Fim da jornada. Hora de descansar!

Queridos, depois de 2 meses insanos de muito trabalho, com noites em claro entre livros, estudos e projetos… ralando para cumprir compromissos em diversas cidades diferentes… chego ao fim da minha jornada “em busca de novos caminhos” — vide post anterior. Estou de volta a Curitiba. Foi exaustivo, física e psicologicamente — as últimas horas congestionadas na Régis Bittencourt, em especial, foram o cão chupando manga. Sorte minha ter passado uma tarde em Americana, na companhia dos queridos João e Vinícius, parceiros de PapoTech. São amigos incríveis e estão me dando a maior força nessa minha mudança de carreira.

Vou tirar o fim de semana para relaxar, pedalar, ouvir boa música e ler alguma coisa mais amena. Sei que estou devendo respostas a muitos emails… e há um catatau de mensagens em redes sociais diversas aguardando meu retorno. Peço que aguardem até 2a feira, quando começarei a botar a e-life em dia e (espero) voltarei aqui ao blog com boas notícias.

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Beijocas sem fio em dobro a todos que vem manifestando seu carinho. Prometo recompensar à altura.

Garota Sem Fio em busca de um novo caminho

Prezados, estou numa encruzilhada.

Em primeiro lugar, peço desculpas pelo sumiço no blog e nas redes, mas estou envolvida num projeto até o pescoço. A partir do início do próximo mês, as coisas devem dar uma aliviada. Mas é importante passar por isso agora, pois minha vida mudará radicalmente.

Explico.

Como vocês sabem, há 3 anos luto contra uma doença auto-imune que me colocou em uma cadeira de rodas. Felizmente a batalha está sendo ganha, mas isso depende de muita dedicação de minha parte. Hoje corro, pedalo e pratico remo, mas não posso parar sob risco de enrijecer, voltar à imobilidade e as dores voltarem. Contudo, ainda dependo dos medicamentos imunossupressores. O médico tentou diminui-los por 2 vezes, sem sucesso. Esses remédios servem para diminuir minha imunidade, que é alucinada. Por isso mesmo, fico mais sujeita à infecções oportunistas.

Daí veio a encruzilhada: terei que largar em definitivo a odontologia, pois a profissão se tornou um risco à minha própria saúde. Nesse período de recuperação voltei a atender pacientes especiais e geriátricos em homecare, mas, embora ainda em ritmo cauteloso, cheguei à conclusão que não vale a pena me expor. Esse ano tive apenas 2 infecções oportunistas que sequer necessitaram de internamento, e diante da franca recuperação, tinha esperanças que enfim começaria a não precisar mais dos imunossupressores. Não deu certo.

Não posso ficar eternamente esperarando por algo que não sei se vai acontecer. Embora precise de atenção constante, estou bem, ativa, praticando esportes. Mas preciso manter a saúde que conquistei.

Eu amo minha profissão e sofro muito por deixá-la. Mas a vida segue, e sou uma felizarda por gostar igualmente de outras coisas.

Vou partir para a área de Comunicação em definitivo. No que, exatamente, ainda não sei. Aguardarei novos convites e oportunidades. Gosto da área acadêmica, de pesquisa, de dar aulas e palestras. E também de projetos sociais, pois melhorar a vida das pessoas é minha razão de viver. E amo rádio! Não abracei com mais força essa mídia antes porque minha saúde me deixava com receio de assumir um compromisso maior.

De resto, aproveitarei para fazer coisas antes negligenciadas. Escrevi o capítulo de um livro que sairá em breve, e sinto que está na hora de escrever minhas próprias obras. Afinal, desde 2009 há uma seção neste blog chamada “eBooks”, não é mesmo…? Em 2014 também investirei mais em vídeo-tutoriais e vídeo-aulas de produtividade…

Enfim, espero que isso tudo seja, na verdade, uma chance de fazer coisas novas acontecerem.

Abraços a todos e obrigada pelo carinho!

iPad Air e Lumia 2520: reflexões

Ontem a Nokia apresentou seu primeiro tablet, O Lumia 2520, e hoje foi a vez da Apple trazer o iPad Air –além do iPad mini retina e outros produtos.

Embora a Apple ainda domine esse mercado, é fato que a concorrência tem sido criativa em fornecer opções aos usuários. A Apple desdenha, tanto que disse na coletiva de imprensa de hoje que “a concorrência está perdida no meio de tantos lançamentos”.

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Não penso assim. Fabricantes como Samsung e Nokia apresentam uma infinidade de produtos distintos, com tamanhos e configurações das mais diversas, porque entendem que as pessoas são diferentes, tem necessidades diferentes e habilidades com eletrônicos idem. A Apple prefere criar seu padrão, lançar no mercado e esperar que as pessoas se adaptem a ele. Funciona porque a empresa é expert em simplificar a tecnologia para os mortais comuns. Mas nem sempre é assim: o iPad mini não existiria hoje se os Androids de 7″ não fizessem tanto sucesso.

