Doxie: scanner super portátil integrado a Evernote e Google Docs

O leitor George Gaspari encomendou dos EUA o scanner super-portátil Doxie e, após algumas semanas de uso, resolveu compartilhar conosco suas impressões.

Ele conta o seguinte:

“Recebi o aviso dos correios e fui lá buscar. Custou 149 dólares, frete gratuito, com 60% de imposto e convertendo pelo câmbio atual, daria uns R$ 250, mais os 150 de imposto, custo total R$ 400,00 aproximadamente. Não é tão ruim, mas melhoraria sem o tal imposto de importação dos correios. Paciência.

Chegou uma caixa padrão do correio americano, sem plástico bolha ou qualquer outra coisa. A caixa do Doxie estava bem justa dentro desta, de modo que não precisou de nenhum material, como aqueles fragmentos de isopor.

A caixinha do Doxie mais parece uma caixa de tênis infantil. Branca com o logotipo rosa  e coraçõezinhos. Dentro, bem embalado, o tal scanner, um cabo USB, manual, folhas para calibragem, limpeza e “mangas” (envelopes) para foto, além do estojo em couro sintético. Não veio com nenhum CD ou pendrive: o software tem que ser baixado pela internet no site do fabricante – que, convenhamos, é o que a gente acaba fazendo mesmo quando eles enviam um CD de instalação (que não raro vem com software antigo). Suporta  Mac OS X ou Windows, só escolher e instalar.

A partir daí é só conectar o cabo USB (bem longo, por sinal) e rodar o programa. No Mac OS X, apenas conectar o Doxie e apertar o único botão não chama o programa digitalizador automaticamente. A interface é bem simples e funcional:

Por padrão, no modo “Documents” ele escaneia em 200 dpi Grayscale (tons de cinza), e em fotos, no padrão, 300 dpi Color. Ele vai até 600dpi (sem interpolações desonestas 19200 dpi e etcetera), e no Mode, além de Grayscale e Color, tem B&W, Preto-e-branco simples, sem semitons. Tanto faz apertar o botão de Scan no Doxie ou no programa, aparentemente ambos tem a mesma função. Na primeira vez em que você instala o programa, ele pede para ser calibrado. Isto acontece colocando a folha especial que o acompanha (na verdade vem 2 folhas de calibração) de acordo com o sugerido. Caso você consiga perder as duas folhas, uma folha A4 ou Carta em branco também serve. Dá pra notar que o motor do scanner é bastante silencioso, e funciona em duas direções, tanto de “ida” (puxando o papel) quanto de “volta”, tanto é que a folha de calibração é devolvida, ela não atravessa o scanner como um documento/foto normal. Apenas um detalhe que achei interessante. A calibração, o manual fala, não é do scanner em si e sim do software. Ela só precisa ser feita uma vez a cada instalação nova, ou se você trocar o seu Doxie por um mais novo (em caso de quebra, por exemplo).

O programa é bem esperto, ele reconheceu de cara o Evernote e o Picasa, além do iPhoto e o próprio Preview da Apple. Apesar de que eu tenho o Office:mac 2008 nesta máquina e ele não foi suportado de cara. No caso de Apps “na nuvem”, há suporte para o CloudApp, Flickr, Google Docs, Picnik, Scribt, Tumblr e Twitter, além do Doxie Cloud.

O Doxie Cloud (não confundir com CloudApp, são serviços distintos) é um serviço que de armazenamento temporário de documentos para usuários do Doxie. Basta se cadastrar com o seu e-mail, criar uma senha de mais de seis dígitos e usá-lo. Dá pra armazenar arquivos por até 3 meses, sem opção óbvia para armazenamento permanente, e o padrão é de duas semanas.

Usar o scanner é bem simples: tem que estar com o programa carregado, no Mac OSX, pelo menos, colocar o original a ser carregado com a face a ser lida para baixo e apertar o coração, não, o botão de coração. O aparelho é bem silencioso, e, em instantes, o documento será lido.

Se você tem um iPhone ou iPad, é possível enviar o documento para lá via iBooks, ou simplesmente salvar localmente como PDF, JPEG ou PNG.

