Novos iPhones: pouca inovação, muito senso de oportunidade

Enfim, os novos iPhones deram as caras! Geralmente os rumores acertam muita coisa. Não foi diferente dessa vez, com um porém mais sério: não existe nenhum iPhone “popular”, ou seja, de entrada.

Ainda bem. Diante da perspectiva de novos dispositivos coloridos, com pouca capacidade de armazenamento, câmera de qualidade inferior atrás e ausente na frente, comentei nas redes sociais que isso seria furada. Só demonstraria desespero diante da dominação de mercado do Android. Por que? Oras, o DNA da Apple é trazer inovação, experiência de uso, “think different”. E é óbvio que isso custa mais caro. Se há 3 décadas é assim no segmento de computadores, no mobile seria diferente? Os iPods “perdiam” funcionalidades apenas quando se desejava encaixá-los em outra categoria de produto, com público alvo distinto. Jamais se “piorou” algo para deixá-lo barato. Em 2007, o primeiro celular da empresa nasceu dividindo o mundo em “antes” e “depois”. Cair o padrão agora seria o princípio do fim.

Como praxe, modelos antigos cumprem o papel de aparelhos de entrada. Caberá ao 4s tal função. Achei curioso tirarem o 5 da jogada. Temos oficialmente, 4s, 5s e 5c (sim, tudo minúsculo agora) em linha — para desespero dos fabricantes de cabos e acessórios. A sobrevida do conector de 30 pinos será maior do que imaginávamos!

Esclarecido esse ponto, vamos aos lançamentos.

iphone-5s

Não havendo iPhone “popular” no keynote de hoje, temos tanto o 5c quanto o 5s substituindo o 5 com diversas melhorias, com destaque para processador e câmera.

As novidades mais suculentas, todavia, ficaram só para o 5s: uma câmera poderosa, repleta de ajustes novos, um processador muito veloz (A7) e o leitor de impressões digitais, chamado Touch ID, que servirá tanto para desbloqueio do aparelho quanto autenticação na loja de aplicativos — e quem sabe, outras coisas nas futuras atualizações do iOS. A Apple jura que as digitais não irão para os servidores da empresa. Bem, nesses tempos de espionagem em níveis mundiais, tal sensor é bem polêmico… Melhor deixar para futuros posts, quando conferi-lo in loco.

Não ficou claro se esse novo botão/sensor home também é pressionável. Espero, sinceramente, que o antigo esteja com os dias contados. Ele quase me levou ao hospício no iPhone 4.

Outro destaque é o componente específico para movimentos. Foi o que eu mais gostei no novo 5s. Sem dúvida nenhuma, tecnologias de monitoramento de saúde são a grande (e mais útil) tendência hoje no campo da mobilidade. Com sua própria API, chamada CoreMotion, tenho certeza que coisas maravilhosas virão por aí, graças à competentíssima comunidade de desenvolvedores.

O “estilo Tim Cook de gerir” toma corpo

Câmera aprimorada, processador ultra veloz, sensor de movimentos, Touch ID… Claro que tudo isso é bem-vindo. O novo 5s é o melhor smartphone da Apple até hoje. Mas não temos inovações no segmento da tecnologia móvel. O que temos é tendência: se o Touch ID for eficiente e tiver boa aceitação, se disseminará entre todas as fabricantes.

Pela primeira vez desde a morte de Steve Jobs, vemos delinear-se o “padrão Tim Cook” de gerir. Algo que, até então, só tínhamos um esboço. E o novo padrão é esse: pouca inovação e muito senso de oportunidade. Se a polêmica dos Mapas sugeriu que a preocupação atual da Apple era bater no Android, os lançamentos de hoje confirmam. Isso não quer dizer que seja algo ruim. É uma visão diferente, uma resposta diante de uma ameaça. Só é preciso tomar cuidado com a velocidade das concorrentes.

Pela primeira vez vemos dois iPhones diferentes lançados ao mesmo tempo. Ambos apostando em cores, algo inédito no mundinho preto-e-branco dos celulares da maçã. E não tenham dúvidas: venderão muito bem. Se o primeiro iPhone veio ao mundo para inovar, essa nova geração veio mesmo é para cair nas mãos do povo. O pessoal da Nokia e da Motorola pegaram o recado antes… a necessidade de maior personalização era bem óbvia, visto o universo paralelo em que se transformou o mercado de capinhas.

Os mais nerds podem fazer cara feia, os haters androideiros podem zombar, mas a tia Maricota, fã de seu iPhone branco, adorou. Ela não precisará mais sentir inveja dos Androids ou Windows Phones coloridos das amigas. Agora, dará para optar entre um iCrocs, ops, iPhone 5c, como nos tempos do seu antigo V3 da Motorola (lembram?) ou um iPhone 5s dourado, se seu estilo perua falar mais alto. Aliás, anotem: esse modelo dourado será um ícone entre os hipsters que sentem necessidade fisiológica de exibir sempre o iPhone mais recente.

