Fim dos planos de dados ilimitados?

É exatamente isso que diretores das operadoras móveis brasileiras estão colocando em discussão.

Motivo: “a conta não fecha, o custo de infra-estrutura aérea é muito alto para atender a demanda crescente pelo serviço”.

Há casos de abusos, como o uso de 3G por lan houses — algo que é vetado em contrato. Sempre fui adepta dos planos ilimitados, desde que começaram a ser ofertados em 2005. Porque dependo muito de conexão móvel para trabalhar.

O fim dos planos de dados ilimitados será gradual, uma vez que é necessário esperar o vencimento de contratos atuais. Mas aos novos assinantes, ele não está mais sendo oferecido. Na minha operadora atual, pago R$ 119 pelo plano ilimitado, com 2GB de franquia em 3G. Ultrapassando isso, não há cobrança adicional, mas a velocidade cai. Nunca passei dos 2GB de tráfego, mas chego perto disso. Nunca fiz downloads grandes, nem usei P2P. O uso é estritamente nos meus dispositivos móveis e, eventualmente, em meu notebook.

Contudo, quem só usa modems 3G em notebooks pode gastar bem mais que isso, sem necessariamente fazer uso abusivo. A navegação em dispositivos móveis é bem mais enxuta. Em alguns desktops, o Windows é um devorador de banda, por causa do grande número de processos que rodam em segundo plano, sem o usuário perceber. Ele acha que só gasta com o navegador e os programas de email. Mas, escondidinhos, estão os updates de sistema, anti-vírus, anti-spyware, programas de terceiros que checam atualizações etc.

Resta saber se haverá diminuição de preços também.

O que vocês acham? As operadoras estão certas? A justificativa é válida?

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