A integração com o Evernote, que foi justamente o que motivou a minha compra, de tão simples parece estúpida. Só escolher PDF e Evernote nas caixinhas abaixo da imagem e clicar em Send & Close. Pronto. Com Twitter é um pouco mais complicado, uma vez que este não é um serviço de hosting de imagens. No caso, ele usa a conta Doxie Cloud para armazenar o documento e te manda pra sua página do Twitter com o link já preenchido, faltando apenas você completar qualquer coisa até 140 caracteres e dar o OK.

Qualidade de digitalização: não tem muito o que falar. É um scanner, simples. Não espere grandes correções de cores. São 600 dpi reais, em cores. Não precisa de muito mais do que isto, não para os propósitos de ser um scanner portátil. Há a opção de fotos, e junto com ele vem duas “mangas” que nada mais são do que duas folhas de acrílico, uma transparente e outra fosca, presas apenas por uma lateral. O propósito é que a foto não escorregue na bandeja de entrada. Também facilita no caso de digitalizar aquela 3×4 mofada que anda na sua carteira.

A capa de couro é prática e simples. Dá pra jogar o Doxie na maleta do notebook e esquecer dele. Única queixa: o tal case não tem espaço para o cabo USB, apenas para o Doxie. Nada demais, mas para um produto tão bem pensado e tão bem resolvido, seria interessante uma forma de se guardar o cabo dentro do case.”

Pontos positivos:

  • Portátil. Leve, sem cabo de força, alimentação pela USB
  • Configuração e uso bastante simples
  • Qualidade honesta de digitalização
  • Silêncio
  • Suporte a Mac e Windows
  • Integração ridiculamente fácil com Evernote e Google Docs

Pontos negativos:

  • Preço. Poderia custar menos de 100 dólares!
  • Coraçõezinhos. Sério. É até bonitinho, mas pra levar pro escritório e ouvir piadinha…

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8 Comentários

  • Em 2011.07.18 18:31, Victor Igor Carvalho de Oliveira disse:

    hahah os Coraçãozinhos é para dar harmonia no trabalho! rsrs Literalmente Multfucional!

    • Em 2011.07.18 20:16, Cristiano disse:

      Bem interessante o scanner, sobretudo a interação com os softwares de terceiros! Muito bom.

      Mas a personalização… Tsc, tsc…

      • Em 2011.07.18 23:39, Enoch disse:

        Legal, Bia! Também tenho um, já faz um tempinho.

        Apesar de não ser barato importar, ainda sai bem mais em conta se comparado ao preço do ScanSnap.

        Tem outro ponto negativo que é a posição de encaixe do cabo usb.

        Explico isso e deixo duas dicas (solução pra guardar o cabo e sobre o uso com o Evernote) para o George lá no Além Das Curvas.

        • Em 2011.07.19 09:16, Emanuel Campos disse:

          excelente resenha e muito bem observado o ponto negativo, eu mesmo só os ví quando você os mencionou, mas ser distraído e daltônico deve ter compactuado com isso. Parabéns George Gasparí e a Bia pelo espaço muito bem cedido e aproveitado.

          • Em 2011.07.20 19:17, glaucio disse:

            Precisava de um desses que tenha ADF e digitalize dos 2 lados do documento… parece que esse doxie não faz isso.

            • Em 2011.07.24 10:46, Hades666 disse:

              Achei show de bola. Prático demais, parabéns pela compra e vou me informar mais sobre o produto.
              Parece que ele foi feito para meninas adolescentes….kkkkkkkk

              • Em 2011.08.11 23:52, Richardson disse:

                Por volta do ano de 1995 eu comprei um scanner de mão da Genius, bem, ao que parece não mudou muito.
                Vejo que só mesmo a modernização da tecnologia de integração, ao invés de conexão serial, USB (certo, o nome é serial também :), só que é muito mais rápida ;)), ao invés de um software proprietário, o máximo possível de comunicação com serviços diversos, ressalva: a captura continua centralizada pelo driver, mas integrada a diversos serviços e não apenas uma exportação para tif ou outro padrão de imagem, outra “melhoria” (ou não) empunhadura mais apropriada.

                • Em 2011.09.11 20:34, Zé Geist disse:

                  Muito bacana, com certeza vai para minha lista de natal.

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