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Pessoalmente, o modelo dourado não é de mau gosto como eu imaginava — admito que senti um arrepio na pacuera quando soube dos rumores. Agora os iCrocs… são até simpáticos caso o vivente não bote uma daquelas capas perfuradas em cor diferente. Mas sei lá, é o meu gosto. Para pessoas como eu, há as capinhas para 5s, que felizmente são mais sóbrias.

Em uma coisa, porém, todos vocês concordarão comigo: o iPhone é o novo V3.

Sobre Microsoft e Nokia

A Microsoft anunciou ontem a compra da divisão de celulares da Nokia. Há uma parte da empresa que cuida de redes e ficou de fora de transação, mas é uma parcela pequena.

A Nokia que todos nós conhecemos — e amamos — é a que foi adquirida pela Microsoft.

A verdadeira revolução móvel nas telecomunicações se deu por causa da finlandesa. Não conheci nenhuma outra companhia de celulares que tivesse antropólogos entre seus funcionários. Por isso, nenhuma outra foi capaz de entender tão bem as necessidades humanas no campo da comunicação.

Fiz um post no Facebook ontem lamentando a aquisição. Houve quem concordasse e quem discordasse. Leiam aqui.

Gostaria de acrescentar mais algumas coisas.

Comemorei a saída de Ballmer e a retomada do Elop porque o que o Ballmer fez pelo setor de mobile na Microsoft foi lamentável. Não o acho bom gestor. Não o acho bom marqueteiro. Só vejo um cara folclórico e fanfarrão, que teve a felicidade de ser muito amigo do fundador. Mas o Elop não é nenhuma fadinha da Disney…

O Windows Phone é um excelente produto, o time técnico é muito sério e competente. A Nokia, com sua qualidade e tradição, logo dominou a plataforma com seus Lumias. Notaram como HTC e Samsung discretamente saíram de cena?

Mesmo com todo o ambiente favorável, pareceu que de repente a plataforma empacou.

Eu estava muito empolgada com o Windows Phone. Há um 1 ano eu estava feliz com meu Lumia, apesar dele não receber atualização para o Windows Phone 8. Isso me frustrou, mas continuei acreditando no potencial da plataforma. O pé atrás era com relação à Microsoft, que me passava a estranha sensação de estar sabotando a Nokia. Os melhores apps, as melhores customizações, o melhor hardware era da Nokia. Windows Phone virou sinônimo de Nokia! Mas como a alta cúpula da Microsoft é quem dava as cartas, o tudo de repente empacou.

A Nokia, enquanto tinha autonomia e gestão eficiente, foi bem sucedida. Tudo ia pra frente: comprou a Navitec e arrasou com seus mapas; o Symbian, que foi e voltou, reinou por anos no mercado. Os featurephones idem. O S40… A parceria com a Zeiss para suas câmeras matadoras… o casamento perfeito entre hardware e software… quem aí não se lembra daquele seu Nokia cujo despertador funcionava mesmo com ele desligado?

Não posso dizer o mesmo da Microsoft, que hoje só manda bem em consoles de games. De resto, tem sido uma furada atrás da outra. O Exchange é bom mas parou no tempo. O Office foi pra nuvem mas precisa ainda convencer as pessoas a pagar assinaturas. O Outlook ex-Hotmail não agradou os leigos, pois a mudança veio tarde, quando já estavam preferindo o Gmail. O navegador Internet Explorer é considerado mico. O Windows 8 é um sistema operacional “pato”, não faz nada direito. As poucas pessoas que conheço que migraram do 7 usam o 8 no “modo 7 de ser” e pediram o botão “Iniciar” de volta. O Surface é uma boa idéia mal implementada. Até o Skype, que recém completou uma década de vida (e eu ainda adoro), parece ter perdido sua força diante do mensageiro do Facebook, do Whatsapp e do Hangout. Tem ainda os desentendimentos com o Google, que comprometeram vários apps no Windows Phone, como o YouTube… o desânimo dos desenvolvedores… e o tal do Kin… meu Deus, alguém ainda se lembra daquilo?

Como fã da Nokia há uns 15 anos, queria que ela assumisse com autonomia total e divisão mobile da Microsoft. E não o contrário, como infelizmente aconteceu. Daí esse meu sentimento de “princípio do fim”. Não me conformo que a gigantesca Nokia tenha sido comprada por pouco mais de U$ 7 bi. Não me conformo nem com esse valor! Quanto foi que pagaram pelo Instagram mesmo? Por mais que seja uma rede social em ascensão, versus uma companhia de celulares em declínio, quanto vale o capital humano? A tradição? As décadas de patentes e mais patentes?

Sei lá. Torço para que eu esteja errada. Não me considero nenhuma vidente… é que, com o tempo, a gente nota um padrão na identidade das companhias. Se por acaso os próximos 2 ou 3 anos mostrarem que eu estou equivocada hoje, me mandem o link deste meu post. Será um dia muito feliz.

