Teste de mãe do Nokia E63

Nokia E63

Estamos acostumados a julgar celulares e smartphones apenas pelas longas listas de funcionalidades técnicas. Como expliquei no curso online “Como Escolher seu Smartphone” semana retrasada, é comum esquecemos de nossas próprias características físicas, como acuidade visual e coordenação motora, na hora de escolher um aparelho. É por isso que muita gente acaba se frustrando quando não consegue usar um aparelho como gostaria.

Considerado o primo pobre do E71, o Nokia E63 não possui seu belo acabamento metálico, nem GPS e a câmera é de menor resolução (2MP, contra 3.2 do E71). Mas acabou chamando minha atenção quando o coloquei nas mãos de minha mãe — cuja idade não revelarei sob o risco de ser deserdada.

Nokia E63 / Nokia E75

Na foto acima: lado-a-lado, a traseira do E63 azul e a metálica do E75

O acabamento “emborrachado” dá muito mais firmeza a quem tem dificuldades em segurar dispositivos pequenos como celulares e smartphones. Digitar é mais penoso quando um aparelho metálico escorrega o tempo todo das mãos.

A tela grande ajuda bastante quem tem dificuldade de visão. E o teclado, mesmo com teclas pequenas, não atrapalha, graças às teclas em relevo. Mas e a grafia das letras? Foi essa a grande queixa da minha mãe: “não enxergo nada nesse teclado! é muito botão e as letras são minúsculas!”

Míope que sou, com excelente visão para perto, só assim me dei conta que nos teclados QWERTY as letras costumam estar grafadas em fonte bem pequena. Ok, vocês podem alegar que decora-se facilmente suas posições no teclado. Mas como é que minha mãe, novata em teclados QWERTY, vai decorar se ela não consegue usar, e vive “catando milho”?

HTC TyTN II [6]Não devemos esquecer que ainda há as teclas com acentuação, pontuação e símbolos. Nos teclados deslizantes (ou na maioria deles) as letras estão maiores. Passando em revista alguns aparelhos que testei, vi que o TyTN II (foto ao lado) é um dos que tem maior legibilidade no teclado. A retroiluminação também salva. Outra coisa que ajuda muito são teclados que tem combinações intuitivas para acentuar. Coisa que engenheiros e designers que cresceram falando o idioma de Shakespeare não se preocupam muito…

E vocês? Há algo na engenharia e design dos aparelhos que vocês detestam? Como isso poderia ser melhorado? E no caso de deficientes físicos e visuais, o que poderia ser aprimorado para melhorar a acessibilidade?

Post to Twitter Twittar este post

Confira também

14 Comentários

  • Em 2009.12.23 20:07, Henrique disse:

    Outra dificuldade que encontrei no E63 foi a proximidade das teclas. Alias, no E63 sao coladas. Preferi ficar no Treo 750.

    • Em 2009.12.23 20:43, disse:

      Embora seja algo remediável com prática, também não me acostumei às teclas grudadas do E63.

      Agora com meu aparelho novo também percebi que não gosto de celulares pequenos.

      • Em 2009.12.23 20:51, Ricardo Yasuda disse:

        Como eu nunca tive smartphone com teclado QWERTY, aprovei o do E63. Bem mais fácil que digitar do que o teclado (virtual) do iPhone/iPod touch, e melhor que usar o T9.

        • Em 2009.12.23 23:14, Alexandre Bagetti disse:

          Percebi o problema das teclas pequenas ao trocar meu E62 por um Centro. Decidi que não iria voltar aos T9 e seria o Qwerty Boy, mas o teclado do Centro não permite um ritmo constante de digitação, principalmente para dedos gordinhos e grandes como os meus e ainda tem aquele jeito tosco de acentuar clicando no alt após a letra e ainda tendo que clicar no espaço depois.

          Ao usar meu antigo Nokia, achei o teclado gigante, porém super confortável, principalmente pelo jeito natural de acentuar, até com cedilha.Pena que é tão grande.

          Estou pensando em partir para sua sugestão o E75, estou apenas aguardando alguma operadora me oferecer uma boa proposta para trocar.

          []s Bagetti

          • Em 2009.12.23 23:55, Jean disse:

            Bia, uma outra coisa do teclado QWERTY que deveria melhorar é justamente na hora de digitar sem olhar para o teclado. No meu E62, a tecla do pontinho em alto relevo é o 5, que é o G do QWERTY, e não o F e J, que deveriam ser as letras guias. A tela do E62 é bem mais generosa que a dos E71 e E63 atuais.

