A nova era dos Androids de baixo custo

Como geek que sou, adoro o melhor da tecnologia, com os últimos lançamentos inovadores em smartphones e tablets. Ao mesmo tempo, gosto de acompanhar o segmento dos aparelhos de entrada, de baixo custo — para aqueles que ainda estão tateando no universo da mobilidade. Sei que muitos de vocês, tecnotarados, torcem o nariz dizendo que não há inovação nessa categoria, ainda mais no Brasil, onde o negócio é pegar tecnologia ultrapassada e colocá-la em aparelhos ruins.

Bem, depende do ponto de vista: o desafio, aqui, é “inovar” oferecendo ferramentas modernas a um público que não quer pagar mais que R$ 500 num smartphone. Não pensem que é fácil. Quem me acompanha nas redes sociais sabe que nos últimos meses venho ouvindo muitos trabalhadores, alunos de escolas públicas, enfim, a tal da “nova classe C”, para que, como consultora, eu possa ajudar empresas de tecnologia a entender melhor o que esse pessoal quer.

Por “esse pessoal”, entendam que é mais da metade da população brasileira, que nem ganha muito, mas tem crédito à vontade e por isso mesmo está comprando adoidada. E que, mais que qualquer outra categoria social brasileira, entende que é nas redes sociais que elas se sentem em pé de igualdade com outras pessoas, mostrando seus anseios, preferências, relacionamentos, o que consomem e os lugares que frequentam. Ter um dispositivo móvel (geralmente pré-pago) conectado a essas redes faz parte de uma nova cultura.

Vários smartphones Android de entrada estão disponíveis no mercado há um bom tempo, mas a primeira geração era tão ruim, que nem me animei a resenhá-los, embora tenha mexido em vários. Eles venderam muito, mas mesmo seu público-alvo sofreu diversas frustrações, a ponto de estar agora em busca de coisas melhores. Aprendeu meio que na paulada. Obviamente, o iPhone é o objeto de desejo de boa parte, especialmente as mais jovens. Muitos, seduzidos pela maçã, arriscaram um crediário a perder de vista e se arrependeram: dá status, mas para usar os melhores aplicativos (incluindo o onipresente WhatsApp) é preciso pagar. E com cartão de crédito!

Nossa realidade é outra. Então, voltamos aos Androids.

Para que o Android continue conquistando esse público, os aparelhos precisam precisam melhorar. Devem ser baratos, mas com design estiloso, tela boa, uma câmera razoável. Suporte a dois chips também é importante. A nova geração de Androids de entrada finalmente preenche esses requisitos. Mas, outra vez, não pensem que é fácil.

A estratégia da Alcatel

Ontem estive na coletiva da Alcatel acompanhando os lançamentos da linha One Touch. Braço da marca da chinesa TCL Corporation, alguns de seus celulares já estão no Brasil há um tempinho, mas vinham direto da Ásia — tive contato com alguns, meros “dumbphones”, nada de especial. Para melhorar seu portfolio, adequando-o ao gosto (e bolso!) do público brasileiro emergente, foram necessárias novas estratégias.

A mais importante: produção no Brasil e adequação à Lei do Bem. De cara, serão 3 modelos de smartphones e um tablet em uma fábrica terceirizada em Manaus. Segundo a IDC, as vendas de smartphones no Brasil já viraram sobre os celulares comuns. Hoje, a Alcatel tem 7% do mercado nacional de celulares. A meta: 5% do mercado de smartphones em um ano.

Agora comprada pela Lenovo, a CCE passou pela mesma situação. Recentemente, ela “reinventou” seus aparelhos, dexando-os mais bonitos e poderosos.