Evernote Premium: 1 ano de graça para clientes da Vivo [tira-dúvidas]

Antecipei semana passada nas redes sociais: graças a uma parceria entre Telefónica e Evernote, clientes da Vivo ganham 1 ano de Evernote Premium de graça. Basta reinvidicar o seu em www.vivo.com.br/evernote

Os extras da conta Premium do Evernote são a “cereja do sundae” para quem é fã do aplicativo que é uma verdadeira extensão do cérebro para entuiastas da mobilidade: maior segurança, prioridade no suporte ao cliente, limite maior de upload mensal (de 50MB para 1GB), sincronismo para acesso offline de blocos de notas, mais agilidade na busca por textos dentro de PDFs e imagens, ferramentas extras de compartilhamento e uso irrestrito do Skitch — um app extra que permite que se desenhe por cima de notas, fotos e mapas. Um pacotão cuja anuidade vale por volta de R$ 90,00.

Muita gente me mandou algumas dúvidas sobre a promoção. Vou esclarecê-las.

1. Vale apenas para clientes da Vivo?

Sim. Embora um bug tenha permitido nos primeiros dias que clientes de outras operadoras acessassem a promoção, o problema foi corrigido. Avisei alguns amigos nesse fim de semana e teve um que, só por causa da promoção, saiu correndo até a primeira banca de jornal para comprar um chip da Vivo! :)

2. Só vale para Android e iOS?

Sim. Não sei os motivos de usuários de Windows Phone e Blackberry terem ficado de fora, se é alguma limitação técnica, por exemplo. Mas a promoção só pode ser ativada em dispositivos dessas duas plataformas. Mas note: isso vale apenas para a ativação da promoção. Sugiro que você empreste um Android ou iPhone de algum amigo, coloque seu chip da Vivo, entre na sua conta do Evernote e ative-o. Depois, volte para seu aparelho de outra plataforma que o Premium funcionará numa boa 😉

3. Minha conta Premium só vai funcionar se eu acessar o Evernote no celular da Vivo? Como fica no desktop, ou se eu tiver um tablet com 3G de outra operadora?

Depois de ativado o serviço Premium, ele passa a funcionar em todos os seus dispositivos e plataformas, independente do sistema operacional, modelo do aparelho ou operadora. Ou seja, se você tem um smartphone de uma operadora e um tablet de outra, de plataformas diferentes, a conta Premium funcionará normalmente em todas. Os pré-requisitos de operadora e plataforma são necessários apenas para a ativação da promoção.

4. Como faço para ativar a promoção?

Se você for cliente da Vivo, seja pré ou pós-pago, e tem um aparelho iOS ou Android, acesse a página www.vivo.com.br/evernote a partir dele e baixe o Evernote. Se você já é usuário do Evernote, basta fazer o login novamente que aparecerá uma tela de confirmação pedindo para ativar o serviço Premium, como mostrado abaixo:
vivo-evernote-promocao

Aproveitem! :)

Filemaker descontinuará o Bento. Conheça as alternativas!

bento

Nem acreditei quando li o anúncio da Filemaker: o software Bento deixará de ser oferecido a partir de 30 de setembro de 2013, e o suporte técnico durará até 30 de julho de 2014.

Para quem não conhece, o Bento é um programa de banco de dados criado pela Filemaker cuja principal característica é a intuitividade. Trata-se de um software para Mac OS, iPhone e iPad que permite que usuários sem conhecimento de TI criem e customizem seus próprios bancos de dados. Seu irmão mais robusto chama-se FileMaker Pro, é bem mais profissional, complexo e caro: custa R$ 419, contra os R$ 50 do Bento para Mac e R$ 25 para iPhone e iPad.

O Bento cumpre o básico para o dia-a-dia na hora de catalogar, por exemplo, livros, discos, filmes, receitas e contatos. Por isso mesmo, como usuária antiga (já falei dele aqui no blog), venho recomendando-o com muito êxito para profissionais liberais que desejam um mini-CRM sem complicação.

Eu já estava estranhando mesmo a falta de atualizações e, como tenho contato com eles, insisti na questão do sincronismo em nuvem, que fazia muita falta. Não deu tempo… A FileMaker decidiu encerrar o projeto Bento com o objetivo de focar mais no FileMaker Pro.

Opções

A empresa disponibiliza uma uma ferramenta gratuita de migração de dados do Bento para o FileMaker Pro. Mas há outros caminhos.

O Bento 4 para Mac exporta dados em arquivos .csv, .tab, Numbers, ou Excel 2008 a partir de bibliotecas, coleções, coleções inteligentes ou a partir dos resultados de uma pesquisa ou pesquisa avançada.

