Qual o futuro dos atuais sistemas operacionais móveis?

Números e mais números. Hoje, o esporte favorito de jornalistas, articulistas e pitaqueiros em geral é apostar quais sistemas operacionais móveis vão vingar e quais vão morrer. As consultorias embasam suas projeções com pesquisas e números. E o que lemos por aí divergem absurdamente. Longe de dar uma de vidente, prefiro pegar o que temos hoje em dia – seja do lado das empresas, seja do lado dos usuários – e fazer uma análise realista.

Vamos lá…

nokia-x6Symbian e Maeamo – já comentei por aqui que, em termos de poder de processamento e multimídia, o Symbian S60 já deu o que tinha que dar. Não é palpite, é uma informação técnica. Gradualmente, a série N poderia passar a abrigar somente o sistema Maemo, que se tornou o sucessor natural da Nokia na linha “dispositivos para lazer”. Mas a Nokia já negou isso oficialmente, e diz que continuará investindo no S60. Os “E series” tem uma longevidade maior, já que só mais recentemente passaram a abrigar funções multimídia melhoradas. É aí que a Nokia aposta suas fichas na conquista dos usuários corporativos. Correndo por fora, temos os novíssimos “X”, com o Nokia X6 de estréia. É o primeiro Nokia com tela capacitiva, que conta com 32GB de memória e Comes With Music (foto ao lado). Vamos ver como ele será recebido na Europa.

iPhone – seu sucesso continua de vento em popa, em todos os mercados, entre todos os tipos de usuários. Foi ele quem abriu os olhos do mundo para as maravilhas da tecnologia móvel. Atualmente, tenho a impressão que a única inimiga da Apple é ela mesma: suas políticas restritivas, mais os antipáticos acordos com operadoras, podem começar a pesar nas próximas gerações de seu badalado smartphone. Verdade que a Apple sempre teve essa mania controladora, mas com um smartphone de projeção mundial e um concorrente tão interessante quanto ele (o Android), algumas mudanças serão necessárias.

motorola-droidAndroid – queridinho do momento, a cada dia surgem mais e mais modelos, das mais diversas fabricantes. Por ser o caçula da família dos OS móveis, seu perfil moderno está ganhando novos adeptos rapidamente: já nasceu “online”, com tela capacitiva, incorporado à redes sociais e com uma loja de aplicativos que se amplia em grande velocidade. Maior prova do respeito que o Android impõe: colocou a Motorola de volta aos holofotes, com o elogiadíssimo Droid (foto ao lado).

Blackberry – por mais que a Apple ameace a RIM, me desculpem. O Blackberry não tem concorrentes entre seu público-alvo, graças às conexões seguras e à consolidação dentro das grandes empresas. Blackberry virou estilo de vida, o ícone dos executivos, mas muito mais do que isso, significa eficiência e segurança.

Windows Mobile – vivem ameaçando o Windows Mobile de morte, mas isso é impossível a médio prazo: o sistema é maduro e conta com uma grande biblioteca de aplicativos. Também é o grande favorito entre usuários profissionais, e é o carro-chefe nas automações de vendas e aplicações comerciais. O que acontece é que, nessa fase de “transição” da canetinha para os dedos, o sistema parece meio perdido. O OS 6.5, vulgo Windows Phone, só está no meio do caminho. A Microsoft precisa se apressar, para que seu OS móvel não definhe como o finado Palm OS.

Palm webOS – a Palm, a exemplo da Apple, também é a maior inimiga dela mesma. Lembram do auê quando o Palm Pre foi apresentado? Depois de dada como morta e falida, foi um respiro de vida. Mas tão rápido quanto explodiu a empolgação, ela esfriou. Enquanto a AppStore tem centenas de milhares de programas, e o Android Market já avança nas dezenas de milhares, a  loja de aplicativos para o Pre ainda não passou dos 500 programas – dá para acreditar? Um acordo esquisito com a Sprint, a insistência no CDMA e o atraso no modelo GSM logo repercutiram nos números de vendas. A Palm está novamente a perigo.

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E vocês? Estão satisfeitos com o sistema do seu smartphone atual? Se fossem mudar hoje, para qual migrariam?

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