            • Em 2009.12.23 23:55, pedro henrique dutra disse:

              nesse ponto, os blackberryes sao bons! O teclado é bem intuitivo e facil.

              • [...] @garotasemfio: Acessibilidade e "teste de mu00e3e" do Nokia E63: http://www.garotasemfio.com.br/blog/2009/12/23/teste-de-mae-do-nokia-e63/ Tags: fresh, [...]

                • Em 2009.12.24 00:08, Caio disse:

                  Eu tenho um cliente que tem hipermetropia, não enxerga de perto e pra ele qto maior os números do teclado e da tela são melhores pra ele, no meu caso, não gosto de aparelhos grossos e pesados, prefiro os que cabem no bolso de uma camisa sem fazer muito volume.

                  • Em 2009.12.24 01:13, Lucas Braga disse:

                    Bia, quer um exemplo clássico? Nokia 5800. O epic fail da Nokia… Digitar uma SMS ali é um inferno próprio, as teclas são pequenas demais e a tela também não ajuda… Outro exemplo clássico são os BlackBerry’s que tem aquele teclado “semi” QWERTY, tais como BlackBerry Pearl. Aquela interface é muuuito ruim, ou fica no numérico ou vai pro QWERTY de vez.

                    OFF: Eu tenho um problema sério com aparelhos touchscreen: é que eu tenho um aparelho com teclado numérico (um pobre 3120 classic), e eu digito muitas vezes pelo tato. Quando estou conversando com alguém, ou assistindo algum filme, é extremamente comum eu digitar SMS sem olhar e localizar pelo 5. Para deficientes visuais, creio que isso seja fundamental, ou seja: sem chance deles possuirem um celular touch…

                    • Em 2009.12.24 13:18, Marcelo Mattos disse:

                      Bia, quando você disse que estamos acostumados a julgar celulares e smartphones apenas pelas longas listas de funcionalidades técnicas, acho que a maioria das vezes só pode ser assim, pois muitas lojas não disponibilizam aparelhos para teste com um chip e bateria carregada.

                      • Em 2009.12.24 19:11, Silvio disse:

                        Uma das coisas que sempre me incomodou no HTC Touch era ter que travar manualmente a tela antes de atender uma ligação telefonica ou corria o risco de no termino da conversa ter varios programas abertos ao mesmo tempo resultando no travamento do aparelho.
                        Após trocar pelo iPhone 3GS vivo no paraiso, teclado, tela e outras funcionalidades que eu nem imaginava facilitaram de uma tal maneira que realmente não penso em trocar para outra marca.
                        Concluindo, apesar de não ter todas as funções desejadas a interface com o usuário pessou e muito na formação do meu conceito.

                        • Em 2009.12.26 16:59, Fabiano disse:

                          Bom, como tenho deficiência visual, o design do aparelho também conta bastante. Fica complicado eu comprar um aparelho pela net, só vendo suas características funcionais. O teclado do E65 possui pouco relevo, e no F e no J não possuem marcas. Uso um E61I, onde a marca é no G, confundindo um pouco, mas dá para se acostumar. Gostei do teclado do E71, o relevo é bom. Sobre os teclados numéricos, percebo em muitos aparelhos teclas “grudadas”, dificultando bastante.

                          • Em 2010.01.05 17:59, Danilo disse:

                            Bia, se não me engano, a ZTE anunciou um modelo voltado para idosos, que tinha teclas maiores que as dos atuais celulares e um botão especial de “S.O.S” que ao ser acionado imediatamente dispara SMS e telefona para cinco outros números pré-selecionados avisando que o portador do aparelho está em uma situação de emergência.
                            Esse aparelho tinha umas funções bem simples, celular basicão mesmo, mas não deixa de ser uma ideia de que algumas empresas estão de olho em nichos mais específicos e acessibilidade… será que rola algo nesse sentido em smartphones e aparelhos de ponta?
                            Bjs

                            • Em 2010.01.05 18:53, Bia Kunze disse:

                              Sim, uma ótima sacada da ZTE. Mas a todos os idosos a quem mostrei a foto do aparelho, acharam espalhafatoso demais… Mas vou ver se consigo um para testar. Obrigada!

                              (Required)
                              (Required, will not be published)
                              Desenvolvido por Agência WX