Outra dica é mudar de software. Mas é bom lembrar que os bancos de dados ficarão para trás. O HandBase, por exemplo, é bom, usei bastante nos tempos do Windows Mobile e experimentei-o quando saiu para iOS. É bem mais versátil em termos de plataformas: passou pelo Palm OS, Windows Mobile, Symbian, e hoje também está disponível para Android, iOS e Blackberry, além de versões desktop para PC e Mac.

Para quem vive no mundo Apple é complicado compará-lo com o Bento, que sempre foi muito mais bonito, fluido e intuitivo sem deixar de ser poderoso. Como a maioria dos softwares exclusivos do mundinho Apple, é um banho visual.

Migração passo-a-passo

Segui o caminho natural das coisas. Migrei do Bento para o FileMaker e vou contar como foi.

Primeiro, acessei um guia para ajudar na migração dos dados, que apresenta uma ferramenta gratuita de migração, chamada “Bento to FileMaker Pro Migration Tool”. Os tutoriais explicativos estão aqui.

O processo foi bem tranquilo e meus bancos de dados já foram migrados. Para acessá-los no iPad ou no iPhone, baixei o FileMaker Go (gratuito), que tão logo instalado, promove um “tour” pelas principais ferramentas.

A segunda etapa vem agora. Já baixei e instalei uma versão de testes do FileMaker Pro.

bento-filemakerApesar de ser muito mais completo que o Bento, há algumas limitações: não há integração com os contatos OSX, iCal e aplicativos do iPhoto; há campos suportados no Bento, mas não FileMaker. E por fim, o Bento oferece sincronização wifi do Mac para iPad e iPhone, mas no FileMaker só é possível copiar seu bancos de dados completamente para o FileMaker Go no iPad e/ou iPhone. É possível fazer modificações e copiar o banco de dados de volta para o Mac, mas você não sincronizar. Ou seja, o FileMaker é apenas um criador e editor de bancos de dados, mas não gerenciador.

Em compensação, o FileMaker Pro é bem mais flexível. Não é à toa que é considerado uma das melhores soluções do mercado em bancos de dados. Além disso, tem versão para Windows, enquanto o Bento nunca saiu do OS X.

Se você conseguir migrar seus bancos de dados para o FileMaker Go, talvez já seja suficiente para continuar acessando e colocando informações neles. Tudo sai de graça. Mas se quiser mudar a estrutura do banco de dados a qualquer momento, será necessário desembolsar R$ 419, que é o preço atual do FileMaker Pro.

E naturalmente há uma longa curva de aprendizado… Daqui um tempo volto para contar o que achei.

Moto X: então personalização significa cores?

Moto X: Cores e mais cores e mais cores e... só.

Moto X: Cores e mais cores e mais cores e… só.

A Motorola caprichou no marketing pré-lançamento do Moto X, oficialmente apresentado ontem: prometendo um conceito novo de personalização, você poderá montar seu aparelho de acordo com seus gostos e necessidades.

Confesso que esperava mais. Justamente por causa do marketing, e pelo fato de ser o primeiro produto da Motorola Mobilty sob chancela do Google, achei que iam criar um novo Nexus, agora híbrido, ou oferecer formas de customizar o OS para o usuário antes da compra, sem que ele se preocupe com nerdices, sei lá. Achei que viria algo diferente mesmo.

Mas peralá. Cores? Armazenamento? PAPEL DE PAREDE? Estão brincando comigo!

Pra quem não acompanhou de perto, um resuminho. O Moto X é um celular que estará disponível para compra na plataforma Moto Maker, onde se poderá escolher como será a carcaça na partes traseira (um catatau de opções em cores) e dianteira (preta ou branca), espaço da memória de armazenamento (16 GB ou 32 GB), assinatura gravada na traseira — como a Apple já oferece há alguns anos em seus iPods — e… aham, papel de parede.

E só. As demais especificações técnicas valem para todos: tela de 4.7 polegadas de alta definição, 4G, câmeras de 10 MP atrás e 2 MP na frente, Android 4.2, processador Qualcomm Snapdragon S4 Plus e bateria de 2.200 mAh. De customizações no sistema, tem uma espécie de Siri que não precisa de botões, função “Active Display” para mostrar notificações na tela discretamente e capturas rápidas ao chacoalhar o aparelho, e outras coisinhas.

Ok. E daí?

Lembro que comprei um laptop no site da Dell em 2004/2005 (!!) e pude personalizar HD, memória, conectividade (interfaces bluetooth e wifi), leitor ótico (CD, DVD ou ambos) e mais uma gama de outras coisas diretamente no ato da compra. Parece-me que há quase 10 anos havia opções melhores em se tratando de “personalização” no mundo da tecnologia…

Tudo bem, vou dar um desconto para a Motorola, já que tal iniciativa (por parte deles) é nova. Mais do que isso: darei uma consultoria grátis pensando num provável Moto X 2 daqui um tempo!