De maneira alguma quero menosprezar o trabalho da Apple. Pelo contrário: seu objetivo é ter foco para poder buscar a excelência. Foi assim hoje com o iPad Air, mais fino, com processador mais poderoso. Nada de mudanças drásticas (para desgosto de alguns), e sim, apenas o aprimoramento de um incontestável vencedor.

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Na prática, tablets da Apple e Android não diferem muito no público-alvo, o consumidor de conteúdo. A exceção fica por conta dos Galaxy Note, da Samsung, que trabalham com uma proposta diferente e são bem-sucedidos em seu nicho.

Ainda assim, havia uma lacuna: a dos dispositivos híbridos, que funcionem como tablets, mas que quando acoplados a um teclado, ganhem o poder de um laptop ou desktop com sistema operacional completo. Tenho notado uma crescente demanda por esse tipo de produto, principalmente entre executivos e profissionais das áreas financeira e contábil. Ouço muito comentários do tipo: “adoro meu iPad, leio livros, jogos e navego, mas na hora de trabalhar, não tem como abrir mão do PC…”

A primeira proposta foi a do Surface. Uma excelente idéia, só que mal implementada, principalmente por questões de bateria. Agora com a Nokia na jogada, tenho esperanças que isso mude — afinal, a finlandesa é craque em casamentos bem-sucedidos entre hardware e software.

Esta aposta inicial, o Lumia 2520, vem com a versão RT do Windows 8.1, como foi com o Surface. É bem provável que, agora que a empresa pertence à Microsoft, uma versão Pro venha no futuro. É uma ótima oportunidade de corrigir os erros do Surface. E começou bem: por exemplo, a idéia de fazer com o que o teclado físico forneça energia extra ao invés de consumir a do dispositivo é genial.

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Não penso em Apple, Google e Microsoft se estapeando pelo mercado, como muitos tecnotarados enxergam esse mundinho tech. Penso que quanto mais concorrência, melhor. Todos saem ganhando. Inclusive a Apple, que criou esta categoria de produto como conhecemos hoje e continua sendo a preferência número 1.

E vocês, como enxergam o mercado dos tablets hoje?

Papel x digital: como gerencio minhas anotações

Quando apareço numa coletiva de imprensa com um bloco de papel e caneta, quem me reconhece logo aponta o dedo zombando: “que é aquilo? Bia Kunze, a Garota SEM FIO, usando papel e caneta?”

Mal sabem eles que a suposta Garota Sem Fio “de araque” é digital até na hora de usar papel. Em algumas circunstâncias, essa é a melhor forma de capturar informações, esquematizar projetos e desenvolver idéias.

Neste post, enumero as ferramentas que uso para administrar minhas anotações. Conheçam meus melhores amigos analógicos que tem os 2 pés no digital!

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Ao vivo, toda sexta às 9h: Bia Kunze no canal Vida Moderna

A partir de hoje, todas as sextas-feiras, estarei ao vivo em vídeo no canal Vida Moderna, dando dicas para melhorar nossa vidinha hi-tech.

No programa de hoje expliquei como gerencio minhas anotações, no papel e digital. Ainda hoje postarei aqui no blog o vídeo, junto com um texto com informações complementares e fotos. Sei que há muito tempo estava devendo para vocês isso, em especial, reviews da Moleskine para Evernote e da Livescribe!

Quem não pode acompanhar ao vivo, poderá ver o vídeo depois no canal Vida Moderna no YouTube. Mas ao vivo, há a possibilidade de mandar perguntas. Um ou dois dias antes do show ao vivo, soltarei a pauta do próximo programa nas redes sociais, onde perguntas já poderão ser enviadas.

Hoje foi o primeiro ao vivo, mas já havia gravado 2 episódios: um sobre relações humanas e tecnologia, e outro sobre as mudanças do iOS7. Seguem abaixo.

Telefone fixo e celular no mesmo aparelho: usando SIP no Android

Uma das funções que mais uso (e adoro) no meu Galaxy S4 é o SIP nativo.

Traduzindo para os leigos: eu assino o serviço de VoIP Vono, da GVT, para minhas 2 linhas profissionais, uma com DDD 11 e outra com DDD 41. Assim, tenho minhas linhas “fixas” funcionando ao mesmo tempo com minha linha móvel em um único aparelho. É como se eu pudesse levar os telefones do meu escritório sempre comigo, e meus clientes/pacientes conseguem sempre me achar.

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O leitor Reinaldo Fernandes Júnior me procurou para tirar uma dúvida, justamente sobre SIP:

Gostaria de saber se ainda vale a pena comprar um Nokia E5. Sei que o Symbian já morreu, mas é que a função que eu estou priorizando em um telefone celular seria o SIP nativo, e não gostaria de um aparelho muito caro.