Os 3 aparelhos One Touch da Alcatel suportam 2 chips, tem processador Mediatech de 1 GHz e estão mais leves e bonitos. O topo de linha é o Idol, R$ 999, com tela de 4.7 polegadas, Android versão 4.1 e câmera de 8 MP; o intermediário, R$ 569, chamado M’Pop, também tem Android 4.1, mas a tela é um pouco menor, de 4 polegadas, câmera de 5 MP e aposta em várias opções de cores; e o de entrada é o Pixo, com a menor tela (3,5 polegadas), câmera de 2 MP, rodando Android 2.3, por R$ 399.

Vejam o trio nesse vídeo que fiz na coletiva:

Sei que o público de um Android de R$ 399 não liga para hardware, mas se a Alcatel destacou o processador de 1GHz, achei uma grande mancada deixar só 512 MB de RAM — motivo pelo qual os executivos alegam ter usado o ultrapassadíssimo Android 2.3. Sim, o público desse aparelho tampouco liga pra sistema operacional, mas vale lembrar que os jogos mais badalados do momento, ou o Instagram, não rodam a contento nessa versão. Pode haver frustração… Será que aumentaria tanto assim o custo de produção um aparelho com o dobro de memória, que está tão baratinha…?

Contudo, o Idol relamente impressiona. O acabamento, com traseira em aço escovado, e a tela grande e de boa qualidade o tornam um forte competidor às marcas mais tradicionais. Gostei! Resta saber se o desempenho agrada, e eu o testarei para averiguar melhor.

O tablet Evo, de 7″, chama a atenção pelo módulo 3G. Como preço e distribuição ficaram como decisões soberanas da TIM, que o venderá com exclusividade, minha opinião ainda é incógnita. Preciso saber com quem ele vai competir de fato.

Por fim, chamou minha atenção um comentário do executivo Marcus Daniel na coletiva: alfinetando, talvez, a HTC, ele disse que muitas companhias vem ao Brasil mas, apesar de ter bons produtos, acabam indo embora porque não tinham um bom pós-vendas. Concordo plenamente, e acrescento que mesmo as consolidadas Samsung, Nokia e Motorola pisam na bola com isso. A Alcatel afirma que vai caprichar no pós-vendas para não frustrar seus consumidores. Espero que CCE e Positivo também, senão abocanhar mercado dos gigantes ficará cada vez mais difícil… a classe média vai xingar muito no Twitter!

* * *

P.S.: Nos últimos meses, testei inúmeros Androids de baixo custo. Nos próximos posts escreverei minhas avaliações. Fiquem de olho. Também estou testando vários topos de linha e suas resenhas sairão em breve!

Novidades: Evernote com alarmes e novo Pocket Informant com Evernote

Hoje está saindo uma ferramenta — muito aguardada — do Evernote: lembretes! Ou seja, configurar alertas em anotações.

Os lembretes podem ser dentro do aplicativo (push) ou por email, vai do gosto do freguês, e transformam definitivamente o Evernote num aplicativo não só de notas, mas também de tarefas. Eu já usava os checkboxes basicamente para montar listas, mas às vezes faziam falta os alarmes. A nova ferramenta leva isso a um novo patamar, tanto que estou reorganizando meu método de controle de tarefas e projetos.

Hoje, ao longo do dia, saem as atualizações do Evernote para web, Mac OS e iOS. Em breve, as demais plataformas serão atualizadas.

Notem que fiz as telas deste post numa versão Android, que ainda é beta. Por enquanto, é só para vocês entenderem como a novidade funciona nos dispositivos móveis.

As notas agora possuem o ícone de um reloginho, bem abaixo, que é onde os lembretes poderão ser configurados. Nas versões desktop, elas aparecerão em cima. Uma vez que chega o horário do lembrete, soará um alarme, aparecendo na “cortininha” das notificações.

No Android, minha versão favorita do Evernote (por causa dos widgets e atalhos), teremos um widget novo para listar só as notas com alarmes.

Os alarmes também podem ser compartilhados, caso você compartilhe blocos de notas com outras pessoas. Bem útil para trabalhos em equipe.