Além das cores e capacidade de armazenamento, que tal oferecer um hardware ou sistema operacional personalizado? É fácil. Basta incluir no Moto Maker um questionário mais elaborado: Qual bateria você quer? Prefere tela maior ou menor? Quer canetinha ou não? Quer 4G ou só 3G tá bom? Quer câmera na frente ou só atrás? Quer NFC? Quer a versão “crua” do Android, como nos Nexus, ou alguns fru-frus criados pela Motorola? Se preferir os fru-frus, quais? E quanto aos apps pré-instalados no aparelho, quais prefere? Deseja um sistema de gerencimento de energia customizável (estilo SmartActions) ou algo mais de bastidores estilo BatteryGuru da Qualcomm? Quer aproveitar e levar uns acessórios extras, com carregador veicular, fone bluetooth, bateria avulsa ou pulseirinha de fitness?

Para muitos pode parecer geek demais. Mas lembrem-se, personalização implica em ESCOLHAS, que não são arbitrárias. Se o cliente quiser pular essa parte e ficar apenas nas cores e memória, isso também é uma escolha, oras! E é bom lembrar que mais escolhas flexibilizam mais o preço, algo que pode agradar quem deseja encaixar seu aparelho num orçamento especifico.

Sobre Lumia 1020, APIs e SDKs…

lumia1020

Ontem participei de um papo na rádio CBN Curitiba sobre fotografia. De um lado, a fotografia móvel e as redes sociais; do outro, a crise no jornalismo, com fotojornalistas sendo demitidos (inclusive o ilustre John White, do Chicago Sun-Times, ganhador de um Pulitzer!), mostram como o tema é palpitante. A íntegra do áudio pode ser ouvida aqui.

Coincidiu de no dia anterior a Nokia apresentar em Nova York o novíssimo Lumia 1020! Principal destaque: a super câmera: 41 MP, como a do PureView 808, que não pegou porque vinha com Symbian. Esse é com Windows Phone! E disponível nas cores preta, branca e amarela.

Na verdade, os 41 megapixels não são os mesmos do PureView 808. Se seu queixo cai quando lê essa monstruosidade de megapixels, saiba que poderiam ser 80, 100, que não fariam diferença se não fosse o sensor aprimorado, com um novo kit de seis lentes Carl Zeiss. E pra quem fica com os pelinhos arrepiados ao pensar na hora de compartilhar nas redes sociais um elefante desses por 3G ou 4G (em resolução máxima, as fotos podem chegar a 40 MB), ele automaticamente fará cópias com 5 megapixels.

Não vejo a hora do Instagram chegar ao Windows Phone. Com um Lumia desses, ninguém vai querer saber daqueles filtros “disfarçadores de foto ruim”…

Muitos aplausos para Nokia. Ela está fazendo a parte dela. Resta saber se a Microsoft não vai estragar tudo com sua política obscura de atualizações e falta de aplicativos. Porque até com softwares a Nokia está fazendo a lição de casa: entre os melhores da loja estão os da própria finlandesa! O mais recente é o Nokia Pro Camera, também apresentado com o 1020, mas que a Nokia disponibilizará também para os Lumias 920, 925 e 928, em breve.

Não acabou ainda!

Como cereja do sundae, a Nokia vai liberar um SDK para desenvolvedores criarem aplicativos que aproveitem todo o potencial da super câmera do 1020. Alguns dos app parceiros confirmados são Path, Flipboard, Oggl, Yelp e Foursquare. (Nada de Instagram? Acorda, Suckerberg!)

Quem devia fazer o mesmo é a Samsung, liberando a API dos super recursos fru-fru do Galaxy S4. Que adianta Smart View, Scroll, Pause, se só dá para usá-los no navegador nativo? Caramba, nem no Chrome, que já veio pré-instalado, funcionam! Acorda, Samsung!Sobre Lumia 1020, APIs e SDKs…

A nova era dos Androids de baixo custo

Como geek que sou, adoro o melhor da tecnologia, com os últimos lançamentos inovadores em smartphones e tablets. Ao mesmo tempo, gosto de acompanhar o segmento dos aparelhos de entrada, de baixo custo — para aqueles que ainda estão tateando no universo da mobilidade. Sei que muitos de vocês, tecnotarados, torcem o nariz dizendo que não há inovação nessa categoria, ainda mais no Brasil, onde o negócio é pegar tecnologia ultrapassada e colocá-la em aparelhos ruins.

Bem, depende do ponto de vista: o desafio, aqui, é “inovar” oferecendo ferramentas modernas a um público que não quer pagar mais que R$ 500 num smartphone. Não pensem que é fácil. Quem me acompanha nas redes sociais sabe que nos últimos meses venho ouvindo muitos trabalhadores, alunos de escolas públicas, enfim, a tal da “nova classe C”, para que, como consultora, eu possa ajudar empresas de tecnologia a entender melhor o que esse pessoal quer.