Reinaldo,

Os Nokias com Symbian realmente são bastante saudosos em muitas coisas, principalmente pelo SIP! Mas não compre um smartphone obsoleto só por causa disso…

Pouca gente sabe, mas todos os Androids a partir da versão 4.0 (Ice Cream Sandwich) incluem nativamente um protocolo SIP completo. Pesquisei na internet e parece que alguns modelos 2.3 também. O que significa que podem receber e fazer chamadas pela mesma interface das chamadas móveis. Ou seja, as linhas VoIP funcionam junto com o aplicativo Telefone do Android.

Bem, pelo menos deveria ser assim. Tem alguns probleminhas:

1. Algumas operadoras e fabricantes removem o SIP de certos modelos de aparelhos. Nos EUA isso é bastante comum, afinal, trata-se facilitar a concorrência. No Brasil, não. Eu testo muitos Androids sempre, e os modelos vendidos debloqueados no varejo costumam vir com SIP. Não sei se isso acontece nos dispositivos vendidos pelas operadoras. Mas o meu Galaxy S4, que é customizado pela Vivo, possui a função.

2. Em alguns aparelhos com o protocolo SIP, a operadora bloqueia as chamadas sobre 3G, funcionando apenas pelo wifi. Não é o caso do Brasil, creio, mas é preciso verificar um a um nas operadoras antes de comprá-los. Mais uma vez, o meu S4 da Vivo está liberado para VoIP sobre 3G. Aliás, um dos motivos para eu ter assinado o 4G é justamente melhorar a qualidade nas chamadas! E tem funcionado super bem — onde tem 4G, lógico.

Portanto, os aparelhos da família Nexus, que vem com Android puro, sem customizações, vem todos com o SIP integrado. Nos demais, é preciso verificar.

Como verificar se um aparelho Android possui SIP:

No ícone das configurações, procure por “Meu Dispositivo” e em seguida, “Chamadas”. Role a tela até o fim. Lá você deverá encontrar, no último item do menu, a opção “Chamadas de Internet”. Por ali é possível configurar suas contas VoIP (sim, dá para usar mais de uma!) e definir se quer usá-la como padrão ou não para suas chamadas.

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Com a opcão selecionada acima, “perguntar para cada chamada”, toda vez que faço uma ligação com meu celular, ele pergunta antes se quero usar minha linha móvel ou VoIP. Muito prático.

E no iPhone?

A própria Vono tem um app tanto para iOS quanto Android. Mas o app é horroroso! Além de não funcionar direito, exige que sempre estja aberto caso você tenha um número de telefone e precise estar sempre apto a receber chamadas. Se você só quer telefonar de vez em quando, quebra um galho.

Vários outros serviços VoIP possuem seus próprios apps, ou há mesmo apps que suportem o protocolo SIP. Testei uma infinidade deles, e todos tinham os mesmos problemas: eram inconstantes.

Agora com o S4, tenho a sensação que voltei aos tempos do Symbian. Tinha até esquecido como era bom ter SIP nativo num smartphone!

O que você precisa saber antes de comprar seu primeiro Android

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Quem vai comprar um Android de entrada ou intermediário hoje em dia normalmente fica confuso. São muitos modelos, com as configurações mais díspares possíveis, e preços idem. Se nerds já ficam indecisos entre os topos de linha, o que dizer dos leigos, que se perdem no meio de tanta informação difícil de compreender?

É sempre bom pesquisar na web a opinião de usuários, sobre bateria, qualidade da tela, desempenho, etc. Contudo, o leigo não presta muita atenção em “nerdices” como a versão do sistema operacional. “Oras, manda email, acessa redes sociais, tá bom, né? Posso baixar joguinhos depois na loja de aplicativos e fim de papo.”

Não é bem assim. Tenho recebido muitos emails de usuários antigos, ou relativamente recentes, com versões de Android que não suportam mais diversos aplicativos atualizados. As queixas mais comuns são apps populares como o Instagram e alguns jogos da moda. Uma rápida pesquisa em varejistas populares bastou para eu verificar que ainda há uma imensa quantidade de modelos Android 2.3 à venda. E, sendo mais baratos, vendem muito! Tanto que há vários Androids 2.3 nas listas dos mais vendidos!

Assim, se você está comprando seu primeiro Android, pense na longevidade de seu dispositivo. Quanto tempo você quer ficar com ele? Aqui no Brasil, a média de permanência de um usuário com um dispositivo móvel gira em torno de 16 meses (no mundo, é por volta de 12 meses). Imagine que chato: você com um celular novo em mãos, recebe uma atualização da sua rede social favorita e, de repente, as ferramentas mais legais não funcionarão!

Antigamente os usuários leigos não davam muita bola para apps, ficavam restritos apenas ao que vinha pré-instalado no aparelho. As coisas mudaram. Assim, se eu fosse dar uma única dica hoje, seria: verifique qual versão do sistema Android vem nele. E desencane de atualizações: as fabricantes se preocupam em atualizar apenas alguns topos de linha. E, no máximo, com uma única atualização. Os mais badalados, mais vendidos e mais caros, até poderão receber duas. Não mais que isso.

