um monte de cases e queria aplicar a prova com base nos assuntos naquela semana eu estava em uma puta correria mas meu bom e velho e amado porem já ultrapassado i321 sansung me ajudou pois os cases estavam em power point era só ler a pergunta passar os slides e já era claro que bem discreto para não atrai a atenção do tio……….kkkkkk pra que ter conhecimento na cabeça se posso levar no meu bolso …rsrs
Nesses casos costumo desligar a chave geral, para evitar sobrecarga no retorno.
Continuei com minha rotina de navegar e twittar do celular, só que em 3G vivo no N95 8gb. Peguei o fone de ouvido e das minhas estações favoritas, apenas a CBN e a Eldorado estavam no ar. Naveguei no Google Reader, twitter e soube que era um apagão.
Ouvi ainda uma música do Lobão, “nem sempre se vê; lágrimas do ESCURO,…me chama me chama”
Meu iPhone sempre me salva em vários momentos. Cinema e outras pesquisas na internet não perco o tempo em ligar computador!
O momento do blecaute foi, pra mim, hora de refleter sobre a mobilidade e como a sociedade foi influenciada pela telefonia móvel.
Post: http://rbuzelli.blogspot.com/2009/11/blecaute-e-tecnologia-um-bom-observador.html
Quando teve o apagão aqui em Sp estava assistindo um seriado no meu notebook que por sorte tava com a bateria plugada e carregada e funcionou como “no break” evitando que desligasse ou queimasse.
Peguei meu simples Nokia 1661 que tem uma útil lanterna rádio FM e usei até a energia voltar. Depois desse dia eu digo que foram os R$ 99 reais bem mais gasto em um celular básico e não vendo meu 1661 nem se o presidente da república baixar um decreto obrigando.
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