Por “esse pessoal”, entendam que é mais da metade da população brasileira, que nem ganha muito, mas tem crédito à vontade e por isso mesmo está comprando adoidada. E que, mais que qualquer outra categoria social brasileira, entende que é nas redes sociais que elas se sentem em pé de igualdade com outras pessoas, mostrando seus anseios, preferências, relacionamentos, o que consomem e os lugares que frequentam. Ter um dispositivo móvel (geralmente pré-pago) conectado a essas redes faz parte de uma nova cultura.

Vários smartphones Android de entrada estão disponíveis no mercado há um bom tempo, mas a primeira geração era tão ruim, que nem me animei a resenhá-los, embora tenha mexido em vários. Eles venderam muito, mas mesmo seu público-alvo sofreu diversas frustrações, a ponto de estar agora em busca de coisas melhores. Aprendeu meio que na paulada. Obviamente, o iPhone é o objeto de desejo de boa parte, especialmente as mais jovens. Muitos, seduzidos pela maçã, arriscaram um crediário a perder de vista e se arrependeram: dá status, mas para usar os melhores aplicativos (incluindo o onipresente WhatsApp) é preciso pagar. E com cartão de crédito!

Nossa realidade é outra. Então, voltamos aos Androids.

Para que o Android continue conquistando esse público, os aparelhos precisam precisam melhorar. Devem ser baratos, mas com design estiloso, tela boa, uma câmera razoável. Suporte a dois chips também é importante. A nova geração de Androids de entrada finalmente preenche esses requisitos. Mas, outra vez, não pensem que é fácil.

A estratégia da Alcatel

Ontem estive na coletiva da Alcatel acompanhando os lançamentos da linha One Touch. Braço da marca da chinesa TCL Corporation, alguns de seus celulares já estão no Brasil há um tempinho, mas vinham direto da Ásia — tive contato com alguns, meros “dumbphones”, nada de especial. Para melhorar seu portfolio, adequando-o ao gosto (e bolso!) do público brasileiro emergente, foram necessárias novas estratégias.

A mais importante: produção no Brasil e adequação à Lei do Bem. De cara, serão 3 modelos de smartphones e um tablet em uma fábrica terceirizada em Manaus. Segundo a IDC, as vendas de smartphones no Brasil já viraram sobre os celulares comuns. Hoje, a Alcatel tem 7% do mercado nacional de celulares. A meta: 5% do mercado de smartphones em um ano.

Agora comprada pela Lenovo, a CCE passou pela mesma situação. Recentemente, ela “reinventou” seus aparelhos, dexando-os mais bonitos e poderosos.

Os 3 aparelhos One Touch da Alcatel suportam 2 chips, tem processador Mediatech de 1 GHz e estão mais leves e bonitos. O topo de linha é o Idol, R$ 999, com tela de 4.7 polegadas, Android versão 4.1 e câmera de 8 MP; o intermediário, R$ 569, chamado M’Pop, também tem Android 4.1, mas a tela é um pouco menor, de 4 polegadas, câmera de 5 MP e aposta em várias opções de cores; e o de entrada é o Pixo, com a menor tela (3,5 polegadas), câmera de 2 MP, rodando Android 2.3, por R$ 399.

Vejam o trio nesse vídeo que fiz na coletiva:

Sei que o público de um Android de R$ 399 não liga para hardware, mas se a Alcatel destacou o processador de 1GHz, achei uma grande mancada deixar só 512 MB de RAM — motivo pelo qual os executivos alegam ter usado o ultrapassadíssimo Android 2.3. Sim, o público desse aparelho tampouco liga pra sistema operacional, mas vale lembrar que os jogos mais badalados do momento, ou o Instagram, não rodam a contento nessa versão. Pode haver frustração… Será que aumentaria tanto assim o custo de produção um aparelho com o dobro de memória, que está tão baratinha…?

Contudo, o Idol relamente impressiona. O acabamento, com traseira em aço escovado, e a tela grande e de boa qualidade o tornam um forte competidor às marcas mais tradicionais. Gostei! Resta saber se o desempenho agrada, e eu o testarei para averiguar melhor.

O tablet Evo, de 7″, chama a atenção pelo módulo 3G. Como preço e distribuição ficaram como decisões soberanas da TIM, que o venderá com exclusividade, minha opinião ainda é incógnita. Preciso saber com quem ele vai competir de fato.

Por fim, chamou minha atenção um comentário do executivo Marcus Daniel na coletiva: alfinetando, talvez, a HTC, ele disse que muitas companhias vem ao Brasil mas, apesar de ter bons produtos, acabam indo embora porque não tinham um bom pós-vendas. Concordo plenamente, e acrescento que mesmo as consolidadas Samsung, Nokia e Motorola pisam na bola com isso. A Alcatel afirma que vai caprichar no pós-vendas para não frustrar seus consumidores. Espero que CCE e Positivo também, senão abocanhar mercado dos gigantes ficará cada vez mais difícil… a classe média vai xingar muito no Twitter!

* * *

P.S.: Nos últimos meses, testei inúmeros Androids de baixo custo. Nos próximos posts escreverei minhas avaliações. Fiquem de olho. Também estou testando vários topos de linha e suas resenhas sairão em breve!