O que eu aconselho é que peguem um aparelho ao menos com a versão 4.1 do sistema. Nos meus reviews, tem quem tire sarro quando considero um modelo 4.1 “atualizado”. Sim, sim, muita gente aí tá com a 4.2, outros recebendo a 4.3, e quem mal recebeu a 4.3 já está se pergutando quando sai a 5.0. Gente… desencanem dos updates, senão vocês deixarão de curtir os benefícios da mobilidade e ficarão eternamente ansiosos! Smartphones foram feitos para nos servir, e não para vivermos em função deles.

Pensem nos benefícios REAIS. E vamos fazer nossas escolhas com os pés no chão, certo? Comprar aparelhos com versão abaixo da 4.0 resultará em problemas de compatibilidade com muitos apps, portanto, a vida útil dele será mais curta. Já a versão 4.0 é meio problemática com bateria, tem diversas instabilidades. A 4.1 corrigiu os problemas e ficou mais estável, justamente por isso eu a recomendo como requisito mínimo.

E sejam felizes com o dispositivo que vocês escolherem conscientemente, de acordo com suas necessidades. Vamos escolher aquilo que vai nos servir melhor, dentro do nosso orçamento. Não o que a modinha dos “absurdamente caros em 12 vezes” ou o mercado dos “defasados a preço de ouro” nos empurram.

Dicas de uma viajante minimalista

Sou uma pessoa que viaja bastante, principalmente a trabalho. A vida me obrigou a ser prática na hora de fazer as malas. Costumo causar espanto quando mostro que viajo por 2 ou 3 dias com uma mochilinha apenas, mas nada repercutiu tanto quanto minha jornada de bike pelo vale do silício semana passada. Foram 7 dias com uma mochila, que nem é das grandes.

Detesto despachar malas. Sair atrás delas em aeroportos é uma tremenda perda de tempo, fora o cansaço com o peso extra e o stress quando a companhia aérea nos extravia alguma coisa. Quanto mais coisas se leva, mais se fica preocupado com elas e menos se curte a viagem em si. Portanto, em viagens domésticas, jamais despacho bagagem. Nas viagens internacionais isso às vezes é inevitável por causa de certos itens de despacho obrigatório. Para a aventura que me propus a fazer na última semana, decidi ir mais leve do que nunca.

A aventura foi pedalar por 3 dias pelo vale do silício e depois mais 3 dias em San Francisco para a Evernote Conference. Isso incluía a compra da bike na chegada aos EUA, bem como alguns acessórios. Depois eu voltaria com a bike à loja de origem para desmontar, empacotar e levá-la comigo ao Brasil. O ponto de partida foi San Francisco; a chegada, Cupertino. E depois todo o percurso de volta. Calculei que o passeio seria de uns 200km. Na volta a San Francisco, participaria da Evernote Conference.

Mas a aventura fica para outro post, o que quero falar aqui é da minha bagagem…

Embarcando

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A foto acima mostra como embarquei no aeroporto de Curitiba. Roupas, cosméticos, artigos de higiene e acessórios foram todos na mochila. Trata-se do modelo Borealis, da The North Face.

Já tenho há alguns anos, adoro de paixão, e apesar de parecer pequena, cabe o mundo dentro. A capacidade é de 25 litros.

A bolsa menor, lilás, é da Kipling. Ela foi perfeita para a viagem porque eu poderia esvaziá-la, dobrá-la e guardá-la dentro da mochila quando fosse pedalar. É de nylon, portanto, fica bem pequenininha quando está dobrada. Assim como a mochila, no quesito espaço as aparências enganam: ela é compacta por fora, mas absurdamente espaçosa por dentro. De quebra, possui um zíper na base que a expande caso seja preciso acondicionar mais coisas.

Na ida, ela foi bem vazia: levei o iPad mini, os celulares, documentos, passaportes, óculos e uma pequena necessáire. A idéia era guardá-la na mochila assim que desembarcasse em S. Francisco para pedalar.

Roupas, cosméticos e itens de higiene

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A bolsa preta na foto acima é da Curtlo, e serve para guardar roupas. Acreditem se quiser, tem roupa para 7 dias ali dentro, graças a algumas liçõezinhas que aprendi com o tempo:

1. Priorizar roupas que não amassam e secam rápido. Camisetas esportivas dry-fit são as ideais, pois se eu precisar lavá-las, secam em pouco mais de uma hora. Minhas marcas favoritas são Adidas, Puma e Nike. Levei ainda 2 camisas sociais por causa do evento de tecnologia, mais uma calça social preta, que também não amassa. Para dobrá-las, faço rolinhos. Sou uma mulher mega esquisita para roupas, não? Detesto shoppings e não tenho muita paciência para compras. Quando vou, é porque já tenho algo definido — sempre baseado no corte e na tecnologia do tecido.

2. Saber escolher calças: uma social preta para o evento da Evernote e uma bermuda de ciclismo. Levei uma calça preta extra para viajar de avião. Normalmente uso jeans nesses casos, mas para evitar peso e volume, levei uma esportiva da New Balance. Todas de tecidos que não amassam.