Ainda estou analisando como organizar tudo isso dentro do meu próprio método, e me adaptando, já que só há pouco tempo deixei as tarefas do Exchange em prol do ToodleDo. No próximo post explicarei melhor.

Mais novidades: Evernote dentro do Pocket Informant

Essa semana o aplicativo Pocket Informant Pro para iOS recebeu uma atualização grande e chegou à versão 3. Tenho que confessar que amava, em especial, a versão para iPad, com cara de caderno:

PI-antigo

Na nova versão 3, essa interface foi embora, em prol de algo que empresa chama de “clean design”. Não gostei:

PI-novo

Também fiquei bem triste em ver que o sistema GTD sumiu das opções de gerenciamento de tarefas. Seriam problemas de direitos autorais com David Allen? Bem, apesar disso, após a atualização, minha hierarquia se manteve intacta, com pastas para projetos, contextos, próximas ações, caixa de entrada etc.

No próximo post falarei só sobre meu novo sistema de geranciamento pessoal, com calendário, contatos, tarefas e notas.

A praga das notificações

Ontem postei aqui minha escolha de um substituto para o Google Reader e acabei dando dicas de administração de tempo para a overdose de informações que chega até nós via internet. Falei que desenvolveria um pouco o assunto “notificações”.

Pois bem, notificações são nova praga dos dispositivos móveis. Elas estão minando nossa concentração. Durante uma atividade qualquer, seu celular ali do ladinho mais cedo ou mais tarde chamará sua atenção.

Desenvolvi o assunto na minha coluna desta semana no Tecnoblog. Confiram aqui.

Meu substituto ao Google Reader (mais: como gerencio meus feeds)

Em março o Google anunciou que seu agregador de feeds, o Reader, seria descontinuado – cometei aqui. Imediatamente saí à caça de um substituto. Demorei para achar! Apesar do aviso que o Reader só sairia do ar dia 1º de julho, geeks do mundo saíram em busca de opções, o que fez com que os serviços mais populares enfrentassem uma sobrecarga nos servidores. Decidi acompanhar o movimento migratório com calma, esperando o desespero dos mais fanáticos passar.

Meu leque de testes foi bem amplo. Reativei contas no Bloglines e no Netvibes, que se transformou completamente e virou uma boa opção para empresas. Experimentei novidades como Feedly, NewsBlur (bastante rico, gostei), Pulse e Flipboard, recomendados por muitos leitores (obrigada!).

Sei que muitos de vocês amam o Flipboard e o Pulse, que mostram mosaicos simulando revista/jornal tradicionais. Eu DETESTO! Pra mim, isso é trazer para o digital o pior defeito dos veículos impressos: a formatação disputando nossa atenção em detrimento do conteúdo. Você lê aquilo que terceiros (ou robôs) fazem chamar sua atenção.

Prefiro meus feeds todos no mesmo padrão — até os thumbs e feeds completos são dispensáveis. Quero que apenas meus interesses no momento sejam a peneira. Portanto, criadores de conteúdo: continuem caprichando no título e no primeiro parágrafo de seus artigos.

Minha escolha foi o Feedly, que não é perfeito, mas é o mais leve, multiplataforma e integrado com soluções de terceiros. E que já funcionava com o GReader, portanto, a migração foi indolor.

feedly

Como gerencio feeds

Sei que minha maneira de gerenciar feeds é bem diferente dos geeks em geral. Minha visão sobre consumo de informação foge um pouco do ortodoxo. Então, compartilharei com vocês.

Gosto de ter o máximo de informação possível sobre os temas que aprecio no dia-a-dia, separados em pastas por categoria. Além de notícias ligadas ao meu trabalho (tecnologia móvel, saúde e odonto), acompanho canais bem específicos de música (rock clássico, folk, metal), esportes (ciclismo, corrida, remo, e as novidades do SPFC, meu clube do coração), blogs de escritores, jornalistas, baristas, amigos, etc. Hoje assino 146 sites.