Novidades: Evernote com alarmes e novo Pocket Informant com Evernote

Hoje está saindo uma ferramenta — muito aguardada — do Evernote: lembretes! Ou seja, configurar alertas em anotações.

Os lembretes podem ser dentro do aplicativo (push) ou por email, vai do gosto do freguês, e transformam definitivamente o Evernote num aplicativo não só de notas, mas também de tarefas. Eu já usava os checkboxes basicamente para montar listas, mas às vezes faziam falta os alarmes. A nova ferramenta leva isso a um novo patamar, tanto que estou reorganizando meu método de controle de tarefas e projetos.

Hoje, ao longo do dia, saem as atualizações do Evernote para web, Mac OS e iOS. Em breve, as demais plataformas serão atualizadas.

Notem que fiz as telas deste post numa versão Android, que ainda é beta. Por enquanto, é só para vocês entenderem como a novidade funciona nos dispositivos móveis.

As notas agora possuem o ícone de um reloginho, bem abaixo, que é onde os lembretes poderão ser configurados. Nas versões desktop, elas aparecerão em cima. Uma vez que chega o horário do lembrete, soará um alarme, aparecendo na “cortininha” das notificações.

No Android, minha versão favorita do Evernote (por causa dos widgets e atalhos), teremos um widget novo para listar só as notas com alarmes.

Os alarmes também podem ser compartilhados, caso você compartilhe blocos de notas com outras pessoas. Bem útil para trabalhos em equipe.

Ainda estou analisando como organizar tudo isso dentro do meu próprio método, e me adaptando, já que só há pouco tempo deixei as tarefas do Exchange em prol do ToodleDo. No próximo post explicarei melhor.

Mais novidades: Evernote dentro do Pocket Informant

Essa semana o aplicativo Pocket Informant Pro para iOS recebeu uma atualização grande e chegou à versão 3. Tenho que confessar que amava, em especial, a versão para iPad, com cara de caderno:

PI-antigo

Na nova versão 3, essa interface foi embora, em prol de algo que empresa chama de “clean design”. Não gostei:

PI-novo

Também fiquei bem triste em ver que o sistema GTD sumiu das opções de gerenciamento de tarefas. Seriam problemas de direitos autorais com David Allen? Bem, apesar disso, após a atualização, minha hierarquia se manteve intacta, com pastas para projetos, contextos, próximas ações, caixa de entrada etc.

No próximo post falarei só sobre meu novo sistema de geranciamento pessoal, com calendário, contatos, tarefas e notas.

A praga das notificações

Ontem postei aqui minha escolha de um substituto para o Google Reader e acabei dando dicas de administração de tempo para a overdose de informações que chega até nós via internet. Falei que desenvolveria um pouco o assunto “notificações”.

Pois bem, notificações são nova praga dos dispositivos móveis. Elas estão minando nossa concentração. Durante uma atividade qualquer, seu celular ali do ladinho mais cedo ou mais tarde chamará sua atenção.

Desenvolvi o assunto na minha coluna desta semana no Tecnoblog. Confiram aqui.

Meu substituto ao Google Reader (mais: como gerencio meus feeds)

Em março o Google anunciou que seu agregador de feeds, o Reader, seria descontinuado – cometei aqui. Imediatamente saí à caça de um substituto. Demorei para achar! Apesar do aviso que o Reader só sairia do ar dia 1º de julho, geeks do mundo saíram em busca de opções, o que fez com que os serviços mais populares enfrentassem uma sobrecarga nos servidores. Decidi acompanhar o movimento migratório com calma, esperando o desespero dos mais fanáticos passar.

Meu leque de testes foi bem amplo. Reativei contas no Bloglines e no Netvibes, que se transformou completamente e virou uma boa opção para empresas. Experimentei novidades como Feedly, NewsBlur (bastante rico, gostei), Pulse e Flipboard, recomendados por muitos leitores (obrigada!).

Sei que muitos de vocês amam o Flipboard e o Pulse, que mostram mosaicos simulando revista/jornal tradicionais. Eu DETESTO! Pra mim, isso é trazer para o digital o pior defeito dos veículos impressos: a formatação disputando nossa atenção em detrimento do conteúdo. Você lê aquilo que terceiros (ou robôs) fazem chamar sua atenção.

Prefiro meus feeds todos no mesmo padrão — até os thumbs e feeds completos são dispensáveis. Quero que apenas meus interesses no momento sejam a peneira. Portanto, criadores de conteúdo: continuem caprichando no título e no primeiro parágrafo de seus artigos.

Minha escolha foi o Feedly, que não é perfeito, mas é o mais leve, multiplataforma e integrado com soluções de terceiros. E que já funcionava com o GReader, portanto, a migração foi indolor.

feedly

Como gerencio feeds

Sei que minha maneira de gerenciar feeds é bem diferente dos geeks em geral. Minha visão sobre consumo de informação foge um pouco do ortodoxo. Então, compartilharei com vocês.