2. Sempre usar peças-coringa: elas precisam todas combinar entre si. Verdade que meu guarda-roupa não é dos mais fashion… eu priorizo mais a função do que a forma. A maioria das minhas peças é preta ou branca. Para dar um pouco de cor, uso vermelho, que adoro. E por fim, jeans. Pronto. Tudo combina entre si, e eu não preciso perder tempo bolando composições.

3. Roupas térmicas: não foi o caso desta viagem, mas no inverno, uso apenas roupas térmicas. Isso evita o “efeito mendigo”, ou seja, o ato de vestir camadas e mais camadas de roupa quando está frio. No meu caso, pode estar zero graus que uso apenas uma blusa térmica por baixo e um pulôver ou jaqueta por cima. Se necessário, adiciono cachecol, meia-calça e/ou luvas.

3. Calçados: Fui com um tênis nos pés para andar e pedalar e levei uma sapatilha preta baixa para os dias do evento. Não gosto de saltos muito altos, por questões de saúde. Felizmente nem preciso, tenho 1,72m. Meu limite nos saltos é 5, somente marcas anatômicas (como Comfortflex ou Usaflex) e apenas em ocasiões mais formais. Nunca levo calçado que não usarei. Meu limite é esse mesmo, 2 pares. Dica para mulheres que precisam usar salto: Band-Aind Friction Block. Uso também quando faço corridas e caminhadas de 3h ou mais. Mesmo com tênis de corrida!

4. Roupas de baixo: nas viagens, levo peças-coringa, como bodies, que podem servir ao mesmo tempo como camisetas e ficam charmosas sob camisas. Nesta viagem, mais esportiva, não levei sutiãs, apenas 2 tops da Adidas — mais reforçados e que secam no mesmo dia se eu precisar lavar — e um body preto. O mesmo vale para meias, uso as de ciclismo, mais funcionais.

Conforme as roupas vão sujando, guardo-as em saquinhos Ziplock para não misturar com as limpas. Uso esses saquinhos também para os cosméticos e itens de higiene. Ziplock é vida!

Levo 2 nécessaires. Uma pequena, com os itens que preciso ter sempre à mão: escova, fio e creme dental, lixa de unha, Tide To Go, escova de cabelo portátil com espelho, absorventes, rímel e batom. Na necessáire maior, vão shampoo, condicionador, desodorante, hidratante, sabonete líquido, maquiagem básica, pincéis, demaquilante, algodão, cotonetes etc. Notem que são todos em versão pocket, para não ocupar espaço. Gosto muito dos cosméticos da Lancôme e da Clinique. Além de serem excelentes, sempre ganho de brinde as versões pocket que levo em viagens.

Importante: Nunca faltam na minha bolsa lenços umedecidos. Amo, pois servem para tudo e quebram o maior galho em emergências.

Acessórios

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A carteira vermelha, da Kipling, é muito grande para usar no dia-a-dia. Só a uso em viagens porque cabem todos os cartões possíveis e imaginários, cédulas, moedas, meus 2 passaportes e uma pequena caneta esferográfica.

Na bolsinha lilás transparente levo medicamentos, alguns saquinhos de chá e adoçantes. Vocês já devem ter notado que não me separo da minha tumbler térmica para chá/café nem da minha garrafa Bobble. Preciso beber muita água. E bebidas quentes sempre vem a calhar quando estou trabalhando no computador. Nos EUA, de manhã cedo, tenho o hábito de abastecer minha tambler numa cafeteria e ir tomando pelo caminho. Além de prático é ecológico.

Não aparecem na foto a jaqueta dupla-face (preta e vermelha) que eu estava vestindo, a jaqueta de ciclismo, o capacete (prendo os 3 nos cordões externos da mochila quando não uso) e os 2 lockers da bike.

Itens tech

A bolsinha listrada de preto e branco é para os itens tech: cabos, carregadores, adaptadores de tomadas e afins. Nunca viajo com pendrives ou HDs porque são fáceis de danificar ou perder. Só uso nuvem. Como consultora e blogueira, obviamente, sempre me certifico das conexões web dos hotéis em que me hospedarei e uso planos de internet móvel de operadoras locais.

Se não fosse a conferência de tecnologia, dessa vez eu só levaria comigo os 2 smartphones. Eles usam o mesmo carregador micro-USB, então, poderia dispensar também a bolsinha listrada e só levaria o adaptador de tomada universal, indispensável para viagens fora do Brasil. Por causa do compromisso de trabalho, levei também o Macbook Air, o iPad mini e seus respectivos cabos. Detesto esta falta de padronização, acabo tendo que levar um arsenal de fios…

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Na foto acima estão minha tumbler, a Bobble e os itens tech: MacBook Air, iPad mini, os 2 smartphones (Galaxy S4 e Lumia 900), iTrend (bateria externa). O bloco azul é da caneta Livescribe, que está ao lado, junto à caneta Bamboo. E um porta-cartões de visita.

