Review: Motorola Backflip

Motorola Backflip

Mais um Android chegando para review! A Motorola está mesmo empolgada com a plataforma. O smartphone da vez é o Backflip, apresentado no início do ano na CES.

Nesse review, não vou me aprofundar nas características da plataforma Android que são comuns a todos os smartphones com esse sistema. Se você é novato na plataforma móvel do Google, sugiro que dê uma olhada nos meus reviews anteriores, de outros modelos. Em breve publicarei um tutorial estilo “Android for dummies”, já que o número de emails, twitts e comentários acerca dessa plataforma é expressivo.

Leia os reviews de outros Androids:

Hardware

Esqueça tudo o que você já viu nessa vida em se tratando de smartphones com design estranho. O Backflip desafiou o convencional, resultando num smartphone pra lá de diferente, que, acredito, vai agradar mais o pessoal jovem e “descolado”.

Motorola BackflipO aparelho não fecha para frente, como era de se esperar. Ele fecha por trás – daí o nome Backflip. Quando ele está aberto, parece um smartphone como outro qualquer. Fechado, ele tem a tela de um lado e o teclado de outro (foto ao lado). Estranhei muito no início aquele teclado sempre pra fora, mas ele fica apagado e desligado, não há como digitar nada acidentalmente.

Já que na parte de trás do aparelho fechado fica o teclado, é ali mesmo que está a lente da câmera. Não há mistério na hora de fazer fotos, posicionando o Backflip na horizontal e pressionando o disparador que fica na parte de cima. Mas quando você está com ele aberto, digitando, é bem esquisito ver a câmera ali, no meio das outras teclas…

Motorola Backflip

Mais uma função inovadora: um trackpad atrás da tela, que fica acessível quando ele está aberto. Sim, você leu direito, é um trackpad igual aos dos laptops, onde seu dedo vai escorregando para rolar a tela, tanto na horizontal quanto na vertical. A Motorola o batizou de Backtrack (foto abaixo). É interessante quando você está o segurado com as duas mãos, com ambos os polegares digitando, e quer rolar a tela. Basta esticar o indicador na parte de trás. Ele também seleciona itens, caso você seja um bom malabarista.

Demorei a me acostumar com a manha, até perceber que adquiri agilidade ao responder emails e twittar, situações em que você escreve textos curtos ao mesmo tempo que vai rolando a lista. Isso confirma uma coisa: o Blackflip foi feito, realmente, para dar uma mãozinha aos viciados em redes sociais.

Motorola Backflip Motorola Backflip

Para fechar o rol das esquisitices, um led de stand-by que pisca contrariando todos os padrões: é verde e fica na lateral, circundando a porta USB (foto acima). De todos a quem mostrei, ao vivo ou no Flickr, recebi reações divididas. Tem gente que gostou, tem gente que odiou. Não dá para ser indiferente a ele.

Gostei do tamanho do Backflip. Não é grandão e pesado como o Dext, mas não é pequeno a ponto de atrapalhar a leitura na ótima tela capacitiva de 3.1″ HVGA (480×320). O uso do teclado também não é comprometido.

Software

Como o úlitmo Android que testei foi o Milestone, não tive como não comparar ambos os sistemas. O Milestone é uma Ferrari, o que me causou estranheza ao usar o Backflip, que é bem mais lento. Na verdade, o sistema operacional, 1.5, com Motoblur, o deixa idêntico ao do Dext.

Motoblur é um serviço onde você cadastra todas contas web que usa para se comunicar: seus contas de emails, suas redes sociais, sua conta Google que ficará vinculada aos contatos, calendário, GTalk e outros. Uma mão na roda, basta um único login e senha e o seu aparelho está configurado e pronto para pegar no batente. Descobri ainda que o Motoblur salva também seus widgets, bem como sua posição. Em 2 minutos o Backflip estava idêntico ao Dext: redes sociais ativas, conta Google sincronizada, widgets de previsão do tempo e de notícias do jeito que deixei antes. A atualização do status nas redes sociais é feita a um único toque, e você pode atualizar rede por rede ou todas de uma vez.

Você também pode acessar seu portal Motoblur pelo computador, adicionando ou excluindo dados, importando contatos e até localizando seu telefone, caso ele seja perdido.

Só uma coisa me incomoda: a mania de colocar, nos contatos, TODOS os seus contatos de redes sociais misturados. Se eu quero ligar para alguém, qual o sentido de ter na minha lista toda a turma que sigo no Twitter? Sim, dá para mudar, mas depois de desligar e religar, ele volta ao padrão. Argh!

Uma coisa que me preocupa, não só no Backflip, mas em todos os Androids, é a atualização do sistema. Sabemos bem que a mais recente versão do Android é a 2.1. E que, da 1.5 para frente, muitas melhorias foram incorporadas. Qual a política do Google com relação a esses updates? E dos fabricantes, como a Motorola? As atualizações sairão para todos? Por que alguns modelos podem ser atualizados e outros não? Pior, na hora de escolher e comprar o seu modelo, como saber se ele será atualizado? É uma loteria.

Motorola Backflip

Teclado

Apesar do aparelho mais compacto, o teclado é espaçoso e confortável, ainda que plano. Tem ainda vários botões de atalho, como home, menu e até busca. Você não precisa ir nenhuma vez à tela para ativar alguma coisa, o que agiliza muito os procedimentos. Só não gostei da barra de espaço encolhida, que me fez errar várias vezes. Para complicar, o botão que fica ao lado é justamente o de voltar. Ou seja, eu escrevia um texto grande, apertava o voltar sem querer e perdia tudo.

Câmera

Eu ainda não achei um Android que possa afirmar, com todas as letras, que tenha uma ótima câmera. Mas o Backflip é o primeiro que tem um autofoco legal. Continuam faltando configurações mais avançadas, e o acionamento e disparo continuam lentos. Mas consegui fotografar alguns bilhetes e quadros de sala de aula com qualidade razoável. São 5 MP e um flash do tipo led. Veja aqui algumas fotos feitas com ele.

Bateria e funcionalidades

A bateria não é a oitava maravilha do mundo, de 1380 mAh, mas é a primeira num Android que me deixa o dia todo na ativa. Talvez a tela menor contribua para isso. Conectado desde às 9h, respondendo emails, acompanhando redes sociais e navegando pela operadora, o horário médio em que ele descarrega é 18h. É uma média razoável para um aparelho sempre online e que acessa os dados na “nuvem”.

Exatamente por esse motivo é que não dá para abrir mão de um plano generoso de dados. Como todo Android, o Backflip é um gastador de banda.

O cabo USB que acompanha o produto permite que, ligado a um computador, o Android sincronize e carregue a bateria. Junto vem um adaptador de tomada e um cartão de memória de 8GB.

Vale lembrar que no cartão só é possível guardar multimídia e alguns tipos de documentos. Para instalar os programas que você baixar do Android Market, só na memória principal. São 256 MB de RAM and 512 MB of ROM, num chip Qualcomm de 528 MHz – praticamente metade do Milestone, o que explica a “lerdeza”.

No mais, temos o conjunto completo de funcionalidades dos bons smartphones de hoje: wifi, bluetooth estéreo, conector de fone de ouvido padrão de 3,5mm e GPS.

Por fim, uma função que eu adorei! Você pode deixá-lo dobrado sobre superfícies, como um dock. Ele pode ser seu relógio de cabeceira, ou um mediaplayer de mesa. Muito legal!

Motorola Backflip

Veja a galeria completa de fotos do Backflip no meu Flickr.

Veja o Motorola Backflip no site do Submarino.

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