Nexus One: mais um smartphone Android

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Depois de muito oba-oba e expectativa, hoje foi apresentado oficialmente o googlephone Nexus One. Bem, na verdade ele só conta com uma “assinatura” do Google, já que o OS é o nosso conhecido Android (na novíssima versão 2.1) e quem o fabrica é a HTC.

O mais interessante no Nexus One é o processador de 1GHz. Os novos chips Snapdragon prometem revolucionar a computação móvel, já que o objeto é alto desempenho com menor consumo de energia. Cada vez mais dispositivos deverão surgir com ele. Graças a esse chip é possível ter coisas bacanas, como a galeria de fotos com efeitos de animação e 3D e entrada de voz em todos os campos de texto. Que, todavia, exigirá conexão à internet, pois é um servidor que transformará palavras faladas em escrita. O Google o chama, por isso, de “superphone”.

No mais, tem GPS (com rotas curva-a-curva), bússola, acelerômetro, sensor de luz e de proximidade, slot para cartões microSD, com um de 4GB acompanhando (aceita até 32GB) e um microfone que permite reduzir os níveis de ruído no ambiente. O display é AMOLED de 3,7” com resolução HVGA (480 x 800 pixels).

Não gostei do fato dele vir com trackball – aquela “bolinha” para rolagem de tela. Costuma entrar sujeira e dar problemas, e não sei por que a HTC insiste nela. Aliás, com uma tela capacitiva com precisão no toque e rolagem macia, pra que?

Outra coisa chata: não tem multitouch. (UPDATE: Obrigada ao Seidi e ao Danilo por esclarecerem aqui nos comentários: multitouch é patente da Apple, mas só dentro dos EUA, o que significa que as chances são altas de termos um Nexus One euro-brazuca com essa funcionalidade!)

O site Engadget recebeu alguns dias antes um exemplar, e publicou um review e uma ótima galeria de fotos.

Já estão rolando parceiras com operadoras, mas quem tiver U$ 529 na mão e quiser tiver comprá-lo sem subsídio, poderá fazê-lo via http://www.google.com/phone. Mas, por enquanto, só para quem está nos EUA, Reino Unido, Singapura e Hong-Kong.

Na minha opinião, trata-se de mais um smartphone Android, dessa vez com o “carimbo” do Google. Ótimo, sem dúvida, embora muitos sites e blogs afirmem que não tem nada de mais, que é “outro do mesmo”. O problema é que tudo aquilo que vem da Apple e do Google parece ter a obrigação moral de transformar o mundo… por isso o resultado final nem sempre empolga os nerds.

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