Quando tecnologia demais atrapalha…

Já aconteceu de você trocar um dispositivo altamente tech por um outro com recursos mais modestos, não por motivos financeiros, mas por considerar que o excesso de tecnologia às vezes atrapalha? É o que vem acontecendo recorrentemente com algumas pessoas que me procuraram. Em todos os casos, o problema maior é o 3G. Usuários de aparelhos antigos, como Palms Treo e alguns Blackberry, migraram para as novíssimas gerações com internet de alta velocidade, a tetéia do momento.

E para seu imenso desespero, a queda na produtividade foi brutal. Verdade que o 3G trouxe streaming de música e vídeos, além do carregamento mais rápido de páginas e mapas. Mas as baterias não aguentam nada!

Eu já havia levantado a bola no post “Más escolhas custam caro” – assim como é frustrante gastar num aparelho que não faz o que você queria, mais ainda é empacar uma nota num topo de linha que ficará subutilizado.

Mas… e quando você se frustra com alguma tecnologia que ansiava demais?

Vejam as telas sensíveis ao toque. Muitos usuários de longa data de teclados físicos embarcaram nessa só para descobrir que não conseguem escrever uma única frase com um mínimo de destreza.

Resultado: os Blackberry “econômicos” estão ganhando mais e mais terreno no Brasil. Não só por causa dos preços mais em conta, tanto no dispositivo quanto nos planos, mas porque eles cumprem o que prometem. Daí vem a legião de usuários satisfeitos.

O caso do 3G é bem sério. Eu adiei a troca do meu principal smartphone de trabalho por muito tempo, o HTC Touch - usei-o por 3 anos, o que é bastante para uma heavy-user - até ter certeza que o novo teria tão boa autonomia quanto ele.

Quem só quer navegar, ler emails, acessar redes sociais e usar os MSNs da vida, não precisa de muito mais do que um aparelho intermediário oferece. Sem “altas tecnologias”, sem complicações no uso. E, sinceramente, não é isso que a maioria dos usuários quer?

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15 Comentários

  • Em 2009.12.15 10:09, Henrique Bonfim disse:

    Olá Bia. No meu caso tenho um N76 (ok. sei que to bem defasado!!kkk)mas, o aparelho cumpre minhas necessidades. Tenho uma agenda descente (handy calendar), um Data Base (HanDBase) para a faculdade, internet, e-mails só quando muito nescessários, GPS.. bom essa tecnologia ainda não funciona muito bem aqui em Salvador, assim como Wi-fi (não tem muitos hotspots). Então na minha opnião aparehlso mais simples como o N76, N73 desmpenham bem suas funções aqui em Salvador, meu chefe tinha um N95, o cara achava o aparelho super-complicado de utilizar e acabou trocando ele por um MP da Foston.

    • Em 2009.12.15 14:19, Eduardo disse:

      Apesar do exemplo que vou dar não ter nada de móvel, vejo que muitas pessoas que querem assistir filmes em Bluray deixam de comprar um Playstation 3 para comprar um outro player qualquer. Apesar do PS3 ser mais barato (é subsidiado pela Sony) e ter uma infinidade de outros recursos (sendo provavelmente o melhor tocador de Bluray no momento), muitos preferem comprar um aparelho mais caro e com um mínimo de funções, simplesmente porque é “mais fácil” realizar as funções com as quais elas estão acostumadas.

      Traduzindo isso para o mundo móvel, é como se uma pessoa relutasse em trocar um celular porque para acessar a agenda de contatos antes bastava clicar um botão e agora tem que “ficar escorregando” o dedo pela tela.

      • Em 2009.12.15 19:56, Rogério disse:

        “Quem só quer navegar, ler emails, acessar redes sociais e usar os MSNs da vida, não precisa de muito mais do que um aparelho intermediário oferece.”

        Poderia citar alguns bons exemplos de aparelhos intermediários? O N78 e o E63 são intermediários? E o Nokia 5800?

        • Em 2009.12.15 21:09, mark disse:

          No meu caso (e um monte de gente que conheço) já tive muito, muitos hi-ends, inclusive freqüento o blog desde os primórdios, quando ainda tinha meu m100… das antigas como vc Bia…
          Ocorre que uso o smarth basicamente para e-mails (2 contas google), twitter, previsão do tempo e podcats, que são meus vícios… celular?? Muito pouco com ligações… mas como tenho que andar com celular mesmo (senão só teria um ipod touch) comprei um 5530 da Nokia, bem intermediário mas que para o uso acima, é perfeito… exelente app de email grátis (nokia messaging), twitter fácil, tela touch fora o excelente podcaster, que baixa tudo atualizado no próprio aparelho por wi-fi..

          Tudo isso por 600,00… bem intermediário… mas que supre totalmente minhas necessidades… antes eu tinha um iphone 3gs de 32Gb, que morria de medo de andar com ele no bolso e de moto… agora sou mais tranqüilo e gastei bem menos… graças a seus posts… abração

          • Em 2009.12.15 23:28, Caio disse:

            Cada macaco no seu galho né, conheço muita, mas muita gente mesmo que gasta uma grana com celulares top mas desconhecem 90% das suas utilidades, tem um cara que comprou um N95 pra tirar fotos, nada contra mas se ele realmente quisesse fazer fotos bacanas dava pra comprar uma bela câmera com o valor do N95, outro pegou um E71 e não sabia que tinha o office, ele olhava eu abrindo documentos,acessando internet, organizando o meu dia com o handy calendar no meu simples E51 e ele ficava me perguntando como eu fazia tudo aquilo, outra amiga disse que ganhou um 5800 da operadora, imaginem qto ela paga por mês, tem pacote de dados mas nem sabe como acessar a web e por aí vai, muita gente tá mais preocupado com o status do que com a produtividade mas não podemos culpar ninguém, cada um na sua mas que eu acho um desperdício essa gente com supermáqinas nas mãos e sem nenhuma idéia do que fazer com tantos recursos…