Não acesso todas as pastas diariamente. As mais importantes, como as de trabalho, acesso mais vezes na semana. Os de lazer, uma ou duas vezes.

Sim, vocês dirão que é um erro focar só em coisas bem especializadas, mas o problema de portais de notícias genéricos, ou com overdose de atualizações diárias, é que não consigo acompanhar. Então, nem adianta assinar. E como não gosto também de TV (nem tenho em casa), para me informar sobre o que acontece no mundo uso o rádio, meu veículo favorito desde sempre. Complemento com podcasts. Ouço diariamente, durante deslocamentos, atividades domésticas ou malhando.

Minha vida é bem atribulada, mas faço questão de encaixar na rotina tudo o que amo e/ou devo fazer. Por exemplo, atividades físicas. Nos momentos mais sobrecarregados, é a primeira coisa que a gente tende a deixar de lado, não? Hoje não sacrifico mais minha saúde por causa de trabalho. Portanto, exercer bem sua profissão e cuidar do corpo não são atividades excludentes, ao contrário, qualidade do trabalho está diretamente ligada ao nosso bem estar físico.

O mesmo vale para o exercício da mente: a leitura. Indispensável para todos, e mais ainda para quem escreve ou exerce atividades intelectuais em geral. Há alguns anos estipulei a mim mesma que leria 3h por dia, de domingo a domingo. E feeds não entram na conta. Meu agregador de notícias deve ser um lugar onde eu passe o mínimo de tempo possível, “garimpando” artigos mais profundos, ou que me interessem, para ler mais tarde. Eu os guardo no Pocket, onde aí sim, entram na minha janela de 3h — leio no tablet com calma durante uma caneca de chá ou café, durante uma pausa no trabalho. A hora e meia restante é para a leitura de livros — minha meta é 36 por ano. Parece muito para alguns, mas tenho o hábito de ler bastante, desde criança, e quase nunca estou lendo só uma obra de cada vez — no ano que adoeci, li 60!

(Adendo: escrevi aqui no blog sobre como escrever mais e melhor. Leiam.)

Feeds podem ser uma armadilha… assim, não passo dos 15 minutos diários — se o tempo estourar, fecho e deixo pro dia seguinte. Com redes sociais, idem. Eta Facebook do capeta! Já tentei de todo jeito administrar racionalmente esse treco, que nem sou muito fã, mas mesmo assim ele nos suga. Mesmo eu, metódica, caio no canto da sereia. Curioso que com o Twitter isso não acontece, acho que por ser uma rede mais enxuta e linear. Foco em postar conteúdo e responder meus seguidores. Com o Facebook não. A solução foi reservar uns minutinhos diariamente, ou dia sim dia não, para administrar minha página. No perfil pessoal, decretei falência: agora só uso bem de vez em quanto, para conversar com parentes e amigos que moram longe, ou alguns contatos profissionais.

Tem gente que hoje usa apenas o Facebook para tudo: para se relacionar e se informar. Bem, segundo o próprio Google, o motivo do GReader ter ido para o limbo foi justamente pelo fato das pessoas estarem preferindo redes sociais para se informar. Dispersão, e não nicho, significa mais cliques, mais dinheiro. Do ponto de vista do usuário, acho isso um erro colossal e peço encarecidamente a todos os meus leitores: não caiam nessa. Leiam o que vocês querem ler, não os outros.

Faça seu tempo na internet render

O dia de todos nós tem apenas 24h. Mas para uns parece que rende mais que para outros, não? É mais fácil do que parece: basta racionalizar o tempo…

  • Nunca leio na hora links que chegam para mim durante o trabalho, seja por emails ou redes sociais. Só abro, vejo o que é e se achar interessante, salvo para mais tarde.
  • Meu laptop diz a o horário em voz alta nas horas cheias. Se estou me dispersando, tomo de volta o prumo.
  • Uso apps de timers, e botar em contagem regressiva o tempo que você quer passar na internet.
  • Durante trabalhos de criação e estudo, corto a internet. Não, não é só fechar o navegador. É desligar a conexão mesmo! Notificações são uma praga — farei um post aprofundado só sobre isso.