Gosto de ter o máximo de informação possível sobre os temas que aprecio no dia-a-dia, separados em pastas por categoria. Além de notícias ligadas ao meu trabalho (tecnologia móvel, saúde e odonto), acompanho canais bem específicos de música (rock clássico, folk, metal), esportes (ciclismo, corrida, remo, e as novidades do SPFC, meu clube do coração), blogs de escritores, jornalistas, baristas, amigos, etc. Hoje assino 146 sites.

Não acesso todas as pastas diariamente. As mais importantes, como as de trabalho, acesso mais vezes na semana. Os de lazer, uma ou duas vezes.

Sim, vocês dirão que é um erro focar só em coisas bem especializadas, mas o problema de portais de notícias genéricos, ou com overdose de atualizações diárias, é que não consigo acompanhar. Então, nem adianta assinar. E como não gosto também de TV (nem tenho em casa), para me informar sobre o que acontece no mundo uso o rádio, meu veículo favorito desde sempre. Complemento com podcasts. Ouço diariamente, durante deslocamentos, atividades domésticas ou malhando.

Minha vida é bem atribulada, mas faço questão de encaixar na rotina tudo o que amo e/ou devo fazer. Por exemplo, atividades físicas. Nos momentos mais sobrecarregados, é a primeira coisa que a gente tende a deixar de lado, não? Hoje não sacrifico mais minha saúde por causa de trabalho. Portanto, exercer bem sua profissão e cuidar do corpo não são atividades excludentes, ao contrário, qualidade do trabalho está diretamente ligada ao nosso bem estar físico.

O mesmo vale para o exercício da mente: a leitura. Indispensável para todos, e mais ainda para quem escreve ou exerce atividades intelectuais em geral. Há alguns anos estipulei a mim mesma que leria 3h por dia, de domingo a domingo. E feeds não entram na conta. Meu agregador de notícias deve ser um lugar onde eu passe o mínimo de tempo possível, “garimpando” artigos mais profundos, ou que me interessem, para ler mais tarde. Eu os guardo no Pocket, onde aí sim, entram na minha janela de 3h — leio no tablet com calma durante uma caneca de chá ou café, durante uma pausa no trabalho. A hora e meia restante é para a leitura de livros — minha meta é 36 por ano. Parece muito para alguns, mas tenho o hábito de ler bastante, desde criança, e quase nunca estou lendo só uma obra de cada vez — no ano que adoeci, li 60!

(Adendo: escrevi aqui no blog sobre como escrever mais e melhor. Leiam.)

Feeds podem ser uma armadilha… assim, não passo dos 15 minutos diários — se o tempo estourar, fecho e deixo pro dia seguinte. Com redes sociais, idem. Eta Facebook do capeta! Já tentei de todo jeito administrar racionalmente esse treco, que nem sou muito fã, mas mesmo assim ele nos suga. Mesmo eu, metódica, caio no canto da sereia. Curioso que com o Twitter isso não acontece, acho que por ser uma rede mais enxuta e linear. Foco em postar conteúdo e responder meus seguidores. Com o Facebook não. A solução foi reservar uns minutinhos diariamente, ou dia sim dia não, para administrar minha página. No perfil pessoal, decretei falência: agora só uso bem de vez em quanto, para conversar com parentes e amigos que moram longe, ou alguns contatos profissionais.

Tem gente que hoje usa apenas o Facebook para tudo: para se relacionar e se informar. Bem, segundo o próprio Google, o motivo do GReader ter ido para o limbo foi justamente pelo fato das pessoas estarem preferindo redes sociais para se informar. Dispersão, e não nicho, significa mais cliques, mais dinheiro. Do ponto de vista do usuário, acho isso um erro colossal e peço encarecidamente a todos os meus leitores: não caiam nessa. Leiam o que vocês querem ler, não os outros.

Faça seu tempo na internet render

O dia de todos nós tem apenas 24h. Mas para uns parece que rende mais que para outros, não? É mais fácil do que parece: basta racionalizar o tempo…

  • Nunca leio na hora links que chegam para mim durante o trabalho, seja por emails ou redes sociais. Só abro, vejo o que é e se achar interessante, salvo para mais tarde.
  • Meu laptop diz a o horário em voz alta nas horas cheias. Se estou me dispersando, tomo de volta o prumo.
  • Uso apps de timers, e botar em contagem regressiva o tempo que você quer passar na internet.
  • Durante trabalhos de criação e estudo, corto a internet. Não, não é só fechar o navegador. É desligar a conexão mesmo! Notificações são uma praga — farei um post aprofundado só sobre isso.

Essas dicas podem à primeira vista soar como uma prisão. Questão de ponto de vista. Pra mim é liberdade. Sobra mais tempo para as coisas que gosto de fazer fora do mundinho online e curtir as pessoas que amo.

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