            • Em 2009.12.15 23:37, Advogada Online disse:

              Concordo com o Eduardo.
              Na realidade, a maioria das pessoas já tem celulares q as atendem. Por exemplo, aqui em Vitória/ES o GPS não funciona 100% ainda [é uma função q passa sem]; eu não ligo muito para Câmera em smartphone/celular [eu não uso, acredito q a inclusão é p/ as pessoas passarem a usar - e acharem q é essencial]. Aqui, já constatei q nem todo lugar a conexão é 3G [outro item q talvez possa passar sem].
              Então, se o consumidor parar com essa de ’se deixar levar por todos os modismos’ ele poderá ficar bem satisfeito, muitas vezes, com o que já tem.
              Confesso q eu to viciada no teclado físico do E71 [e antes eu usava touch]; lembro com saudade do meu Palm Treo [que me atendia muito bem]… já estou há um ano com o E71 e nem vejo pq trocá-lo…
              Acho q está na hora de sermos autênticos: se o smartphone ou celular atende suas necessidades, p/ q trocar?

              • Em 2009.12.15 23:38, Alexandre Carvalho disse:

                Mal comparando mas o mesmo acontece com as Tvs de LCD. Todo mundo compra para ver uma péssima imagem (normalmente usam zoom), com as pessoas mais gordas e de cabeça grande e chata(para ocupar a tela toda). O modismo vale tanto para o mundo móvel quanto para o “imóvel”. Prefiro ainda minha TV Sony CRT para ver TV e meu HTC 4351 com edge.

                • Em 2009.12.16 05:46, Rogerio Giglio disse:

                  Bia. De fato, o post é muito pertinente. Gosto muito do meu “velho” N95, ainda mais agora com seu novo cliente de email push, o qual programei para sincronizar a cada meia hora. O problema é que a bateria não durava nada, no final da tarde, já era… Decidi então desligar o 3G e só uso EDGE. Maravilha, só preciso carregar o celular a cada 3 dias. Até para fazer coisas simples como acessar o banco, faço via EDGE também, sem problema, a velocidade não é significante. Apenas quando preciso realmente (o que é muito raro) é que volto a ligar o 3G.

                  • Em 2009.12.16 10:51, Bia Kunze disse:

                    Oi Rogério! A imensa maioria dá para levar como intermediários. Além desses que você citou, eu incluiria mais alguns outros: N70, E51, E65, Motorola A3100, a maioria dos HTCs… muitos desses citados já resenhei aqui no blog. Para quem gosta de WinMo, recomendo especialmente o A3100, e, para os iniciantes, os WinMo sem touchscreen.

                    • Em 2009.12.16 18:20, Cristiano Viana Alves disse:

                      Pessoal GPS não depende da infraestrutura oferecida pela cidade, se os soldados americanos usam GPS em Kabul que é uma cidade que mal saiu da idade média, quanto mais em Salvador ou Vitória. Não confundam GPS com softwares de mapas.

                      • Em 2009.12.16 22:30, Julio Cesar disse:

                        Tem mais um menos um mês que adquiri um Nokia E51 semi-novíssimo.
                        Ele não é top de linha…é modelo antigo ( de 2007 se não me engano ), seu design é simples, sua estrutura é sólida, sua bateria é durável, sua interface é altamente intuitiva, sua sincronização com o Outlook é perfeita, enfim…me atende perfeitamente, apesar de ainda buscar maior aproveitamento de suas funções em benefício da minha produtividade. Paguei R$500,00. Não tenho plano de dados, então uso o Wi-Fi sempre que posso. Pretendo usá-lo até que ele peça arrego ou cometa tecnosuicídio. E COM CERTEZA NÃO TEREI ARTRITE NOS DEDOS DE TANTO FICAR ROLANDO TELINHAS PRA CIMA E PRA BAIXO! hehehehehe

                        • Em 2009.12.17 00:50, RJ disse:

                          Matou a pau!

                          • [...] This post was mentioned on Twitter by Wellington Peixoto, Mayara Fagundes. Mayara Fagundes said: Quando tecnologia demais atrapalha… http://bit.ly/8rgxNq [...]

                            • Em 2009.12.19 15:46, Aknaton disse:

                              Boa Tarde!
                              Essa é minha primeira participação em teu blog e francamente é um dos ou o mais organizado que já visitei!
                              Concordo plenamente qualquer gadget tem suprir suas necessidades em primeiro lugar!Comprar por modismo é a maior fria!

                              • Em 2009.12.23 14:25, rsandrin disse:

                                Bia, isso aconteceu comigo neste ano. Tinha um Motorola A1200e, troquei-o por um HTC P4351, crente que todo aquele poderio iria me auxiliar no dia-a-dia. Outlook, Office, Wi-fi, Bluetooth, tela touch, teclado lateral etc. etc. Não consegui ficar com ele por dois meses, a bateria durava 3 dias no máximo, o uso da tela era desconfortável. Um saco. No fim acabei substituindo o aparelho por Nokia 5310, bem mais espartano, mas infinitamente melhor e ágil do que o P4351.

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