Essas dicas podem à primeira vista soar como uma prisão. Questão de ponto de vista. Pra mim é liberdade. Sobra mais tempo para as coisas que gosto de fazer fora do mundinho online e curtir as pessoas que amo.

Tira-teima: respondendo a dúvidas sobre redes 4G

Finalmente estamos com as 4 principais operadoras do país oficialmente anunciando o 4G para seus clientes.

Já há um bom tempo venho recebendo dúvidas dos meus leitores a respeito da novidade. Agora, podemos condensá-las todas nesse post e esclarecê-las. Vamos lá!

Operadoras e planos

A Claro foi a pioneira na oferta do serviço. Cobri o lançamento em Curitiba postando um vídeo no YouTube (abaixo), e desde então, estou acompanhando o calendário da operadora por todo o país: além da capital paranaense e das cidades-sede da Copa das Confederações (Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Salvador, Recife e Belo Horizonte), foram incluídas São Paulo e Porto Alegre. Búzios, Campos do Jordão e Paraty também já oferecem 4G, pois foram as cidades-pioneiras na fase de experimentação.

Em smartphones com plano pós, há opção por planos de 2 GB ou 5 GB de franquia, com de R$ 79,00 e R$ 99,00 respectivamente. A velocidade é de “até” (ai, ai) 5 Mbps, caindo para 128 Kbps após o término da franquia. Nos minimodems para laptops, as franquias são de 5 GB e 10 GB nos valores de R$ 119,90 e R$ 149,93 (preço promocional) respectivamente. A velocidade é também de 5 Mbps e cai ao final da franquia para 128 Kbps. Vale lembrar que o minimodem não é o mesmo dos atuais para planos 3G, será preciso trocá-lo. Quem fizer o plano de 5 GB pagará R$ 199 no modem, enquanto para o de 10 GB, o valor promocional é de R$ 99.

A Vivo lançou na terça o seu Vivo 4G Plus, com planos para smartphones, modems e tablets, e também para o Vivo Box, que se propõe a conectar residências à internet. Além das seis cidades-sedes dos jogos, o serviço passou a valer também em São Paulo, com promessa de estendê-lo para o ABC até o fim de maio.

TIM e Oi estão compartilhando toda a sua infraestrutura para ofertar o 4G, que se iniciará em 15 de junho. Portanto, a cobertura será idêntica — por enquanto, só nas 6 cidades-sedes dos jogos da Copa das Confederações. Até o fim do ano, a TIM deve chegar a Manaus, Cuiabá, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Natal.

As mensalidades da TIM são de R$ 89,90 (para modem com franquia de 3 GB) e R$ 129,90 (para modem com 10 GB). Serão anunciados em breve planos para smartphones.

Na Oi a franquia de 5 GB, sairá promocionalmente a R$ 98 por mês, com desconto de R$ 300 na compra do aparelho. Para notebooks e tablets, a oferta será de franquia de 10 GB, a R$ 188 mensais, com descontos para clientes atuais. Quem adquirir o plano de 10 GB paga R$ 99 no modem, ou desconto de R$ 600 na compra de um tablet. A mensalidade é de R$ 249,90.

Um minimodem 4G desbloqueado, sem nenhum plano vinculado, custa R$ 699 na Oi. Poderá ser usado, portanto, em qualquer operadora. As demais não mencionam em seus releases a venda modems avulsos.

Tira-teima

Pergunta: Se a qualidade do 3G é tão ruim, quem garante que com o 4G não será igual?
Resposta: As redes 3G estão próximas da saturação. Parte por culpa das operadoras, parte por culpa dos governantes e até das leis. Estamos aguardado uma homogenização da lei das antenas, que deverá ser federal. No momento, cada município brasileiro tem uma norma diferente para a instalação dessas antenas, atrapalhando o ampliação dos serviços. A implantação do 4G visa, por tabela, melhorar o 3G.

