Review: Evernote Premium

Usuária do Evernote há 2 anos, só agora resolvi arriscar e assinar por um mês o serviço Premium. Estou usando-o há uma semana. Eis minhas impressões.

Por que Premium?

Além de melhorar as condições de segurança, é bastante atraente ter sua quota de tráfego ampliada de 40 para 500 MB mensais. Para muitos os 40 MB podem ser suficiente, mas, pessoalmente, já usei até o limite em 3 ocasiões. Sempre tive que esperar o mês virar para zerar a quota, e ficava sem usar o serviço.

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O fato é: quanto mais você usa o Evernote, mais utilidades você vai vendo nele… Todos os meus programas de anotações foram aposentados. Bookmarks do navegador, idem. Informações e documentos em papel, que eu jogava no inbox físico, vão todos para o scanner e para o Evernote. As pilhas imensas de papel e correspondência sumiram da minha casa – um alívio!

Pago ou gratuito, o grande trunfo do Evernote não é ser meramente um lugar para anotar e guardar coisas. Toda a organização por categorias e abas (tabs) tornam o aplicativo imbatível na hora de recuperar informações. Quanto tempo você perde procurando aquele artigo de revista que leu outro dia e gostou? É só buscar por palavras-chave ou até palavras que porventura estejam no texto. Se você gosta de colecionar receitas e, certo dia, decide aproveitar certos ingredientes que tem em casa, como faz para procurá-las? Basta ir na categoria receitas (eu tenho um notebook só para elas) e fazer uma busca. Ou procurar pelas tags dos principais ingredientes.

E mais, as notas são recuperáveis em qualquer lugar. Quando você levar seu filho ao pediatra, você faz uma busca por todas as anotações feitas em consultas anteriores, recuperando até os complicados nomes de remédios que o pimpolho tomou. Ali mesmo, na frente do médico. E aqueles livros que o interessaram, cuja capa você fotografou com o celular? Estão na palma da mão. E, como o Evernote reconhece caracteres dentro de imagens, você não precisa necessariamente se preocupar em anotar tudo. Com livros, eu só fotografo e coloco o nome da loja no título. Nem isso precisaria, pois as versões móveis se integram com GPS e podem salvar junto a localização.

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O tempo vai passando e você começa a fotografar de tudo. Placas com o horário de atendimento do comércio. Tabelas de preços em lojas. Letreiros com os valores cobrados num estacionamento. O piso do shopping onde você deixou seu carro. Recibos. Notas fiscais. Receituários. Bulas de remédio. Convites. Matérias de revistas e jornais. Produtos que eu queira comprar ou esteja pesquisando o preço. Ufa!

Funções extras

Pois é, como foi dito antes, quanto mais você usa o Evernote, mais utilidades você vai vendo nele. E logo 40 MB mensais serão pouco. Hoje também faço anotações de reuniões, rascunhos de textos, registro de idéias. Aprendi, finalmente, que ótima dica de produtividade é centralizar num só lugar todas as suas informações, pois você saberá onde achá-las mais tarde.

O Premium tem outro extra interessante: a possibilidade de anexar qualquer tipo de arquivo às notas. Basta dar um clique para abrir, por exemplo, um arquivo do .doc no próprio editor de textos. Em qualquer computador. Na versão gratuita, basicamente só se pode anexar imagens, áudio e PDFs. Além disso, na Premium, as buscas funcionam até dentro dos PDFs, e o reconhecimento de caracteres dentro de imagens é priorizado.

Entrando no lado da mobilidade, a versão Premium permite que você escolha categorias (notebooks) que queira disponíveis offline em seu smartphone. Sim, pois infelizmente na versão gratuita, para recuperar quaisquer notas num dispositivo móvel, você precisa estar online. A busca é feita na nuvem.

Conclusão: estou adorando a versão Premium, usando o serviço como nunca. É bem tentador fazer uma assinatura anual (U$ 45) mas por enquanto fiquei na mensal (U$ 5). Isso porque acho o fim da picada haver versões para todos os dispositivos móveis, exceto Symbian. Há apenas um beta para N97, mas é pouco. Talvez não renove mês que vem. Quando essa questão for resolvida, voltarei a pensar na conta Premium.

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