“Uns 5 anos atrás era muito comum as pessoas falarem ‘Comprei um Palm da HP’. Para resolver esse problema, a HP comprou a Palm!” (@jonnyken, via Twitter)
Enquanto estive em viagem, um assunto deixou os leirores estupefatos, predominando na minha caixa de entrada e nos replies do Twitter: a compra da Palm pela HP, por U$ 1.2 bilhões. Uma pergunta ficou no ar: e agora?
Eu acho que os fãs da Palm não têm com que se preocupar, por enquanto. A HP é uma gigante, com muito dinheiro e estrutura para manter uma linha de smartphones webOS no mercado. Sem dúvida é a única capaz de injetar recursos em todos os setores onde a Palm vinha falhando, como marketing e políticas de incentivo a desenvolvedores. Hoje sabemos que um bom sistema operacional móvel, mas sem uma comunidade de desenvolvedores ativa e interessada por trás, não sobrevive.
As condições para que a Palm volte a ter escala como nos bons tempos são favoráveis. A HP tem uma longa experiência com PDAs, mas com smartphones a tendência não se seguiu. Agora chegou a oportunidade!
Mais do que PDAs e smartphones, cogita-se o desenvolvimento de tablets com webOS. Com a compra da Palm, a HP deixou no ar que isso pode mesmo acontecer. Será que é esse o motivo por trás do suposto cancelamento do slate com Windows 7 que viria por aí?
Eu acredito que sistemas operacionais móveis devem abrigar tablets, e não os sistemas tradicionais de desktops e notebooks. E não é só por causa do iPad não! Passei a acreditar nisso desde que tive em mãos o HTC Advantage, lá pelos idos de 2007.
Se tivermos tablets com webOS para concorrer com o iPad, mais os com Android que tem sido prometidos por aí… será ótimo! O mercado vai se mexer! Já comentei aqui no blog que vejo um imenso potencial no iPad para incluir digitalmente crianças, idosos e pessoas que, no geral, não se adaptam a computadores convencionais. Mas o custo alto e o padrão fechado torna isso um privilégio para poucos. Com Android e webOS entrando em cena, isso pode mudar.
Claro que tudo isso são conjecturas.
E vocês? O que acham que vai acontecer?
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Bom eu acho que assim como aconteceu com a compra da Compaq pela HP, ela retirar de cena o que não convêm, utilizar o melhor da tecnologia da PALM, e lançar algum produto matador com a marca HP.
vejo isso, porque por exemplo os Servidores e Workstations da HP eram sofríveis, lembro que ninguem queria nenhum deles (com quem eu trabalhava) e após a aquisição da Compaq a HP aproveitou toda sua estrutura de servidores e Worstations e lançou com o a marca HP, tanto que hoje é uma das lideres em Servidores.
É Bia, você sempre está a frente do pensamento.
A única coisa que lamento é que isso é a morte definitiva dos sistemas aonde você é o “dono” do que comprou, e não um usuário pagante. Quem tem um Palm (ou outros) velho, pode muito bem ter os resultados desejados mesmo que não esteja conectado, mas vai chegar um dia que para saber a hora vamos ter que ter uma assinatura ou estar conectado a um plano de alguma operadora…
Ninguém quer ficar atrás da Oracle!
Será que vale a pena investir num sistema operacional que já está meio “morto” para o mercado. A melhor coisa é relançar os aparelhos da Palm com o Android! Aí, a HP entra no jogo.
Precisamos mesmo de mais um OS para celulares?
Artigo interessante sobre o assunto: http://tech.fortune.cnn.com/2010/04/29/hp-strategy-chief-shane-robison-on-palm-buy/
Fica claro que o foco foi o sistema operacional.
Olá! Achei o seu blog genial! Sou amarrado por esse tipo de tecnologia! Sou Técnico em Informática, mas só na semana passada, quando pesquisava sobre o Samsung Omnia Pro, foi que conheci o seu blog! Gostaria de saber o seguinte! Eu também posso “me candidatar” para testar aparelhos? Como faço?
Parabéns pelo ótimo trabalho! Está nos favoritos! =D Abraço!
Bom, se continuasse no rumo atual, acho que seria pior ainda. Mas já que a HP comprou, tem tudo para melhorar. Se a HP for esperta, poderá desenvolver fortes concorrentes para os iPhones e Androids. Fortes mesmo.
E realmente espero que isto ocorra, pois até hoje não achei nada mais funcional que o Palm em termos de agenda de contatos, compromissos, tarefas, calendário, horários mundiais, viagens, etc., sem contar com a imensidão de aplicativos.
Se no antigo PalmOS todo mundo podia fazer programas (nas mais diversas linguagens de programação) e compartilhá-los (vide freewarepalm.com), apesar de agora com o WebOs have um “App Store”, ainda assim qualquer um pode fazer seus aplicativos, e de modo ainda mais fácil: a Palm lançou o Ares, sistema de desenvolvimento via web para aplicativos para o WebOS: http://ares.palm.com/Ares/about.html
Não futuquei ainda (ainda falta arrumar um Palm novo) mas é bem interessante.
Mickets
(sim eu ainda uso meu PalmTX, mas gostaria de um Pre)
O que vai acontecer eu não sei, mas acho ótimo ver o WebOS ter uma chance, pois quando vi, um ano atrás, a apresentação do sistema, fiquei super empolgado! Infelizmente nunca chegou ao Brasil e optei por ter um iPhone mesmo. Hoje me acostumei e não penso em trocar, mas aquele sistema WebOS ainda não me sai da cabeça, ele é super bacana! Tomara que agora chegue no Brasil o Palm Pre, sucessores, tablet com webos… a polarização iPhoneOS/Android já cansou…
Na questão filosófica, a compra da Palm pela HP parece ser valida.
Mas, o importante é saber como a HP vai conseguir transformar o WebOS em uma boa alternativa para ser usada em tablets e smartphones, mas se for, a melhor hora para investir é agora,pois o mercado parece bastante empolgado, e os OS não parecem mais copias baratas do Iphone ou versões compactas de desktops.
Entre os OS anúciados e existentes,o que eu mais gostei em foi o windows 7 mobile, espero que sai rápido tanto para smartphones quanto para tablets.
Acho que você deveria trazer aquele antigo entrevistado (da época em que o blog ficou parado) que falou sobre o Palm Pre dizendo que ele seria o iPhone Killer e que Web App era o futuro. Quem acompanha seu blog a muito tempo deve estar ansioso pra ouvir a opinião dele agora.
Olá Bia,
Concordo com o André.
Ouvi ontem o podcast n.80 e gostaria de ouvir hoje, depois de 1 ano decorrido, a opinião do Ricardo Garay sobre o mercado mobile e a evolução do iPhone/iPad, Android e Palm/HP