Pergunta: Agora com o 4G, as operadoras deixarão de investir no 3G?
Resposta: De jeito nenhum. Um dos objetivos do 4G é promover a migração dos heavy-users de 3G para o novo serviço. As redes são, tecnicamente falando, separadas. Imagine cada rede como 3 córregos diferentes: um com a água correndo mais rapidamente, outro fluindo razoavelmente e outro mais lento. São, respectivamente, as redes 4G, 3G e 2G. Quanto mais pessoas usando a água de cada um desses córregos, mais lentos eles tendem a ficar. O córrego do 3G é o mais saturado hoje, e quanto mais pessoas migrarem hoje para o 4G, melhor tenderá a ficar o 3G. E vale lembrar que as redes 2G (EDGE) continuam a todo vapor, inclusive com muitos smartphones de entrada que suportam esta rede. As 3 continuarão co-existindo.

Pergunta: Como está qualidade das conexões 4G?
Resposta: Como toda rede recém-lançada comercialmente, está com picos de velocidade muito bons. Aqui em Curitiba, chega fácil aos 20 Mbps de download. Em muitos lugares, até 30 Mbps. Nos uploads, vai a 10 Mbps. Mas tem pouca gente usando, então, não há gargalos. A Claro estima que já sejam 20 mil os clientes com 4G — foi essa a quantidade de aparelhos com a tecnologia vendidos até agora, entre smartphones, tablets e modems no país. Porém, vale lembrar que há algumas restrições na frequência de 2,5 GHz, que é adequada para lugares com grande concentração de pessoas: enquanto em lugares abertos o desempenho é excelente, dentro de casa a força do sinal cai bastante.

Pergunta: Os preços do 4G não estão muito caros?
Resposta: Estão, como acontece com toda novidade tecnológica no Brasil. Os smartphones topo de linha com 4G também estão muito caros. A tendência é que o preço caia com o tempo.

Pergunta: Não há planos 4G para pré-pagos?
Resposta: Por enquanto não.

Pergunta: Minha cidade tem 4G oferecido pela minha operadora. Ele funciona em toda a cidade?
Resposta: Nem sempre. É preciso ficar atento e acompanhar o avanço do serviço, que ocorrerá aos poucos. No início, é restrito a áreas mais centrais ou bairros nobres. Informem-se antes de assinar qualquer plano.

Mapa das coberturas

Gostei muito da página em que a Claro colocou, em formato de mapa, sua cobertura em voz e dados, mostrando onde o sinal é excelente, bom ou ruim, e onde não cobre. Vale a pena conferir. Seguem os links para voz e internet.

mapa-claro

Gostaria muito que Vivo, TIM e Oi fizessem o mesmo, e deixassem mais transparentes para o público sua área de cobertura. Vale lembrar que TIM e Oi estão compartilhando toda a sua infraestrutura para ofertar o 4G, portanto, a cobertura será igual, ainda que os planos sejam diferentes.

FIQUEM ESPERTOS! Além da falta de transparência na cobertura, é preciso ficar de olho nas frequências dos aparelhos vendidos. Há modelos que o fabricante diz ter 4G, mas que só para faixa de 700 MHz, não explorada no Brasil. São muitos detalhezinhos que deixam o consumidor confuso, a ponto da Associação Proteste alegar “propaganda enganosa” no lançamento do 4G no país.

Mais dúvidas? Utilizem a seção de comentários abaixo!

Encontro de usuários Evernote em SP: participem!

evernote-fujitsu

No próximo dia 09/05, em parceria com a Fujitsu do Brasil, teremos o primeiro Meetup Evernote em São Paulo. Quero convidar vocês para conhecer outros usuários, além aprender dicas para tornar sua vida mais organizada e produtiva, comigo e Valdimir Campos, embaixadores Evernote no Brasil.