Por que 2 smartphones? Nessa viagem, o S4 funcionou como meu GPS, preso à bike. O Lumia ficou como câmera fotográfica. A Livescribe levei para gravar palestras e entrevistas do evento da Evernote. O iPad, para usar no evento e testar a versão iOS do Evernote. O Air usei basicamente para escrever, e ainda estou me perguntando se, mesmo a trabalho, não poderia ter deixado em casa…

Mais pra frente contarei como foi esta minha primeira de muitas aventuras geeks de bike pelo mundo… estou cada vez mais mobile, até à medula, não?

O problema não é o papel, é o uso burro que se faz dele… (ou: um balanço da #ec2013, com fotos e vídeos)

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Essa frase do Phil Libin, CEO da Evernote, foi um prenúncio do que viria nesta Evernote Conference 2013. Participei ano passado e esse ano repeti a dose, mais uma vez, como embaixadora. Achei fantástica, bastante original, a preocupação em cada vez mais conectar o mundo “digital” ao “físico”. Não, decididamente, Evernote não é apenas um “app”…

Quem me acompanha neste blog em seus 11 anos de existência sabe que meu grande paradigma sempre foi conciliar papel e bytes. O mundo tech idealizou um “mundo sem papel”, mas nunca se consumiu tanta celulose como nos dias de hoje. Porque a carga de informação que cai em nossas cabeças diariamente só cresce, não importa o meio.

Já que não dá para abolir o papel de nossas vidas, temos que usá-lo de forma inteligente, não? E esse foi o foco da Evernote Conference 2013!

Lançamentos

O Evernote Market foi um acontecimento. Cada vez mais preocupada com o estilo de vida dos seus usuários, a empresa procura agora criar uma identidade. Faz tempo que parei de chamar o Evernote de “app de anotações”, preferindo “gestor de conhecimentos” ou “memória virtual de curto, médio ou longo prazo”. Para melhorar a interação com o serviço em nuvem, partiu-se para a concepção de produtos físicos que melhorem ainda mais a experiência dos usuários.

Para começar, uma stylus nada convencional: a Adonit Jot for Evernote. Em fase final como protótipo, ainda não disponível comercialmente, a ideia é aperfeiçoar o uso da escrita em tablets, substituindo a dupla papel e lápis. A Adonit já faz uma das melhores stylus da atualidade, e foi a equipe do Penultimate (app que também pertence à família Evernote), achando todas as atuais soluções do mercado inadequadas, que os contatou decidindo fazer sua própria.

Com uma ponta tão fina, e de metal ao invés de borracha, qual o segredo dessa stylus? Resposta: bluetooth. Ela trabalha com a versão mais recente do bluetooth da Apple, portanto, seu uso está limitado ao iPad 3 e sucessores. O “look and feel” é fantástico na mão. No meu iPad mini não funcionou; portanto, nada mais posso dizer por enquanto. Receberei uma em breve, quando estiver pronta para ser comercializada.

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Confesso que sou bem cética com stylus para iPads. Qualquer uma. Por mais evoluída que seja, sempre será uma gambiarra. A tela do iPad não foi feita para isso. Já vi artistas fazendo desenhos e pinturas fabulosos em iPads, mas quando é para uma pessoa comum escrever, o bicho pega. Já com a família Note da Samsung a história é outra: junto com a S Pen, o produto foi concebido especificamente para isso. Vejam o Galaxy Note 3 em ação comigo no vídeo abaixo:

Tem mais: brinquei um pouquinho no relógio inteligente Galaxy Gear… que também suportará o Evernote! Vejam:

É por isso que, apesar de hi-tech e sem fio, continuo às voltas com papel e caneta. Alguns desinformados já tiraram sarro ao olhar minhas fotos nas redes sociais com canetas e cadernos. Eles não sabem que minhas canetas e cadernos são hi-tech e sem fio…

Uso a caneta Livescribe para tomar notas que precisam de áudio vinculado. É preciso usar cadernos específicos, mas considero um problema menor. Ela facilita tanto minha vida que não me imagino mais sem. Utilizo em coletivas de imprensa, nas aulas de alemão e quando tomo notas em reuniões com clientes. Tudo vai pro Evernote depois, para cadernos específicos, onde poderei achar facilmente qualquer informação contida — as buscas funcionam bem e reconhecem meus rabiscos sem problemas. Por isso não uso os cadernos de papel para consultar, só para capturar mesmo. Vocês já não sentiram angústia ao folhear incessantemente cadernos e livros em busca de algo? Deste mal, pelo menos, estou livre!

Uso também os cadernos Moleskine. Já usava antes de surgir a versão para Evernote. Para algumas pessoas, são apenas cadernos hipsters, chiques e caros. Pra mim são práticos nos casos em que, diferente da Livescribe, anoto informações que quero manter em papel por um bom tempo. Neles, faço planejamento de projetos a longo prazo, que sofrerão alterações com o tempo, geralmente em mind-maps que são alimentados aos poucos. O que tornou os Moleskines clássicos são o acabamento perfeito (as folhas não soltam, por mais que você dobre o caderno) e o tratamento químico nas folhas (acid-free) que os fazem durar séculos. Ah, como eu queria ter usado Moleskines na época da faculdade… Quase 20 anos depois, meus cadernos estão literalmente se dissolvendo! E tenho um apego enorme a eles.

Pois bem, no evento desta semana, Moleskines em novos tamanhos e padrões de folha foram lançados:

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Outra novidade do evento é a parceria com a 3M. Post-its para Evernote!

Se o Evernote organiza as anotações das Moleskines através dos stickers colados nas páginas, com os Post-its a organização é feita pela cor do bloquinho. São nuances diferentes de cor dos Post-its comuns, por isso o app não reconhece os tradicionais. Notem, por exemplo, a tonalidade diferenciada do amarelo: isso foi feito para padronizar a identificação pelas câmeras dos smartphones.

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Sou uma grande fã de Post-its. Além dos blocos, sou viciada nas flags, que uso para marcar páginas de livros e cadernos. Fiquei felicíssima com a parceria da Evernote porque poderei me organizar melhor agora. Como uso muito os bloquinhos auto-colantes para delegar tarefas a terceiros, agora poderei ter uma cópia digital de todas as notas num único lugar, podendo acompanhar a evolução dessas tarefas e associar lembretes sonoros, se necessário. Pena que por enquanto é só para iOS7, mas a versão Android não deve tardar.

As mochilas são outro lançamento interessante. O modelo messenger, em especial, entrou na minha lista de desejos. Feita em conjunto por designers e engenheiros, seu objetivo é desafiar a lei da gravidade e permitir que os itens sejam acondicionados sem fazer bagunça. E por mais que você sacoleje depois, eles estarão no mesmo lugar. O segredo são os contêiners internos estruturados e o design triangular:

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Há outros modelos de mochilas, todas feitas pela francesa Côte&Ciel. Há até carteiras! Minimalistas e funcionais, são inspiradas no padrão japonês de se acondicionar dinheiro, cartões e documentos:

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Para fechar o post, a cereja do Sundae: a Evernote ScanSnap. Não parei de babar em cima. Se não tivesse a bike para levar pro Brasil, com certeza era esse scanner que iria pra casa comigo. Fiz um pequeno vídeo demonstrando o produto:

Scanners wireless da Fujitsu conectados ao Evernote não são novidade, mas este é o primeiro exclusivo para Evernote. Além de escanear (frente e verso) múltiplas folhas de uma só vez, mesmo que sejam de tamanhos diferentes, o software identifica a natureza do documento e os organiza sozinho. Ele sabe o que é um cartão de visitas, um recibo de compra, uma foto, uma planilha… E salva tudo nos cadernos que você pré-definir, com as devidas tags. Fabuloso!

A Evernote Brasil fez um hangout com os embaixadores brasileiros — eu e o Vladimir Campos — para apresentar as novidades. Segue o vídeo.

Onde comprar?

O que meus leitores mais me perguntaram ao longo do evento foi: todas as belezinhas estarão à venda para nós, brasileiros? A loja online despacha para o mundo todo, então, manda para o Brasil também. Mas claro, haverá tributação quando os itens chegarem na nossa alfândega. É preciso fazer as contas na ponta do lápis para não ter surpresas desagradáveis depois.

E quanto a trazer essas coisas para lojas físicas daqui? Nesse caso, a resposta por enquanto é negativa. Não foi falta de insistência minha junto ao pessoal da Evernote. Mas vocês sabem que qualquer empreendedor, de qualquer empresa, tem dores de cabeça enormes ao trazer seus produtos para cá, com impostos, custos logísticos acima da média e uma burocracia mosntruosa.

Os produtos já tem preço acima da média nos EUA, porque são uma categoria premium. Alguns exemplos:

Stylus: U$ 79.90
Bolsa mais barata: U$ 199
Carteira: U$ 99
Kit mais barato de Moleskines: U$ 34
ScanSnap: U$ 499

A exceção fica por conta dos Post-its, que abastecerão nossas lojas junto com a coleção tradicional. Mas e o scanner ou as bolsas, vocês conseguem imaginar quando custariam aqui? Sinceramente, minha dica é: comprem quando forem fazer um passeio na terra do Tio Sam. O scanner já está na minha lista de compras para uma próxima viagem. Porque valer a pena, qualquer coisa que nos poupa trabalho e faz ganhar tempo vale, não acham?

Review: iOS7: The good, the bad and the ugly

Passados alguns dias com o iOS7, finalmente tenho uma opinião formada sobre ele. Em princípio não quis testá-lo quando ainda estava em beta por causa da imensa quantidade de bugs, tive receio que isso afetasse minha percepção geral. Contudo, eu tinha aprovado as mudanças estéticas.

Tinha.

Abaixo, minhas impressões.

good

The Good. Já tinha afirmado antes que o sistema estava datado, precisando não apenas de um “banho de loja” visual mas também ferramentas mais modernas, como melhor integração com redes sociais. É uma demanda moderna que vem de berço nos concorrentes Windows Phone e Android.