Todos os participantes ganharão 1 mês de Evernote Premium, brindes e concorrerão a vários outros prêmios. Será dia 09 a partir das 18h, na sede da Fujitsu do Brasil (São Paulo – SP). Optou-se por fazer uma inscrição mediante uma taxa simbólica (R$ 10,00), uma vez que as vagas são limitadas e é muito comum em eventos gratuitos em São Paulo as pessoas não comparecerem, deixando vagos lugares de quem gostaria realmente de ter ido.

Estou preparando uma palestra bacana sobre dicas básicas e outras mais avançadas de produtividade pessoal, que uso para me organizar no meu dia-a-dia maluco. Espero que gostem…

Todos os detalhes e inscrições para o evento estão neste link. Vejo vocês lá!

Uma professora móvel (mais: o que vem por aí…)

Este 2013 é o segundo ano em que dou aula na pós em Produção e Avaliação de Conteúdo para Mídias Digitais na Universidade Positivo. A disciplina que leciono é a de Novos Suportes e Recursos Digitais, e meu módulo iniciou-se no último fim de semana.

Nas últimas semanas, tive um resfriado forte que virou laringite e infecção respiratória, obrigando a mais uma parada no hospital (malditos imunossupressores…) e 10 dias de Clavulin. Por isso parei o podcast: não tinha condições de falar! Estava preocupada em não poder dar minhas aulas a contento, mas não só dei conta do recado como me recuperei plenamente em sala de aula. Nada como fazer as coisas que a gente mais ama, não? No meu caso, escrever, palestrar e dar aulas. Saí inteiraça de lá. Quero investir nessa carreira, definitivamente!

As ferramentas que uso para desempenhar minha atividade de professora são o Evernote (para documentos do curso, textos, aulas e trabalhos de alunos), o MindMeister (para planejar atividades em aula), o Dropbox (para compartilhar arquivos) e a Livescribe (a caneta que virou meu braço direito). Falarei mais delas em breve.

mindmeister

A odontologia continua em banho-maria. Já atendi vários pacientes esse ano, mas vou devagar. Não mais que um por semana. Meu sistema imunológico continua alucinado e acho melhor não bobear. Esta última infecção foi um sinal de alerta, vou esperar fazer todas as vacinas pedidas pela infectologista. Demora, pois muitas exigem um intervalo de 1 ou 2 meses.

Nesse meio tempo estou aproveitando para praticar exercícios, fundamentais na minha recuperação — tanto de corpo como mente — e a consultoria em mobilidade. Faço atividades desde que terminei a fisioterapia e mantenho a regularidade. Este é outro problema sério que eu tinha antes de adoecer: não era exatamente sedentária, mas não mantinha a prática regular. A vida profissional corrida acaba atropelando nossos cuidados com nós mesmos, e este é um erro que não repetirei. Hoje, mesmo me recuperando da infecção respiratória, tento ao menos caminhar 2 ou 3x/semana pra não perder o ritmo, mas estou ansiosa para voltar aos “treinos vikings”, com corrida, ciclismo e remo — uma atividade recente que me deixou completamente viciada. No meu Instagram eu mostro um pouco mais desse outro lado da Garota Sem Fio 😉

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365 escritórios móveis

Além do Instagram, hoje minha rede social favorita junto com o Twitter, dei uma repaginada no meu Tumblr e o transformei num novo projeto: 365 escritórios móveis. Já faz algum tempinho que comecei a postar. Vocês verão que há muitas, MUITAS maneiras de ser um profissional móvel. Mostrarei 365 delas! Confiram o link aqui.