A quantidade de novas ferramentas no iOS7 é gigante, mas as que o usuário comum acessa o tempo todo são as mais perceptíveis, e por isso mesmo, as mais comentadas. O destaque são as “cortininhas”: a tradicional, de cima para baixo, que mostra notificações, ganhou uma boa turbinada e mostra muito mais coisas. Talvez até demais. Felizmente podem ser personalizadas no ícone Ajustes (Central de Notificações e Central de Controle). E a nova, que se abre ao deslizar o dedo de baixo para cima, na borda inferior da tela, é um alento: planear de música, volume, brilho, AirDrop e atalhos para alguns apps e opções de conectividade, como bluetooth, wifi, modo silencioso, avião. Incrível como tivemos que esperar até o iOS7 para ter oficialmente algo que se fazia somente por jailbreak desde o iOS2! Pena que a Apple dormiu e esqueceu de um atalho para dados móveis, indispensável para os devoradores de bateria…

Gostei também da nova multitarefa, em “cards”, podendo-se enxergar dentro de cada aplicativo aberto. A novidade nasceu no finado webOS, sendo adotada também pelo Windows Phone, Android e Blackberry 10. Só faltava mesmo o iOS. Viva!

Outra novidade bem-vinda: um ícone exclusivo para o FaceTime. As avós que apenas recebiam chamadas em vídeo dos netos, porque se batiam na hora de chamá-los, agora certamente utilizarão muito mais o recurso.

bad

The Bad. iPhone e iPad são aparelhos que fazem muito sucesso com leigos em geral, pela sua simplicidade e baixa curva de aprendizagem. De repente, o cidadão, habituadíssimo a acessar a barra de buscas deslizando o dedo para a direita, não consegue mais fazer isso. “Socorro, me ajude, cadê o Spotlight?” foi a pergunta que mais ouvi nós últimos dias. Outro exemplo foi o Mail, que agora arquiva, deleta ou responde mensagens deslizando o dedo no sentido oposto ao que era antes! Pior: no sentido que era antes, para a direita, ele simplesmente sai do modo de lista! Irritante, no mínimo. Eu mesma não me acostumei ainda, e quem não tem tempo nem paciência para reaprender a usar seu aparelho de tantos anos está furioso.

Se você notou que sua bateria está durando menos, dá para desmascarar fácil o vilão da autonomia do iOS7. Em Ajustes > Geral, desligue as “atualizações em segundo plano”.

ugly

The Ugly. Cores são bem-vindas. Eu adoro. Desde que não comprometa a visibilidade e a leitura. E infelizmente, foi justamente isso que aconteceu.

Quanto ao redesign dos ícones, não os acho ruins. Fazem parte da nova identidade visual, e certamente, a nova “cara” do sistema já foi concebida pensando nos futuros iPhones e iPads com tela maior. (Quando digo maior, não é “esticada”, ok?) Mas concordo que alguns ícones ficaram um pouco esquisitos (gente, o que é aquele do Game Center, heim?) e outros ficaram tão diferentes que as pessoas estão demorando para localizá-los — como o Fotos. Era tão intuitivo achá-lo! Agora, levamos um bom tempo para encontrá-lo no meio desse forrobodó de cores, e, junto com o Notas, Lembretes, Calendário e outros, vai demorar um pouco para decorarmos a cara de cada ícone repaginado!

Mas o problema mais grave é o das fontes. Já acho péssimo que as fontes sejam proporcionalmente tão pequenas no iPad, mas agora, elas estão apagadas. Quem tem dificuldades para enxergar de perto mal consegue vê-las. E se as opções nativas de papel de parede e plano de fundo em nada ajudam, na hora de se usar as próprias fotos a legibilidade desaparece completamente.

Felizmente dá para amenizar um pouco esse sufoco. Nos Ajustes, dá para ativar o modo “texto em negrito”:

2

O chato é que tudo ficará em negrito, mas pra mim, não comprometeu. Quem estiver com dificuldades de ler fontes menores, sugiro que ative o recurso. Também dá para mexer no tamanho da fonte, mas isso só vale para alguns poucos textos dentro de aplicativos, como por exemplo, o corpo de emails.

Vejam o antes e o depois do texto em negrito. Sutil, mas ajuda:

3

4

De resto…

Algumas coisas estão bem estranhas no iOS7. Textos quase vazando de janelas mostram um certo desleixo com idiomas que não sejam o inglês. Curioso que isso é comum em Android, mas no iOS parece um pecado mortal. Não é exagero. A Apple sempre primou pela excelência nos detalhes, daí a estranheza.

Acho que logo logo sai um pacotão de correções num provável iOS 7.1. Talvez eu goste mais das novidades. No fundo, eu até gostei do novo sistema, só acho que faltou um pouco de refinamento.

E vocês, o que mais gostaram ou detestaram no novo iOS7?

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