O que vem por aí

Atendendo a numerosos pedidos, estou testando uma série de smartphones Android com 2 chips. A availiação desses smarts é um pouco diferente dos Androids comuns, e se vocês tiverem dúvidas ou quiserem sugerir modelos para eu resenhar, façam-no nos comentários logo abaixo. Já testei os Motorolas D1 e D3, Xperia E dual (posts saem essa semana) e agora estou com o Samsung Gran Duos em mãos.

Também estou preparando uma série de posts que vocês gostam bastante, que é sobre como organizo minha rotina. Acho que já faz bastante tempo que abordei esse assunto aqui no blog. Quase 90% das minhas consultorias são para ajudar pessoas a organizarem suas vidas, se livrar do papel e usar com sabedoria smartphones, tablets e afins para otimizar o trabalho. Vou fazer esses posts com vídeos também. O foco será dicas avançadas para Evernote, mapas mentais, apps de agenda e tarefas e dicas práticas para conciliar o analógico com o digital.

Também estou trabalhando em eBooks e preparando cursos online para quem não pode ir aos presenciais. Pra vocês terem uma idéia, desde 2009 tenho uma seção chamada “eBooks” no blog… finalmente tomei vergonha na cara e desengavetei este projeto. Bem, as coisas devem acontecer na hora certa, e as ferramentas de autopublicação hoje estão fantásticas. Acho que o momento é esse mesmo! Aguardem! :)

Conteúdo nacional obrigatório é bom ou ruim?

Como bem sabemos, o governo tem uma obsessão em obrigar empresas a investir em conteúdo nacional. Nos mais diversos ramos: indústria, audiovisual, software, para citar alguns. A preocupação é válida, mas questiono o modo como esse protecionismo é feito.

A bola da vez são os aplicativos móveis.

A lei da desoneração dos smartphones prevê que os aparelhos contemplados pelo benefício tragam um pacote de aplicativos nacionais. Quais ou quantos, não foi dito.

Em tese seria uma ótima medida para incentivo aos nossos desenvolvedores. Porém, startups ainda enfrentam os desafios burocráticos, fiscais e de infraestrutura que todo empreendedor brasileiro bem conhece. Obrigar fabricantes a embarcar apps nacionais em celulares não ajudará a diminuir o famigerado “custo Brasil”.

Conhecendo bem nosso país, o que acontecerá no caso dos smartphones? Posso lançar aqui 3 palpites.

1. As empresas embarcarão aplicativos aleatórios nos dispositivos, sem pensar no público-alvo.

2. Os aparelhos serão atolados de “crapware”, algo que operadoras de todo o mundo já fazem: são aqueles aplicativos ruins, que não dá pra apagar da memória, que mais fazem propaganda de serviços do que trazem alguma utilidade sozinhos.

3. Pensando em faturar mais algum, fabricantes podem fazem parcerias com tradicionais players audiovisuais e de notícias, que aceitarão sem titubear, pois precisam desesperadamente tirar a web do vermelho.

Vale lembrar que esses aplicativos pré-instalados não deverão ser removíveis. Ou seja, ocuparão a memória já exígua dos aparelhos econômicos, comprometendo o desempenho.

E vocês, o que acham que vai acontecer?

Notícia ruim

Vários blogs e sites constataram que algumas lojas online subiram em cerca de R$ 100 o valor os aparelhos beneficiados pela desoneração. Se essa história lhes parece familiar, não é coincidência. Lembram da Black Friday brasileira?

Exigências técnicas para os smartphones desonerados

Queridos, saiu rapidinho a portaria que define os critérios técnicos para que smartphones sejam beneficiados pela desoneração fiscal anunciada ontem.

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Smartphones e eReaders: uma boa e uma má notícia

Que parto!

Dilma finalmente assinou o decreto de desoneração dos smartphones. O decreto 7.981 de 8 de abril de 2013 altera o Decreto 5.602/2005 — aquele da desoneração de PCs e mais recentemente, tablets. Também estão previstos na desoneração roteadores de até R$ 150 e modems de até R$ 200.

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